30 Maio 2007

Dehonianos se encontram com o Papa no Brasil




Durante a visita do papa ao Brasil, em maio, alguns confrades dehonianos estiveram junto do pontífice, nas celebrações e nos encontros realizados. Seguem algumas fotos destes momentos.

Clique na imagem para ampliar.

Fonte: dehon.it

24 Maio 2007

Palavras do Papa sobre o Brasil

Queridos irmãos e irmãs:
Nesta audiência geral, quero recordar minha viagem apostólica ao Brasil, de 9 a 14 deste mês. Depois de dois anos de pontificado, finalmente tive a alegria de visitar a América Latina, que tanto amo, e onde vive, de fato, uma grande parte dos católicos do mundo. A meta foi o Brasil, mas quis abraçar todo o grande subcontinente latino-americano, pois o acontecimento eclesial que me chamou para ir até lá foi a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Desejo renovar minha profunda gratidão aos irmãos bispos, em particular aos de São Paulo e de Aparecida, pela acolhida que recebi. Agradeço ao presidente do Brasil e às demais autoridades civis por sua cordial e generosa colaboração. Com grande afeto, agradeço o povo brasileiro pelo calor com que me acolheu -- era verdadeiramente comovedor -- e pela atenção que dedicou às minhas palavras. Minha viagem teve antes de tudo o valor de um ato de louvor a Deus pelas «maravilhas» operadas nos povos da América Latina, pela fé que animou sua vida e sua cultura durante mais de quinhentos anos. Neste sentido, foi uma peregrinação que teve seu momento culminante no santuário de Nossa Senhora Aparecida, principal padroeira do Brasil. O tema da relação entre fé e cultura foi sempre muito importante para meus venerados predecessores, Paulo VI e João Paulo II. Quis retomá-lo, confirmando a Igreja que está na América Latina e no Caribe no caminho de uma fé que se fez e se faz história vivida, piedade popular, arte, em diálogo com as ricas tradições pré-colombinas, também com as múltiplas influências européias e de outros continentes. Certamente, a lembrança de um passado glorioso não pode ignorar as sombras que acompanharam a obra de evangelização do continente latino-americano: não é possível esquecer os sofrimentos e as injustiças que os colonizadores causaram à população indígena, pisoteada com freqüência em seus direitos fundamentais. Mas o dever de mencionar esses crimes injustificáveis, condenados já então por missionários como Bartolomeu das Casas e teólogos como Francisco de Vitória, da Universidade de Salamanca, não deve impedir de reconhecer com gratidão a maravilhosa obra que a graça divina levou a cabo entre essas populações ao longo destes séculos. O Evangelho no continente se transformou, deste modo, no elemento-chave de uma síntese dinâmica que, com diversos matizes segundo as nações, expressa a identidade dos povos latino-americanos. Hoje, na época da globalização, esta identidade católica continua apresentando-se como a resposta mais adequada, sob a condição de que esteja animada por uma séria formação espiritual e pelos princípios da doutrina social da Igreja. O Brasil é um grande país que custodia valores cristãos profundamente arraigados, mas vive também enormes problemas sociais e econômicos. Para oferecer uma solução, a Igreja deve mobilizar todas as forças espirituais e morais de sua comunidade, buscando convergências oportunas com as energias sãs do país. Entre os elementos positivos, deve-se indicar certamente a criatividade e a fecundidade dessa Igreja, na qual nascem continuamente novos movimentos e novos institutos de vida consagrada. Também merece elogio a entrega generosa de tantos fiéis leigos, que são sumamente ativos nas diferentes atividades promovidas pela Igreja. O Brasil é também uma nação que pode propor ao mundo um novo modelo de desenvolvimento: a cultura cristã pode inspirar uma «reconciliação» entre os seres humanos e a criação, a partir da recuperação da dignidade pessoal na relação com Deus Pai. Neste sentido, um exemplo eloqüente é a «Fazenda da Esperança», uma rede de comunidades de recuperação para jovens que querem sair do túnel tenebroso das drogas. Na que visitei, que me impressionou profundamente e que me deixou uma viva recordação no coração, é significativa a presença de um mosteiro de irmãs clarissas. Isso me pareceu emblemático para o mundo de hoje, que precisa de uma «recuperação» certamente psicológica e social, mas sobretudo profundamente espiritual. E emblemática foi também a canonização, celebrada com alegria, do primeiro santo nativo do país: Frei Antônio de Sant’Ana Galvão. Este sacerdote franciscano do século XVIII, devotíssimo da Virgem Maria, apóstolo da Eucaristia e da Confissão, foi chamado enquanto vivia de «homem de paz e de caridade». Seu testemunho é mais uma confirmação de que a santidade é a verdadeira revolução, que pode promover a autêntica reforma da Igreja e da sociedade. Na catedral de São Paulo, encontrei os bispos do Brasil, a conferência episcopal mais numerosa do mundo. Testemunhar-lhes o apoio do sucessor de Pedro era um dos objetivos principais de minha missão, pois conheço os grandes desafios que o anúncio do Evangelho tem de enfrentar nesse país. Alentei meus irmãos a prosseguir e reforçar o compromisso da nova evangelização, exortando-os a difundir, de forma capilar e metódica, a Palavra de Deus para que a religiosidade inata difundida entre a população se torne mais profunda e se transforme em fé madura e em adesão pessoal e comunitária ao Deus de Jesus Cristo. Alentei-os a recuperar por toda parte o estilo da primitiva comunidade cristã, descrita no livro dos Atos dos Apóstolos: assídua na catequese, na vida sacramental e na caridade operante. Conheço a dedicação desses fiéis servidores do Evangelho, que o querem apresentar sem limites nem confusão, custodiando o depósito da fé com discernimento; e conosco também sua preocupação constante por promover o desenvolvimento social, principalmente mediante a formação de leigos, chamados a assumir responsabilidades no campo da política e da economia. Agradeço a Deus por ter me permitido aprofundar na comunhão com os bispos brasileiros, que continuam estando sempre presentes em minha oração. Outro momento característico da viagem foi, sem dúvida, o encontro com os jovens, esperança não só para o futuro, mas força vital também para o presente da Igreja e da sociedade. Por este motivo, a vigília que animaram em São Paulo foi uma festa da esperança, iluminada pelas palavras de Cristo dirigidas ao «jovem rico», que lhe havia perguntado: «Mestre, o que hei de fazer de bom para conseguir a vida eterna?» (Mateus 19, 16). Jesus lhe indicou, antes de tudo, «os mandamentos», como o caminho da vida, e depois o convidou a deixar tudo para segui-lo. Hoje a Igreja continua fazendo o mesmo: antes de tudo, volta a apresentar os mandamentos, autêntico caminho de educação na liberdade e no bem pessoal e social; e sobretudo propõe o «primeiro mandamento», o do amor, pois sem amor os mandamentos não darão pleno sentido à vida nem procurarão a verdadeira felicidade. Só quem encontra em Jesus o amor de Deus empreende este caminho para percorrê-lo entre os homens, converte-se em seu discípulo e seu missionário. Convidei os jovens a serem apóstolos de seus conterrâneos; e por isso, a cuidar sempre de sua formação humana e espiritual; a ter grande estima pelo matrimônio e pelo caminho que conduz a ele, na castidade e na responsabilidade; a estar abertos também ao chamado à vida consagrada pelo Reino de Deus. Em definitivo, eu os alentei a tornar fecunda a grande «riqueza» de sua juventude, para ser o rosto jovem da Igreja. Cume da viagem foi a inauguração da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, no santuário de Nossa Senhora Aparecida. O tema desta grande e importante assembléia, que se concluirá no final do mês, é «Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nossos povos n’Ele tenham vida. ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida’». O binômio «discípulos e missionários» corresponde ao que o Evangelho de Marcos diz sobre o chamado dos apóstolos: «[Jesus] instituiu doze, para que estivessem com ele, e para enviá-los a pregar» (Marcos 3, 14-15). A palavra «discípulo» faz referência, portanto, à dimensão formativa e ao seguimento, à comunhão da experiência vivida, da verdade e do amor conhecidos e assimilados. Ser discípulos e missionários implica um vínculo íntimo com a Palavra de Deus, com a Eucaristia e com os demais sacramentos, viver na Igreja em escuta obediente de seus ensinamentos. Renovar com alegria a vontade de ser discípulos de Jesus, de «estar com Ele», é a condição fundamental para ser missionários «recomeçando desde Cristo», segundo o lema do Papa João Paulo II a toda a Igreja após o Jubileu de 2000. Meu venerado predecessor sempre insistiu em uma evangelização «nova em seu ardor, em seus métodos, em sua expressão», como afirmou falando precisamente à assembléia do CELAM, em 9 de março de 1983, no Haiti (cf. «Insegnamenti» VI/1 [1983], 698). Com minha viagem apostólica, quis exortar a prosseguir por este caminho, oferecendo como perspectiva de unificação a da encíclica «Deus caritas est», uma perspectiva inseparavelmente teológica e social, que se resume nesta expressão: «é o amor que dá a vida». «A presença de Deus, a amizade com o Filho de Deus encarnado, a luz de sua Palavra, são sempre condições fundamentais para a presença e eficiência da justiça e do amor em nossas sociedades». À materna intercessão da Virgem Maria, venerada com o título de Nossa Senhora de Guadalupe, como padroeira de toda a América Latina, e ao novo santo brasileiro, Frei Antônio de Sant’Ana Galvão, encomendo os frutos dessa inesquecível viagem apostólica.

[Tradução realizada por ZENIT. Após a audiência o Santo Padre dirigiu sua palavra em vários idiomas. Em língua portuguesa disse o seguinte:]

Amados Irmãos e Irmãs,

Nesta Audiência Geral o Meu pensamento se dirige com emoção à Viagem apostólica que realizei na segunda quinzena de maio. Transcorridos dois anos de Pontificado, tive por fim a alegria de ir à América Latina, que tanto amo e donde vive, na realidade, uma grande parte dos católicos do mundo. A meta era o Brasil, mas quis também abraçar todo o subcontinente latino-americano, levando-se em conta que o acontecimento eclesial que motivou a Viagem foi a Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho. Desejo renovar a expressão da minha profunda gratidão pela acolhida que Me ofereceram os Bispos do Brasil e da América Latina. Agradeço também ao Presidente da República do Brasil e às demais autoridades civis, pela cordial e generosa colaboração prestada na ocasião; sou grato, enfim, ao povo brasileiro pela calorosa acolhida de que fui objeto em São Paulo e Aparecida, bem como pela expressiva manifestação de religiosidade e de fé que soube demonstrar.Saúdo a todos os peregrinos de língua portuguesa, mormente aos portugueses da Paróquia de Nossa Senhora de Laveiras-Caxias; Valdefigueira-Setubal; Porto Diniz e inclusive a um grupo de visitantes. Saúdo também aos numerosos brasileiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Brasília. A todos peço orações pelos frutos da minha Viagem na Terra da Santa Cruz, enquanto de coração vos concedo a Bênção Apostólica.
[© Copyright 2007 - Libreria Editrice Vaticana]

21 Maio 2007

Papa lembra da viagem ao Brasil e dos conflitos na Faixa de Gaza


A viagem apostólica ao Brasil, a Jornada Mundial das comunicações sociais e a celebração da Ascensão do Senhor foram os temas abordados pelo Papa, neste domingo, dia 20 de maio, ao meio-dia, na Praça de São Pedro, com milhares de fiéis ali congregados para a costumada recitação da Oração mariana.
"Queridos irmãos e irmãs!
Desejo primeiramente renovar meu agradecimento ao Senhor pela viagem apostólica ao Brasil, que realizei de 9 a 14 de maio, e ao mesmo tempo agradecer a todos que me acompanharam com sua oração. O motivo desta visita pastoral, como sabeis, foi a inauguração da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Mas antes deste grande evento eclesial, tive a oportunidade de encontrar a grande comunidade católica brasileira. Muitos fiéis, com efeito, reuniram-se para a ocasião na cidade de São Paulo, especialmente para a canonização do primeiro beato nativo do Brasil: Frei Antonio de Sant’Ana Galvão. Conto com expressar-me mais amplamente sobre esta viagem na próxima quarta-feira, durante a Audiência geral. Enquanto isso, convido-vos a seguir orando pela Conferência que está sendo celebrada em Aparecida e pelo caminho do povo de Deus que vive na América Latina.
Um ulterior motivo de reflexão e de oração nos oferece hoje a celebração anual da Jornada Mundial das Comunicações Sociais, que tem por tema «As crianças e os meios de comunicação: um desafio para a educação». Os desafios educativos no mundo atual estão freqüentemente unidos à influência dos mass media, que fazem concorrência à escola, à Igreja e inclusive à família. Neste contexto, é essencial uma adequada formação no uso correto dos media: os pais, os professores e a comunidade eclesial estão chamados a colaborar para educar as crianças e os jovens a ser seletivos e a amadurecer uma atitude crítica, cultivando o gosto pelo que é estética e moralmente válido. Mas também os meios de comunicação devem levar sua contribuição a este empenho educativo, promovendo a dignidade da pessoa humana, o matrimônio e a família, as conquistas e as metas da civilização. Os programas que incitam à violência e a comportamentos anti-sociais ou vulgarizam a sexualidade humana são inaceitáveis, tanto mais se se propõem aos menores. Renovo portanto o chamado aos responsáveis da indústria dos media e aos agentes da comunicação social a fim de que salvaguardem o bem comum, respeitem a verdade e protejam a dignidade da pessoa e da família.
Queridos irmãos e irmãs:
a solenidade da Ascensão do Senhor, que a liturgia recordou na quinta-feira passada, em alguns países se celebra hoje. Jesus ressuscitado volta ao Pai; nos abre assim o caminho à vida eterna e faz possível o dom do Espírito Santo. Como então fizeram os Apóstolos, também nós, depois da Ascensão, nos recolhemos em oração para invocar a efusão do Espírito, em união espiritual com a Virgem Maria (v. Atos 1, 12-14).
Que sua intercessão obtenha para toda a Igreja um renovado Pentecostes."


Depois do cântico da antífona mariana do tempo pascal "Regina Coeli" o Papa se referiu à Faixa de Gaza.
"Os recontros entre facções palestinianas e os disparos de roquetes contra os habitantes das cidades israelitas vizinhas, aos quais se reagiu com a intervenção armada, estão provocando uma sangrenta deterioração da situação, que deixa (todos) aterrorizados". "Uma vez mais, em nome de Deus, suplico que se ponha termo a esta trágica violência, ao mesmo tempo que desejo exprimir às provadas populações palestinianas e israelitas a minha solidária proximidade, assegurando que as recordo na oração.Faço apelo ao sentido de responsabilidade de todas as autoridades palestinianas, para que, no diálogo e com firmeza, retomem o árduo caminho do entendimento, neutralizando os violentos. Convido à moderação o governo israelita e exorto a Comunidade internacional a multiplicar o empenho a favor do relançamento das negociações. Que o Senhor suscite e apoie os construtores de paz!"

Presentes na Praça de São Pedro, também peregrinos de língua portuguesa, saudados expressamente pelo Santo Padre:
"Saúdo também os peregrinos vindos de Portugal, das paróquias de Laveiras-Caxias e Vale da Figueira, e a comunidade brasileira em Roma, aproveitando para lhes agradecer todo o apoio espiritual e material oferecido ao meu serviço de Sucessor de Pedro. Sobre todos invoco os dons do Espírito Santo para serem verdadeiros discípulos e missionários de Jesus Cristo fazendo jorrar a sua Vida no meio das respectivas famílias e comunidades, que de coração abençoo".

Fonte: Santa Sé e Canção Nova
Foto: Encontro do Papa na Fazenda da Esperança, 12 de maio - Reuters

20 Maio 2007

Bispos reunidos em Aparecida enviam mensagem ao Papa

À Sua Santidade, Bento XVI
Cidade do Vaticano
Beatíssimo Padre:
Os participantes na V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, desejamos lhe fazer chegar uma saudação filial e afetuosa e lhe expressar o agradecimento mais profundo por ter querido empreender esta fatigante viagem para inaugurar pessoalmente nossa Assembléia aos pés da Santíssima Virgem Maria, Nossa Senhora Aparecida, nos honrando com a sua presença nesta bendita terra do Brasil.
Agradecemos deste modo as iluminadoras palavras recebidas de Sua Santidade na Homilia da Santa Missa e no Discurso de inauguração da Conferência, cujos conteúdos serão orientação e guia para nossos trabalhos. A vinda de Sua Santidade, seu testemunho como Vigário de Cristo e Sucessor de Pedro e o dom do presente que nos fez, confortaram-nos e nos fortaleceram.Vivemos nestes dias a forte presença do Senhor, pois estão cheios de oração e de fraternidade entre nós, no trabalho compartilhado, na proximidade espiritual e na solicitude pelos irmãos que Ele nos confiou.
Desejamos lhe expressar nossa profunda comunhão. Queremos realizar nossa tarefa cum Petro et sub Petro. Estaremos unidos com Sua Santidade e com toda a Igreja especialmente na Eucaristia diária, pois “só da Eucaristia brotará a civilização do amor, que transformará a América Latina e o Caribe para que, além de ser o Continente da Esperança, seja também o Continente do Amor.
Rogando sua oração e prometendo a nossa, invocamos de Sua Santidade a Bênção Apostólica.
Filialmente,
Dom Giovanni Battista Re
Presidente da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe
Dom Francisco Javier Errázuriz Ossa
Co-Presidente da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe
Dom Geraldo Majella Agnelo
Co-Presidente da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe

18 Maio 2007

Papa pode voltar ao Brasil em 2011


O arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, afirmou que o Papa pode voltar ao Brasil em 2011. No início da semana, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou uma moção pela candidatura do Brasil para sediar a Jornada Mundial da Juventude daqui a quatro anos. A próxima Jornada será no ano que vem, em Sydney, na Austrália. "Se tudo der certo, ele deve voltar em breve", disse o arcebispo.

Em entrevista coletiva em Aparecida, Dom Odilo relatou algumas das primeiras impressões do líder da Igreja Católica sobre o Brasil. De acordo com o arcebispo, o Papa se disse surpreso com o frio - quando Bento XVI chegou, São Paulo vivia o dia com as menores temperaturas em 2007, na casa dos 10 graus. "Ele disse que se sentiu mais à vontade assim", disse.

Dom Odilo acompanhou o Papa nos trajetos com papamóvel pela capital paulista e relatou que o pontífice ficou feliz ao ver crianças correndo nas calçadas, acompanhado o trajeto. "Os meninos são iguais em todo mundo", teria comentado Bento XVI.

Perguntado sobre as quebras de protocolo, como a aproximação direta com os fiéis, no sábado (12 de maio), em Guaratinguetá, Dom Odilo explicou que o Papa "não é diplomata, mas um teólogo". "Ele se sentiu muito bem estando com o povo", disse.
Foto: João Rangel/visitadopapa.org.br

Uma chance para Bento XVI


Leio os diários e as revistas semanais, ouço cristãos a falar do novo papa, escuto comentários, vejo programas de televisão e, como é natural , percebo que há mais gente falando sobre o que o papa pensa ou vai fazer, do que o próprio papa dizendo o que pensa e o que fará .
É natural que um papa seja mais comentado do que ouvido. Afinal ele é uma pessoa notória em função do cargo que ocupa diante de bilhões de espectadores e milhões de comentaristas. Milhões falam do papa, mas nem sempre o papa consegue chegar aos milhões que falam dele. Não deixam!
Quando cristãos, e entre eles, milhões de católicos falam do papa, ouvem os que falam do papa e pura e simplesmente não dão ao líder da sua Igreja a chance de lhes falar, estamos diante de uma flagrante injustiça. Afinal, há revistas católicas, jornais, rádio, televisão, há livros, há o L´Osservatore Romano em português, há a Internet e o site do Vaticano, há programas católicos retransmitindo sua palavra, há novos livros nas livrarias e há pelo menos 7 biografias serenas sobre a sua pessoa.
A verdade? Poucos leram os seus livros, poucos lêem suas entrevistas e seus discursos e documentos oficiais, mas, com enorme facilidade ele é taxado de conservador e avesso ao diálogo. Como podem afirmar se nunca leram nada do que ele escreveu? Porque a mídia disse? E quem disse? Que mídia? A partir de qual perspectiva?
Agora em ele vem ao Brasil, onde muita gente ouviu mais coisas contra ele do que a seu favor, porque nos últimos quinze anos nas entrevistas sobre Joseph Ratzinger ele foi pintado como inimigo da liberdade. Ratzinger não estava lá para se defender. E o que ele dizia não era transmitido. Agora fala, mas mesmo assim poucos o lêem ou ouvem. Os que falam dele continuam recebendo mais destaque do que o que ele fala. Quanto leram “Deus Charitas est”, ou “Sacramentum Charitatis?” Ele fala todas as semanas oficialmente. Alguém procura saber o que ele fala? Não é verdade que preferem ouvir quem fala dele, ou até contra ele?
Sugiro aos que nunca leram nada do que ele escreveu que se interessem e procurem biografias dele escritas por gente que o ama e respeita. Além disso, leia seus documentos oficiais.
Já deram muitas chances a quem falou contra ele. Dêem agora alguma chance ao que ele fala. É um dos maiores teólogos do mundo e bem que merece a oportunidade de ser ouvido! Não é assim que se lida com a verdade?


Pe. Zezinho, scj

17 Maio 2007

Bento XVI quer recuperar Jesus como centro da Igreja na AL

O vaticanista do jornal L'Espresso, Sandro Magister, oferece esta semana uma profunda análise sobre a recente visita do Papa Bento XVI ao Brasil e sustenta que o fio condutor de suas mensagens foi claro: a urgência de "voltar a centrar a vida da Igreja latino-americana em Jesus".
Em sua coluna semanal, que pode ser lida em http://chiesa.espresso.repubblica.it/dettaglio.jsp?id=140861&sp=e, Magister sustenta que "do Brasil ressona uma palavra mais cortante que uma espada. Uma palavra que é uma pessoa: Jesus. O mesmo ao qual Bento XVI dedicou o livro de sua vida. Para o Papa o futuro da Igreja na América Latina e no mundo está ligado à obediência a Ele. E se sentou no dever de recordá-lo aos bispos".
Segundo o vaticanista, embora o discurso mais esperado foi o que pronunciou ao inaugurar a V Conferência do Episcopado Latino-americano e do Caribe, em Aparecida, que será recordado no futuro, como o mais revelador dos objetivos do Papa foi outro. foi o que dirigiu os bispos do Brasil na catedral de São Paulo, ao final das vésperas da sexta-feira 11 de maio".
"A clara tentativa de Bento XVI é o de voltar a centrar a vida da Igreja latino-americana em Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem: uma Igreja que a seu julgamento, nos últimos decênios deslocou muito seu centro para o terreno sócio-político, sob o influxo da teologia da libertação", sustenta.
O jornalista explica que "para o Bento XVI, uma evangelização forte é a verdadeira resposta aos ataques à família, aos delitos contra a vida, ao abandono do catolicismo a favor dos novos cultos evangélicos e pentecostais. Também o celibato do clero vacila quando 'a estrutura da total consagração a Deus começa a perder seu significado mais profundo'. E também aos pobres lhes oferece 'o bálsamo divino da fé sem descuidar o pão material'".
"Em cada uma destas indicações dadas pelo Bento XVI aos bispos do Brasil é fácil intuir as situações que as originam: da desenfreada espontaneidade litúrgica à violação difundida do celibato sacerdotal. O Papa não se estendeu em descrever tais situações", adverte Magister.
"Em troca, Bento XVI centrou toda sua prédica no fundamento de que partiu no discurso aos bispos: Jesus. Ou seja, fez o mesmo trabalho de concentração sobre o essencial que caracteriza sua encíclica 'Deus caritas est' e seu livro sobre 'Jesus de Nazaré'", adiciona.

Fonte: ACI

16 Maio 2007

Bento XVI envia telegrama ao presidente Lula

Após sua intensa visita ao Brasil, Bento XVI, transcorre alguns dias de repouso na residência pontifícia de verão, em Castel Gandolfo, nas proximidades de Roma, para onde se dirigiu logo após sua chegada a Roma, na segunda-feira, 14. Por este motivo, hoje não aconteceu a habitual Audiência Geral das quartas-feiras. O retorno do Papa ao Vaticano está previsto para a tarde da próxima sexta-feira, dia 18.
Durante o vôo de retorno do Brasil à Itália, o Papa enviou, como de costume, telegramas aos chefes de Estado dos países sobrevoados: Brasil, Cabo Verde, Canárias, Marrocos, Argélia, França e Itália. Os telegramas do Santo Padre transmitem mensagens de paz e de concórdia aos povos.
Ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pontífice escreveu: "No momento em que sobrevôo as terras brasileiras, para regressar a Roma, desejo externar meus sinceros agradecimentos pela delicada atenção que me foi dispensada por Vossa Excelência e demais membros de seu governo, durante a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe".
"Desejando que o Brasil continue a responder aos desafios em sua caminhada _ acrescenta o Santo Padre _ para construir, no concerto da família humana, um futuro sereno, cada vez mais próspero para os filhos desta nobre nação, em fidelidade aos genuínos valores humanos e cristãos de seu rico patrimônio cultural, imploro para todos os brasileiros, a assistência e as bênçãos de Deus Onipotente."
Fonte: Canção Nova

15 Maio 2007

O papa nos caminhos da América Latina


A presença do papa Bento XVI em Aparecida nos mostra um pastor que faz seu o caminho da Igreja na América Latina. Em suas reflexões, inclusive no momento de sua despedida, ele lembrou um dos textos centrais do Concílio Vaticano II, a constituição pastoral "Gaudium et spes", a mesma que começa dizendo: "Os gozos e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens do nosso tempo, sobretudo dos pobres e todos os que sofrem, são gozos, esperanças, tristezas e angústias dos discípulos de Cristo" (nº1). O papa participou dos "gozos e esperanças, das penas e das alegrias de seus filhos", nestes momentos desafiadores, pelo que significa "um novo impulso à evangelização, apara que estes povos continuem crescendo e amadurecendo em sua fé". Ele fez também um chamado "aos fiéis deste continente que, em virtude de seu batismo, estão chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo". Uma tarefa imersa "na constante evolução da história" e que, portanto, deve ser sempre renovada e atualizada.
A celebração da V Conferência é uma nova oportunidade para reconhecer a presença de Deus na história deste povo crescente que é o povo latino-americano. Um povo que, apesar das situações de injustiça e crescente pobreza, experimentou e testemunhou o amor primeiro de Deus, fazendo desta experiência uma história de compromisso, comunhão e encontro com Deus nos humildes. (cfr. Benedicto XVI, Deus caritas est, º15)
Nos sentimos convocados e comprometidos com a realidade desafiadora do nosso povo por que seguir a Jesus, nas palavras do Papa, implica "viver em intimidade com Ele, imitar o seu exemplo e dar o testemunho" do Deus de Jesus Cristo: "o Deus da compaixão, do perdão e da reconciliação; o Deus próximo aos pobres e aos sofredores". "O Deus de rosto humano, o Deus conosco", que se "fez pobre para nos enriquecer com sua pobreza (2 Co 8,9)", é quem dá fundamento à opção preferencial pelos pobres, redescobrindo assim a presença implícita dos pobres nos traços sofredores do Cristo que nos questiona e nos interpela (cfr. Documento de Puebla, nº31.)
Os discípulos de Jesus na América descobriram este Deus encarnado no encontro com os irmãos e no compromisso com a busca por condições de vida "mais humanas: livres de ameaças, da fome e de toda forma de violência".
Sem dúvida alguma, o itinerário espiritual do Papa, a visita ao Brasil, ponto de encontro para escutar os clamores de toda a América Latina e o Caribe, nos permite recordar outro trecho de sua carta dirigida aos fiéis de todo o mundo. "Meu próximo é qualquer um que tenha necessidade de mim e a quem eu possa ajudar. Universalizamos o conceito de próximo, mas fazendo com que ele permaneça concreto. Mesmo que se aplique a todos os homens, o amor ao próximo não se reduz a uma atitude genérica e abstrata, pouco exigente de si mesma, mas sim requere meu compromisso prático aqui e agora", (Bento XVI, Deus caritas, est nº15)

Fonte: Adital
Foto: Giorgio Sinestri

13 Maio 2007

Bento XVI se despede do Brasil



O Papa Bento XVI, neste Domingo, dia 13, cumpriu seu último compromisso oficial, abrindo a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, que segue até o dia 31 deste mês, celebrando uma Missa campal às 10h, com a presença de aproximadamente 150 mil fiéis.

Às 16h, ele se encontrou com os 265 participantes da Conferência, fazendo um discurso inaugural, definindo a linha norteadora dos trabalhos do episcopado para estes dias (leia o discurso)

depois de inúmeras atividades no país, se despede do episcopado latino. Por volta das 19h10, pegou o helicóptero e seguiu para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde embarcou em direção a Roma, com a previsão de chegada as 12h45 (hora local), de amanhã, dia 14.

No Aeroporto, na presença de autoridades religiosos e civis, ouviu os cumprimentos do vice-presidente da república, José Alencar e deixou sua última mensagem:

"Senhor Vice-Presidente:
Ao deixar esta terra abençoada do Brasil, eleva-se na minha alma um hino de ação de graças ao Altíssimo, que me permitiu viver aqui horas intensas e inesquecíveis, com o olhar dirigido à Senhora Aparecida que, do seu Santuário, presidiu o início da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.
Na minha memória ficarão para sempre gravadas as manifestações de entusiasmo e de profunda piedade deste povo generoso da Terra da Santa Cruz que, junto à multidão de
peregrinos provindos deste Continente da esperança, soube dar uma pujante demonstração de fé em Cristo e de amor pelo Sucessor de Pedro. Peço a Deus que ajude os responsáveis, seja
no âmbito religioso que no civil a imprimir um passo decidido àquelas iniciativas, que todos esperam, pelo bem comum da grande Família Latino-Americana.
A minha saudação final, repassada de gratidão, vai para o Senhor Presidente da República, para o Governo desta Nação e do Estado de São Paulo, e para as demais Autoridades
brasileiras que tantas provas de delicadeza quiseram-me dispensar nestes dias.

Estou também agradecido às autoridades consulares, cuja diligente atuação facilitou
sobremaneira a participação das próprias Nações nestes dias de reflexão, oração e compromisso pelo bem comum dos participantes a este grande evento.
Um particular pensamento de estima fraterna dirijo-o, com profundo reconhecimento, aos Senhores Cardeais, aos meus Irmãos no Episcopado, aos Sacerdotes e Diáconos, Religiosos e Religiosas, aos Organizadores da Conferência. Todos contribuíram para abrilhantar estas jornadas, deixando a quantos nelas tomaram parte cheios de alegria e de esperança - gaudium
et spes! - na família cristã e na sua missão no meio da sociedade.
Tende a certeza de que levo a todos no meu coração, donde brota a Bênção que vos concedo e que faço extensiva a todos os Povos da América Latina e do Mundo.
Muito obrigado!"
Fotos: Reprodução TV

Abertura da Conferência de Aparecida


Durante discurso de abertura da V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe, o Papa Bento XVI foi bastante aplaudido pelos religiosos e leigos ao defender que, sem o conhecimento de Cristo, toda realidade se converte em um enigma indecifrável. Somente quem reconhece Deus pode conhecer de forma plena a atual realidade e responder a ela de modo adequado e realmente humano, defendeu o Santo Padre, em língua espanhola. “Quem exclui Deus de seu horizonte acaba falsificando o conceito de realidade e optando por caminhos equivocados e destrutivos.”

A cerimônia, realizada no Santuário Nacional de Aparecida neste domingo, 13, contou com a presença dos bispos delegados e 78 convidados de toda América Latina e Caribe, entre especialistas, diáconos, presbíteros, leigos e representantes de movimentos eclesiais. A solenidade de hoje, último compromisso oficial do Santo Padre no Brasil, inaugura os trabalhos que vão traçar as diretrizes da evangelização na América Latina e no Caribe. O pontífice parte às 18h50 rumo ao aeroporto internacional de São Paulo. Já os conferencistas ficarão reunidos em Aparecida até o próximo dia 31.


A riqueza da religiosidade popular latino-americana, manifestada nas mais diversas devoções, no amor ao Papa, na fé eucarística e no amor ao Cristo que sofre são, segundo o pontífice, o maior tesouro da Igreja Católica na América Latina. “A Igreja deve proteger o grande mosaico popular latino-americano. Deve promovê-lo e purificá-lo em tudo o que for necessário.” Ao falar sobre a riqueza das diversidades, Bento XVI afirmou que somente a verdade é capaz de unificar as culturas e viabilizar a verdadeira humanização. A globalização deve, segundo o pontífice, reger-se pela ética, sempre colocando-se a serviço da pessoa humana.Tendências coletivas da modernidade, como o secularismo, o indiferentismo e o proselitismo de algumas seitas, foram citadas pelo Santo Padre como responsáveis por uma “debilidade da vida cristã.”

O Papa convocou os religiosos e leigos presentes a educarem o povo na leitura e meditação da palavra de Deus. “É através dela que Cristo se dá a conhecer”, reforçou o pontífice.Os meios de comunicação social também foram abordados por Bento XVI. “Não podemos nos limitar às homilias, aos cursos bíblicos ou de teologia, é preciso recorrer também aos meios de comunicação para comunicar eficazmente a mensagem de Cristo a um grande número de pessoas”, enfatizou.Sobre a necessidade de levar o Evangelho ao povo sofrido da América Latina, o Santo Padre afirmou que “discipulado e missão são como que duas faces da mesma moeda”. Uma mensagem especial, em português, foi direcionada também às famílias, “patrimônio da humanidade”, aos jovens, criticando toda forma de vícios e de violência, aos leigos e vocacionados. “Vocês são chamados a levar ao mundo o testemunho de Jesus e ser fermento do amor de Deus na sociedade.”

Foto: Canção Nova

Bento XVI lembra a abolição da escravatura


Bento XVI celebrou neste domingo a abolição da escravatura no Brasil e mostrou sua proximidade da comunidade afro-brasileira. Após presidir a missa de inauguração da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, Bento XVI recordou, em sua saudação final aos peregrinos, este acontecimento decisivo para a história do país, que aconteceu em 13 de maio de 1888. Manifestando sua proximidade da comunidade afro-brasileira, o bispo de Roma afirmou: «Que esta lembrança estimule a consciência evangelizadora desta realidade sócio-cultural de grande importância na Terra da Santa Cruz».

Mensagem de Dom Raymundo ao papa Bento XVI


Reunidos para a celebração da santíssima Eucaristia, nós o acolhemos e saudamos, Santo Padre, com grande alegria e afeto.
Estamos em festa, Santidade, por sua visita, pela realização, em terras brasileiras, da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe e pela canonização de Frei Antônio de Santana Galvão. Quis a Divina Providência que o primeiro santo brasileiro canonizado fosse oriundo da abençoada Guaratinguetá, pertencente à Arquidiocese de Aparecida.
Santidade, a solenidade de inauguração da V Conferência coincide com a festa de Nossa Senhora de Fátima, muito querida e venerada em todo o Brasil.

No dia dedicado à Mãe de Deus, que se manifestou em Fátima, comemoramos também, neste ano, o Dia das Mães. Que a V Conferência, sob a inspiração de Maria, seja uma luz a orientar a missão da mulher latino-americana e caribenha na implantação da civilização do amor em nossos países. Seja um corajoso grito a favor da vida, tão ameaçada nos dias atuais.
Relembramos hoje, no Brasil, a Abolição da Escravatura, início simbólico do processo de construção de uma sociedade em que a dignidade da pessoa humana se deve fazer respeitada e garantida por lei.
Santo Padre, a cor negra da imagem da Senhora Aparecida, retirada das águas do rio Paraíba em 1717, em pleno período escravagista no Brasil, não é, por certo, desprovida de significado. A devoção à Virgem Aparecida constitui, assim, importante fator de integração das diferentes etnias no Brasil.
Santidade, sua vinda a Aparecida para a abertura da V Conferência demonstra paternal afeto e amor à Igreja presente na América Latina e no Caribe e a nossos povos.

Em nosso continente, têm crescido o empenho missionário e a vitalidade de nossas comunidades, bem como das pastorais específicas e dos movimentos eclesiais. Os ministérios confiados aos cristãos leigos têm fortalecido e renovado a vida de nossas comunidades e estimulado os presbíteros a crescerem na consciência de sua identidade e missão específica. Em diversas circunscrições eclesiásticas, tem aumentado significativamente o número de seminaristas, sobretudo os diocesanos. São esses, Santo Padre, alguns expressivos sinais da vitalidade da Igreja de Jesus Cristo presente na América Latina e no Caribe.
Com humildade, reconhecemos também nossas limitações. Em nosso continente, muitos batizados não são suficientemente evangelizados. Sem a prática religiosa, sem inserção na comunidade, permanecem indefesos diante do proselitismo de certas pregações.
Temos envidado esforços por encontrar, métodos adequados para enfrentar determinados desafios pastorais, como a defesa da vida e da identidade da família, segundo o projeto de Deus.

Igualmente, temos nos empenhado em combater a permissividade moral, que impõe grandes danos a todos, especialmente às famílias, à juventude e à infância. Precisamos, ainda, atuar de modo mais insistente e eficaz junto aos meios de comunicação social, tornando-nos capazes de usá-los com competência na evangelização.
Reconhecemos que existe, no Brasil e em outros países da América Latina e do Caribe, esforço sincero das autoridades para diminuir os contrastes entre riqueza e pobreza, bem como para corrigir as distorções na distribuição dos bens. É forçoso, porém, verificar que estamos longe de resolver nossas graves questões sociais, entre tantas outras, a miséria e a violência.
Esperamos que a V Conferência resulte, em âmbito continental, em ardorosa e fecunda
missão para anunciar, em todas as nações latino-americanas e caribenhas, Jesus Cristo,
único Salvador do mundo. Estamos certos, Santidade, de que sua palavra orientadora muito
nos iluminará e fortalecerá nessa tarefa.

Com a nossa gratidão por sua presença, Santo Padre, expressamos-lhe fidelidade, obediência e afeto filial e pedimos a sua benção apostólica para todo o povo brasileiro.

Missa de abertura da Conferência de Aparecida

O papa Bento XVI chegou nesta manhã de domingo por volta das 9h45 para a celebração da Santa Missa, no Santuário Nacional, em Aparecida.
Passando entre a multidão com o papamóvel, foi acolhido por todos com muita alegria e emoção.
A celebração abre oficialmente a V Conferência Geral que acontece até o dia 31 de maio, em Aparecida, com o tema "Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que n'Ele nossos povos tenham vida".
Depois de participar de dois eventos com o Celam - a missa pela manhã e o início dos trabalhos durante a tarde -, o Papa deixa Aparecida de helicóptero. Após um breve discurso de despedida no Aeroporto Internacional de Guarulhos, Bento XVI pega vôo de volta para a Itália.
Após a missa, o papa rezou o Regina Coeli.
Fotos: Giorgio Sinestri

12 Maio 2007

Papa reza o Rosário na Basílica, em Aparecida


O Pontífice saiu de papa-móvel do Seminário Bom Jesus, onde está hospedado, e foi saudado por uma grande multidão nas ruas da cidade.

O papa Bento XVI rezou o Rosário com as cerca de 40 mil pessoas que lotaram o Santuário De Nossa Senhora Aparecida, além de um grande grupo que acompanhou do lado de fora.

Atendendo à convocação do Santo Padre de rezar com os religiosos e seminaristas do Brasil, consagrados das mais diversas congregações e carismas aguardam o início da oração.
O coral da Basílica cantou o hino oficial do Vaticano quando ele chegou. Em seguida, o arcebispo local, Dom Raimundo Damasceno acolheu Bento XVI e o reitor da Basílica presenteou o Papa com um terço.

Bento XVI pediu aos sacerdotes que continuem a exercer de "modo digno" as suas funções. "Agradeço-vos sinceramente e vos exorto a que continueis a viver de modo digno a vocação que recebestes", disse.

Um dia depois de pedir, na Catedral da Sé, aos bispos que observem com cuidado a formação de novos padres, Bento XVI exaltou o espírito de renúncia do clero. "Quantos desafios, quantas situações difíceis enfrentais, quanta generosidade, quanta doação, sacrifícios e renúncias!".
Bento XVI citou um trecho dos Atos dos Apóstolos para pedir especificamente aos seminaristas que sejam “homens de boa reputação”. “Lembrai-vos que o seminário é o ‘berço da vossa vocação e palco da primeira experiência de comunhão’”, completou o Papa.



O papa se dirigiu ao Seminario Bom Jesus, onde descansa para a missa de abertura da 5ª Conferência Geral dos Bispos da América Latina e Caribe, que acontece amanhã, às 10h, no Santuário Nacional, em Aparecida.
Texto e fotos: Giorgio Sinestri

Fiéis de Potim se alegram com passagem do papa

Cerca de duas mil pessoas acompanharam hoje a rápida passagem do Papa Bento XVI pela cidade de Potim. O município de 17 mil habitantes fica no trajeto entre Guaratinguetá e Aparecida, em São Paulo. Cantando os fiéis acenaram e agitaram bandeirinhas durante o percurso do Pontíficie na avenida principal.

O papa se encontrou às 12h com os bispos do CELAM, no Seminário Bom Jesus e segue a tarde, por volta das 17h30 para o Santuário de Aparecida, onde participa da oração do Rosário.


Desde manhã cedo, muitas pessoas já se faziam presentes na área externa do Santuário, aguardando a chegada do papa. As portas da basílica abrem às 15h e cerca de 40 mil pessoas poderão participar no interior da igreja com o papa da oração, que inicia às 18h. Um grupo também já se encontra no pátio interno, aguardando a missa de abertura da 5ª Conferência Geral, que acontece amanhã, domingo, dia 13, a partir das 10h.
Fotos: Giorgio Sinestri

Fazenda da Esperança: "a esperança não decepciona"

Pela primeira vez em que ele visita uma obra de caráter social na América Latina, o papa Bento XVI aproveitou para abençoar a Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá, e proferir palavras de esperança aos dependentes químicos em recuperação.
Em seu primeiro discurso, o pontífice citou Romanos (capítulo 5, versículo 5), dizendo que “a esperança não decepciona”. Foi um discurso muito denso e reflexivo, mas ao mesmo tempo bastante atual, uma vez que trouxe temas bíblicos para o cotidiano dos jovens em recuperação. Mais uma vez, o Papa pediu orações para a V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribenho e finalizou abençoando as irmãs enclausuradas que estavam presentes na Fazenda.

Em ambiente de silêncio e respeito todos escutam atentamente aos testemunhos.
Antes de começarem os testemunhos um grupo de dança se apresentou para o Papa. Após uma apresentação musical e teatral elaborada e organizada pelos moradores da Fazenda, quatro jovens, de diferentes lugares do mundo, contaram ao pontífice suas experiências de recuperação após ter enfrentado o vício das drogas. O primeiro, Roland, um alemão luterano que fundou a primeira Fazenda fora do Brasil, nas Filipinas, disse ter consagrado sua vida na família da Fazenda, onde decidiu permanecer como voluntário. “Meus pais e amigos me questionaram, mas Deus queria isso de mim”, disse ele. Através da vivência cultural na Fazenda, o jovem disse ter também alcançado “uma alegria maior”.
Logo depois, foi a vez de Alexey, um jovem russo ortodoxo contar sua experiência. “Minha vida era um pesadelo; sentia dores fortes por todo o corpo”, relatou. Internado quatro vezes, o jovem russo considerou ser a sua última esperança tentar a recuperação em uma fazenda no Brasil. Para tomar a decisão definitiva, ele disse ter conversado com outros jovens que passaram pela fazenda. Hoje, em recuperação, ele disse estar muito alegre em presenciar, com sua esposa e os outros russos do local, aquele momento especial.
A terceira a falar foi Silvya, uma jovem alemã de Berlim que tentou o suicídio cinco vezes antes de iniciar seu processo de recuperação. Sofredora de bulimia e anorexia, ela foi hospitalizada ao alcançar o peso de 53 quilos. Ao visitar a fazenda pela primeira vez, em setembro de 2006, ela traçou como meta voltar a se alimentar normalmente. “Hoje, me aceitando como sou, tenho-me como luz para as outras meninas em Berlim. Não existe felicidade maior do que dar a luz ao seu irmão”, disse a jovem.
Por último, o brasileiro Ricardo Ribeirinha, de família adotiva católica, confessou ter trocado os brinquedos, o sorriso e a liberdade pelo mundo das drogas. Em 26 de outubro de 1991, ao levar dois tiros, o jovem precisou de ajuda. E a encontrou na simplicidade do Evangelho com os companheiros da fazenda. Ao ter sua rotina equilibrada, o jovem percorreu países como Itália, Guatemala, México e Suíça, “sendo testemunha da palavra aos irmãos”. “Há seis anos em recuperação, tenho a dor de não ter meus amigos para celebrar a vida”, lamenta. Hoje o jovem é coordenador de políticas de prevenção de drogas para o governo do Tocantins.

Quando falou pela segunda vez, Bento XVI provocou a reflexão dos traficantes de drogas, relembrando o mal que esses fazem aos dependentes e à sociedade. O Santo Padre agradeceu a todos os que colaboram material e espiritualmente para a manutenção da obra social Nossa Senhora da Glória e abençoou novamente aqueles que trabalhavam nela. Ele lembrou aindados grupos de Alcoólicos Anônimos (AA), Narcóticos Anônimos (NA) e da Pastoral da Sobriedade. Finalizando, pediu a bênção de Santo Frei Galvão e Santa Crescência a todos os envolvidos direta e indiretamente com o projeto. Leia a mensagem


Para coroar a cerimônia, o Papa Bento XVI agradeceu a todo o trabalho desenvolvido e destinou 100 mil dólares à fazenda. Recebeu então o abraço de representantes das fazendas da Ásia (Filipinas), África, Europa Ocidental (Alemanha), Europa Oriental (Rússia), América Central (México e Guatemala), América Latina (Argentina e Paraguai) e, para finalizar, o Brasil – que tem ao todo 33 fazendas espalhadas por todo o território. Muitos presentes foram entregues ao Santo Padre durante todo o evento. Entre eles, um exemplar da Bíblia especial da Fazenda, que já alcançou a meta de 45 milhões de exemplares distribuídos em 153 línguas por todo o mundo. Ao final da celebração o Papa passou a pé pelo corredor central cumprimentando todos os jovens que se colocaram próximos às grades de segurança.


Fotos: Folha e Reuters

Visita à Fazenda da Esperança

O Papa Bento XVI chegou às 10h35 deste sábado (12/05) à Fazenda Esperança, e se dirigiu para a primeira capela do Brasil dedicada a Santa Crescência (canonizada no dia 25 de novembro de 2001) e ao Santo Antônio de Santana Galvão (primeiro santo genuinamente brasileiro, canonizado ontem).
Dirigindo-se às 200 irmãs clarissas reunidas na capela o Papa Bento XVI afirmou que a intercessão delas tem poder para conseguir dos céus que se quebrem os grilhões das drogas que levam os jovens à dor da morte. Leia o discurso.

Seis mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, aguardavam, por volta das 10h deste sábado (12), a visita do Papa Bento XVI à Fazenda da Esperança. O centro de recuperação de dependentes químicos e álcool localiza-se em a 15 km do Centro de Guaratinguetá, a 176 km de São Paulo.
Estão presentes pessoas de todo o Brasil e de unidades de fora do país. O centro reúne 300 jovens que estão em tratamento. Outras 1,5 mil pessoas já recuperadas também acompanham a visita na fazenda.
O Papa chegou à Fazenda por volta das 11h.

Foto: Reprodução TV

Papa em Aparecida


Bento XVI chegou em Aparecida na noite de sexta-feira e descansou no Seminário Bom Jesus.

O Papa Bento XVI celebrou na manhã uma missa privada na capela do seminário, em Aparecida, que teve início às 8 horas. Pouco depois, às 9h30, ele se desloca de automóvel em direção à Fazenda Esperança, um centro de reabilitação de dependentes químicos, na cidade de Guaratinguetá. O encontro com a comunidade acontece por volta das 11h.

Hoje, na Fazenda Esperança, o Pontífice dará sua bênção ao Circuito Turístico Religioso do Vale do Paraíba, do qual fazem parte as cidades de Aparecida, Cachoeira Paulista e Guaratinguetá.

Terminada a visita, por volta das 12h45, o Santo Padre retorna para o Seminário Bom Jesus, onde está hospedado, para almoçar com os membros de sua comitiva e com o presidente da Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano.

No período da tarde, Bento XVI deixa novamente o seminário e segue para o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em papamóvel, para acolher e saudar a população. Lá, será recitado o Santo Rosário em conjunto com os sacerdotes, religiosas, seminaristas e diáconos, às 18 horas. O retorno para o Seminário Bom Jesus será em automóvel fechado, a partir das 19h30.

Bento XVI fala aos bispos na Catedral da Sé

O papa deixou o Mosteiro de São Bento na tarde desta sexta feira e dirigiu-se para a Catedral da Sé, para o encontro com os bispos.
Ao som do coral lírico do Instituto Bacarelli, Bento XVI é recebido na Catedral e por volta das 16h, os sinos começam a tocar anunciando a chegada do Pontífice ao local. Do lado de fora, na Praça da Sé, cerca de 5 mil pessoas saudaram Bento XVI, cantando "Bento, Bento, Bento", e acenaram para ele.

Muito sorridente após descer do papamóvel, em frente à porta principal, Bento XVI deu a bênção aos milhares de pessoas. Em seguida, o Papa entrou na Catedral, onde os bispos já estavam à sua espera, e recebeu o crucifixo das mãos do cúria da Catedral, Peter Fenech e deu início à oração da tarde chamada "véspera" e depois foi saudado por Dom Geraldo Lyrio Rocha, que o acolhe agradecendo pela visita e reafirma a obediência dos bispos ao Santo Padre. Além disso, ele agradece pela canonização e beatificação dos santos brasileiros. "De modo particular, quero agradecer à igreja da Amazônia", diz o bispo, encerrando seu discurso com aplauso dos fiéis.


Com o auxílio dos monges beneditinos, o Santo Padre e os bispos cantam a oração da tarde. Após ouvir a palavra de Deus, são proferidas preces. Encerra o momento com a oração do Pai Nosso e com o Papa abençoando a todos. O coral e a orquesta entoam o hino de acolhida a Bento XVI, que mais uma vez é bastante aplaudido. Bento XVI dirige a palavra aos bispos. Seu discurso é preciso e firme nos propósitos de sua visita ao Brasil.

A orquestra e o coral cantaram enquanto o Papa era cumprimentado pelos bispos na nave central. Do lado de fora, foi só Bento XVI apontar na porta central para o público, já de aproximadamente 10 mil pessoas, cantar e acenar incansavelmente para o Santo Padre. Ao descer a escadaria, acenando o tempo todo e sorrindo, Bento XVI vira para a frente da porta central e acena para todos os bispos que estavam parados na escadaria acenando para ele. Para quem tinha dúvida do seu carisma, esta cena foi emocionante. O Santo Padre entra no papamóvel em direção ao Campo de Marte com as ruas lotadas. Na mesma intensidade que recebe a alegria contagiante, devolve com sorrisos e acenos e, finalmente, se despede da capital paulista.

Texto adaptado - visitadopapa.org.br

11 Maio 2007

Papa se despede de São Paulo

Na despedida do Papa Bento XVI, no Campo de Marte, o prefeito Gilberto Kassab ressaltou a alegria que o Santo Padre demonstrou ao passar pela cidade de São Paulo. Bento XVI mostrou-se admirado com a beleza da missa no Campo de Marte e garantiu que essa recordação seria especial em sua história pessoal.
Gilberto Kassab disse que a cidade também está feliz por tê-lo recebido. Além disso, ele percebe a alegria brasileira no contato pessoal que o Papa teve com muitos fiéis. "São Paulo é a terceira maior cidade de católicos em todo o mundo, depois de Cidade do México e Guadalajara, e podemos sentir no semblante dos paulistas a satisfação de ter recepcionado Bento XVI em nossa cidade.”
Ao entregar as chaves de São Paulo ao Papa, Kassab pediu uma bênção muito especial para a cidade, que, segundo o prefeito, trará esperança, força para superar os desafios e paz.

Depois de se despedir do prefeito Gilberto Kassab e das autoridades municipais de São Paulo, o Sumo Pontífice pousou em Aparecida no final da sexta-feira, dia 11. Ele circula entre os fiéis, que o recebem com muito carinho.

Missa de canonização de Frei Galvão

Por volta de 1h30 da manhã, com a liberação das catracas, milhares de pessoas já estavam no local preparando-se para iniciar a vigília com orações e cânticos de louvores. Às 6 horas, os padres Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, e Marcelo Rossi, da diocese de Santo Amaro/SP, conduziram durante uma hora momentos de orações e louvores, encerrando a vigília com uma mensagem ao Papa Bento XVI, o mensageiro de Deus, cantando juntos a música Como são Belos os Pés do Mensageiro que Anuncia a Paz. Muitos montaram barracas para se proteger do frio e aguardar a chegada do papa.



O Papa Bento XVI chegou ao Campo de Marte por volta das 9h, para a celebração de canonização do beato Antônio de Sant'ana Galvão, agora o primeiro santo nascido no Brasil. A celebração reuniu mais de um milhão de fiéis. Ao chegar no Campo de Marte, Bento XVI passeou pelo meio da multidão dentro do papamóvel, de onde saudou e abençoou o público. O veículo deu uma volta dentro do Campo de Marte.







Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, abriu a celebração com um discurso sobre Frei Galvão e a fé do apóstolo Paulo. "São Paulo é uma cidade dinâmica, acolhedora e religiosa, em que viveram pessoas santas como Santa Paulina, o Beato Mariano e Frei Galvão. O Frei Galvão, por exemplo, marcou a fé dos brasileiros com incansável testemunho de fé, caridade e dedicação missionária, com a vida guiada pelo Evangelho", disse.
O arcebispo de São Paulo completou que a Igreja, nesta celebração, confirma que Frei Galvão foi um autêntico discípulo e missionário de Jesus Cristo.
Ao longo de seu pronunciamento, Dom Odilo lembrou ainda dos jesuítas que criaram nossa cidade, conferindo-lhe um forte espírito religioso, de Paulo, que emprestou seu nome para batizá-la, e de José de Anchieta.




"Declaramos e definimos como santo o beato Antônio de Sant'Anna Galvão, o inscrevemos na Lista dos Santos e estabelecemos que em toda a igreja ele seja devotamente honrado entre os santos", disse o pontífice. Em seguida, sacerdotes entregaram ao Santo Padre um pedaço de osso de Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, que será utilizado como relíquia do religioso. Outros objetos também foram entregues a Bento XVI, como o cálice que Frei Galvão utilizava para consagrar o vinho em sangue de Cristo.



foto: Reprodução TV

A missa de canonização começou com uma leitura sobre a vida do religioso que viveu em São Paulo. O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Dom José Saraiva Martins, e o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, fizeram o pedido formal de canonização de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro.

O cardeal Saraiva Martins disse que a vida do religioso foi marcada pela "pobreza e penintência". "Até o fim de seus dias, foi por todos e para todos, homem da paz e da caridade", disse. Frei Galvão foi beatificado em outubro de 1998 pelo Papa João Paulo II. Em dezembro do ano passado, o Vaticano aprovou o primeiro milagre atribuído a Frei Galvão, a cura de uma menina de quatro anos. No início da missa, Bento XVI recebeu um cálice de presente de um bispo que leu uma mensagem ao pontífice.

foto: G1

Enzo, 8 anos, filho da miraculada Sandra Grossi de Almeida, recebeu das mãos de Bento XVI o Corpo de Cristo durante a missa de canonização de Frei Galvão, cuja intercessão permitiu que ele nascesse. A mãe dele, que também recebeu a Eucarisitia do Santo Padre, tinha o útero bipartido e graças à intercessão de Frei Galvão, conseguiu dar à luz a Enzo. Esse milagre foi um dos que contribuíram para que hoje o religioso fosse anunciado como Santo Antônio de Sant'Anna Galvão. Emocionada após a missa, Sandra comentou: "Recebi a graça de beijar o anel do papa e de ver meu filho recebendo a primeira Eucaristia das mãos do Santo Padre."

Leia a homilia na íntegra


À tarde, Bento XVI se reunirá com os bispos brasileiros na Catedral da Sé, em um evento fechado, e parte de helicóptero para Aparecida, para o início da Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe.


Texto: G1 e Secretaria Executiva Visita do Papa
Fotos: Giorgio Sinestri (comunhão de Enzo, do site www.visitadopapa.org.br)

10 Maio 2007

Encontro do papa com os jovens

Nesta quinta, dia 10, o papa encontrou-se com a juventude no estádio do Pacaembu e ouviu os apelos dos jovens para que a Igreja Católica ajude o país no combate ao desemprego e à melhoria da educação.
Durante o encontro, música e momentos de animação marcaram os momentos que antecediam a chegada do papa, que entrou no papamóvel pontualmente às 18h. Pe Zezinho com alguns membros do Grupo Ir ao Povo e do Cantores de Deus cantaram duas músicas, a última fazendo referência à Amazônia. No encerramento do encontro, os cantores Eugênio Jorge e Adriana cantaram "Ninguém te ama como eu".

Cerca de 35 mil jovens participam do encontro. No microfone, antes da mensagem do papa, alguns falaram em nome de suas comunidades. Os discursos foram marcados por denúncias sobre a exclusão social. “Alguns jovens são arrastados para a criminalidade, narcotráfico e violência. Muitos adolescentes infratores são jogados na prisão, punidos com rigor, ficam marcados psicologicamente para o resto de suas vidas”, disse ao microfone um seminarista representante da Pastoral Carcerária.

A estudante de teologia Aline Franco de Lacerda lembrou o valor da Igreja na formação do jovem, com a participação dos padres e bispos.
A estudante Marina de Paula Oliveira Rosa também falou ao Papa. “No Brasil, ainda existem millhões de jovens fora da escola. Muitos são coagidos a deixar o estudo para completar a renda familiar. Os jovens necessitam de orientação educacional de qualidade. Seria muito bom que nossas escolas católicas pudessem receber mais jovens”, afirmou.

Outro jovem lembrou que muitos trabalham sem carteira assinada, outros nem estudam. “Tornam-se vítimas do tráfico de drogas e prostituição. Há jovens que experimentam sofrimento maior, sobretudo se forem negros, pobres e moradores de favelas”, criticou.





Com informações G1
Fotos: Giorgio Sinestri / Reprodução TV

Bento XVI se encontra com líderes de outras religiões


O Papa Bento XVI terá um encontro às 12h30 desta quinta-feira com representantes de outras religiões, no Mosteiro de São Bento, no Centro de São Paulo. Estarão presentes islâmicos, judeus e pessoas de outras denominações cristãs.
“Queremos reafirmar a estima pelas outras confissões”, diz o padre Marcial Maçaneiro scj, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para o Diálogo Ecumênico e Inter-religioso. A CNBB adotou três critérios para fazer os convites. A idéia, segundo padre Marcial, era privilegiar organizações eclesiásticas que integram o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), entidade ecumênica que atua há 25 anos.

Por esse critério, verão o Papa: Walter Altmann, pastor-presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e dirigente do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), d. Maurício Andrade, bispo primaz da Igreja Episcopal Anglicana, reverendo Manoel Miranda, da Igreja Presbiteriana Unida, e Antônio Bonzoi, da Igreja Cristã Reformada. Também foi chamado d. Damaskinos Mansour, arcebispo metropolitano da Igreja Ortodoxa Antioquina - que não é do Conic, mas cujo patriarcado tem bom diálogo com a Santa Sé.
O rabino Henry Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP), e o sheike Armando Hussein Saleh, representante dos muçulmanos, são considerados pela CNBB “interlocutores históricos”. O pastor luterano Carlos Möller também vai, na condição de presidente do Conic.

Paz, juventude e família: temas da conversa do papa e Lula

Durante o encontro entre o presidente Lula e o Papa Bento XVI, que durou 30 minutos, o tema aborto não foi mencionado. Os dois falaram sobre a importância da família e do relacionamento da Igreja com o estado para a construção da paz. O presidente Lula manifestou seus valores cristãos e o objetivo de alcançar essa meta.

Os biocombustíveis também foram discutidos, como forma de resgatar os países da África da pobreza. Outros temas debatidos foram a juventude, a educação e a solidariedade internacional.
Segundo assessores da presidência, o Papa teria ficado "fascinado" com a conversa.

Depois do encontro, Lula carimbou o selo de comemoração à visita do Papa e entregou exemplares ao próprio pontífice, ao governador e ao ministro das Comunicações Hélio Costa.

Bento XVI deixou o Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista, em direção ao Mosteiro de São Bento, no Centro de São Paulo. Ao 12h30, o líder da Igreja Católica vai se reunir com representantes de outras religiões e, em seguida, vai almoçar com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Papa se encontra com Lula e Serra


O Papa Bento XVI deixou às 10h30 o Mosteiro de São Bento, no Centro de São Paulo, onde passou sua primeira noite no Brasil. Dessa vez, o papamóvel foi dispensado e o pontífice seguiu em um carro blindado com sua comitiva até o Palácio dos Bandeirantes.
Pouco antes do pontífice deixar o Mosteiro, por volta das 10h, Bento XVI quebrou a programação oficial e decidiu acenar, da janela do Mosteiro, para as cerca de 500 pessoas que estavam no Largo de São Bento aguardando a saída do pontífice.

Lula chegou ao Palácio dos Bandeirantes por volta das 10h25, acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia e dos ministros Luiz Dulci, secretário-geral da Presidência da República, e Hélio Costa, das Comunicações.



O Papa Bento XVI se encontrou na manhã desta quinta-feira (10) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo.
O pontífice chegou às 10h55 para o encontro e ao descer do carro foi cumprimentado pelo governador e primeira-dama, Monica Serra.

Na comitiva do Papa estavam Dom Claudio Hummes, prefeito da Congregação do Clero, Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, e Dom Lorenzo Baldisseri, núncio apostólico no Brasil.
Serra e a primeira-dama do estado acompanharam o Papa até o Salão de Despachos, no segundo andar, onde ele encontrou o presidente e sua esposa.
Dois tradutores se posicionaram atrás do Papa e do presidente para intermediar a conversa.

Depois dos 15 minutos iniciais, o governador José Serra e sua esposa, Mônica Allende entraram na sala e integraram-se ao grupo. Com eles também estavam o núncio Apóstólico no Brasil, Dom Lourenzo Baldisseri e a embaixadora do Brasil na Santa Sé, Vera Machado. Durante a audiência dos governantes com o Papa, os 40 cardeais que acompanham o Sumo Pontífice na visita a São Paulo ficam no Salão dos Pratos, no primeiro andar do Palácio dos Bandeirantes, onde visitam uma exposição de arte sacra. O Papa também deve ver as obras. A exposição será aberta ao público em 14 de maio.

O presente oficial de Lula ao Papa é uma coleção de 13 livros com a obra completa do pintor Candido Portinari, edição feita pela Petrobras. Já dona Marisa presenteou o pontífice com um retrato feito pelo pintor Roberto Camasmie.
O governador José Serra presenteou o Papa com uma Bíblia ilustrada, escrita em português e que pesa cerca de 15 quilos. O livro tem 600 pinturas do artista Carlos Araújo e foi enviada ao Mosteiro de São Bento.

A visita deve durar uma hora e na ocasião será lançado um selo postal criado pelos Correios com a figura do Papa em comemoração à primeira visita de Bento XVI ao país (leia mais)
Foto: Reprodução TV
Informações: G1

Papa reza no Mosteiro São Bento



Antes de saudar os fiéis na noite de quarta-feira, o papa Bento XVI fez sua oração pessoal na capela do Mosteiro de São Bento.

Na manhã desta quinta-feira, dia 10, o papa deve se encontrar com o presidente da república, o governador de São Paulo e outras autoridades.

Por volta de 12h30, o Papa terá um rápido encontro com aproximadamente 10 representantes das religiões judaica, muçulmana e cristãs. O encontro inter-religioso vai ocorrer no Mosteiro de São Bento. Segundo Dom Pedro Luiz Stringhini, coordenador da Secretaria Executiva que prepara a visita do Papa, o encontro não será uma audiência. Não estão previstas discussões a respeito de problemas comuns às religiões ou apresentação de discursos. "É um momento em que o Papa saúda estas pessoas, um encontro quase protocolar, para mostrar necessidade de que as religiões dialoguem para a construção da paz", disse.

Com informações G1

09 Maio 2007

Papa: "é uma Igreja em festa!"


Mensagem do papa na sacada do Mosteiro de São Bento, nesta quarta, por volta das 18h:

Queridos amigos!
Esta acolhida tão calorosa comove o Papa! Obrigado, por terem querido aguardar-me. Estes dias para todos vocês e para a Igreja estarão cheios de emoções e de alegrias. É uma Igreja em Festa! De todos os cantos do mundo estão rezando pelos frutos desta Viagem, a primeira Viagem Pastoral ao Brasil e à América Latina que a Providência me permite realizar como Sucessor de Pedro! A Canonização do Frei Galvão e a inauguração da Quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e Caribenho serão marcos históricos para a Igreja.

Conto com vocês e com suas orações!

Foto: Elberth Bertoli / Revista Ir ao Povo

Papa recebe as chaves de São Paulo


O prefeito Gilberto Kassab (DEM) entregou ao Papa Bento XVI as chaves da cidade em cerimônia no Campo de Marte na tarde desta quarta-feira (9). Após ser recebido com música por 150 crianças da Pastoral do Menor e 20 adolescentes do Projeto Guri, o pontífice participou de breve recepção com as autoridades da cidade.

Além de Kassab, também participou da cerimônia o presidente da Câmara dos Vereadores, Antonio Carlos Rodrigues (PR). Ao chegar ao Campo de Marte, Bento XVI foi bastante aplaudido pelos que o aguardavam.

Bento XV chegou à Zona Norte de SP de helicóptero, após pousar no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. No Campo de Marte, ele embarcou no papamóvel rumo ao Mosteiro de São Bento.
Foto: Reprodução TV

Papa no Brasil: recepção no Campo de Marte

O Papa Bento XVI pousou às 17h13 no Campo de Marte, na Zona Oeste de São Paulo, junto com sua comitiva.
Um coral formado por 120 crianças da Pastoral do Menor e 20 do Projeto Guri saudou o Papa Bento XVI no Campo de Marte, na Zona Oeste de São Paulo. Às 17h24, Bento XVI entrou no papamóvel para percorrer o trajeto até o Mosteiro de São Bento.

Mensagem do Papa na chegada ao Brasil

Ouça a mensagem do papa (necessita Real Player)


Excelentíssimo Senhor Presidente da República
Senhores Cardeais e Venerados Irmãos no Episcopado
Queridos Irmãos e Irmãs em Cristo!

1. É para mim motivo de particular satisfação iniciar a minha Visita Pastoral ao Brasil e apresentar a Vossa Excelência, na sua qualidade de Chefe e representante supremo da grande Nação brasileira, os meus agradecimentos pela amável acolhida que me foi dispensada. Um agradecimento que estendo, com muito prazer, aos membros do Governo que acompanham Vossa Excelência, às personalidades civis e militares aqui reunidas e às autoridades do Estado de São Paulo.
Nas palavras de boas-vindas a mim dirigidas, sinto ecoar, Senhor Presidente, os sentimentos de carinho e amor de todo o Povo brasileiro para com o Sucessor do Apóstolo Pedro.
Saúdo fraternalmente no Senhor os meus queridos Irmãos no Episcopado que aqui vieram para me receber em nome da Igreja que está no Brasil. Saúdo igualmente os sacerdotes, os religiosos e as religiosas, os seminaristas e os leigos comprometidos com a obra de evangelização da Igreja e com o testemunho de uma vida autenticamente cristã. Enfim, dirijo a minha afetuosa saudação a todos os brasileiros sem distinção, homens e mulheres, famílias, anciãos, enfermos, jovens e crianças. A todos digo de coração: Muito obrigado pela vossa generosa hospitalidade!

2. O Brasil ocupa um lugar muito especial no coração do Papa não somente porque nasceu cristão e possui hoje o mais alto número de católicos, mas sobretudo porque é uma nação rica de potencialidades com uma presença eclesial que é motivo de alegria e esperança para toda a Igreja. A minha visita, Senhor Presidente, tem um objetivo que ultrapassa as fronteiras nacionais: venho para presidir, em Aparecida, a sessão de abertura da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho. Por uma providencial manifestação da bondade do Criador, este País deverá servir de berço para as propostas eclesiais que, Deus queira, poderão dar um novo vigor e impulso missionário a este Continente.

3. Nesta área geográfica os católicos são a maioria: isto significa que eles devem contribuir de modo particular ao serviço do bem comum desta Nação. A solidariedade será, sem dúvida, palavra cheia de conteúdo quando as forças vivas da sociedade, cada qual dentro do seu próprio âmbito, se empenharem seriamente para construir um futuro de paz e de esperança para todos.
A Igreja Católica - como coloquei em evidência na Encíclica Deus caritas est - "transformada pela força do Espírito é chamada para ser, no mundo, testemunha do amor do Pai, que quer fazer da humanidade uma única família, em seu Filho" (cf. 19). Daí o seu profundo compromisso com a missão evangelizadora, a serviço da causa da paz e da justiça. A decisão, portanto, de realizar uma Conferência essencialmente missionária, bem reflete a preocupação do episcopado, e não menos a minha, de procurar caminhos adequados para que, em Jesus Cristo, os "nossos povos tenham vida", como reza o tema da Conferência. Com esses sentimentos, quero olhar para além das fronteiras deste País e saudar todos os povos da América Latina e do Caribe desejando, com as palavras do Apóstolo, "Que a paz esteja com todos vós que estais em Cristo" (1Pt 5,14).

4. Sou grato, Senhor Presidente, à Divina Providência que me concede a graça de visitar o Brasil, um País de grande tradição católica. Já tive a oportunidade de referir o motivo principal da minha viagem que tem um alcance latinoamericano e um caráter essencialmente religioso. Estou muito feliz por poder passar alguns dias com os brasileiros. Sei que a alma deste Povo, bem como de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados. E estou certo que em Aparecida, durante a Conferência Geral do Episcopado, será reforçada tal identidade, ao promover o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio, como exigência própria da natureza humana; fará também da promoção da pessoa humana o eixo da solidariedade, especialmente com os pobres e desamparados. A Igreja quer apenas indicar os valores morais de cada situação e formar os cidadãos para que possam decidir consciente e livremente; neste sentido, não deixará de insistir no empenho que deverá ser dado para assegurar o fortalecimento da família - como célula mãe da sociedade; da juventude - cuja formação constitui um fator decisivo para o futuro de uma Nação - e, finalmente, mas não por último, defendendo e promovendo os valores subjacentes em todos os segmentos da sociedade, especialmente dos povos indígenas.

5. Com estes auspícios, ao renovar os meus agradecimentos pela calorosa acolhida que, como Sucessor de Pedro, sou objeto, invoco a proteção materna de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, evocada também como Nuestra Señora de Guadalupe, Padroeira das Américas, para que proteja e inspire os governantes na árdua tarefa de serem promotores do bem comum, reforçando os laços de fraternidade cristã para o bem de todos os seus cidadãos.
Deus abençoe a América Latina! Deus abençoe o Brasil! Muito obrigado.

Presidente Lula recebe o papa


Em seu discurso de recepção ao Papa Bento XVI no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância do que chamou de "apoio firme e entusiasmado do Vaticano à ação global contra a fome e a pobreza". Lula defendeu que a "iniciativa tem empolgado líderes do mundo inteiro", e deu boas vindas ao pontífice e sua comitiva.

Dizendo-se honrado, Lula disse que espera receber mais vezes o Papa e que "muito se espera de sua autoridade moral". O presidente fez elogios também à Igreja Católica, cuja presença, acredita, "tem sido fundamental na vida brasileira, contribuindo sempre e cada vez mais para elevação moral e social da história do nosso povo". Ele ressaltou ainda que o estado brasileiro tem um histórico de colaboração com a Igreja.

Lembrando que a palavra de Bento XVI "será sempre em defesa da paz, da concórdia e da solidariedade, sempre a serviço da vida", Lula falou sobre a importância de não se esquecer dos "deserdados do mundo, nossos irmãos mais frágeis".

Lula defendeu ainda que "a igreja católica é portadora de valores que permeeiam a sociedade brasileira", ressaltando à importância de "resgatar e fortalecer a vida familiar". O presidente prometeu empenho "cada vez maior e mais rigoso para combater e superar as causas de sua divisão."

O presidente ressaltou ainda a importância da educação e prometeu "atenção muito especial com a juventude, principalmente com as parcelas mais pobres e sofridas".

Fonte: G1

O Papa está no Brasil!


O papa Bento XVI chegou ao Brasil por volta das 16h e foi recebido por representantes da Igreja, autoridades civis e com honras de chefe de estado.

Ainda no aeroporto de Guarulhos, onde desembarcou, ouviu o pronunciamento do presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, que o cumprimentou afirmando que o país "recebe o papa de braços abertos".

O papa dirigiu sua mensagem, destacando a realização da 5ª Conferência Geral, em Aparecida, além de fazer menção ao problema do aborto, afirmando que "em Aparecida(...) será promovido o respeito pela vida desdesua concepção até o seu natural declínio, como exigência própria da natureza humana", destacando o valor da solidariedade e da família.

Bento XVI deve fazer um pronunciamento na sacada do Mosteiro de São Bento, onde passa a noite.
Foto: Reprodução TV

Vídeo revela o cotidiano do papa Bento XVI

Na edição do dia 08 de maio, o Jornal Nacional (TV Globo), exibiu uma matéria que apresentava o cotidiano do papa Bento XVI no Vaticano.




























Clique play para assitir.
Fonte: TV Globo

Papa: viagem ao Brasil é religiosa e social


No avião que o leva ao Brasil, o Papa iniciou a entrevista coletiva com os jornalistas a bordo afirmando que esta é uma viagem motivada por uma finalidade religiosa, mas atenta à situação social da América Latina. "A finalidade primordial é a quinta Conferência Episcopal da América Latina e Caribe. A viagem tem portanto um conteúdo predominantemente religioso", declarou Bento XVI. "Mas a missão religiosa da Igreja inclui a procura de soluções aos grandes problemas sociais da América Latina". O Papa havia declarado, pouco antes, que a Igreja não faz política e respeita a laicidade dos Estados. Os momentos fundamentais da visita de Bento XVI ao Brasil são, de fato, os compromissos religiosos: o encontro com jovens católicos em São Paulo, a canonização em missa campal do Frei Galvão e a abertura da Conferência Episcopal. Respondendo a perguntas de jornalistas, o Papa afirmou: "Amo muito a América Latina, e mesmo que recentemente a preocupação com o Oriente Médio, a Terra Santa e o Iraque fosse dominante, ou com os grandes sofrimentos na África, não me preocupa menos e não amo menos a América Latina, o maior continente católico do mundo e portanto a maior responsabilidade de um Papa". "Estou feliz por estar na América Latina, repetindo o empenho de Paulo VI e João Paulo II por este grande continente, para que ele se torne um continente de vida e esperança. Essa, para mim, é uma prioridade", concluiu o Papa.

O Papa fez também comentários sobre a Teologia da Libertação. Respondendo a uma pergunta sobre o lugar dessa corrente na Igreja atual, Bento XVI observou que "a situação mudou profundamente" desde que essa corrente foi criada. "É evidente que os milenarismos fáceis que acreditam poder realizar com uma revolução as condições para uma vida completa estavam errados", disse o Papa. "Isso agora é sabido por todos. A questão é como a Igreja deve estar presente na luta pela justiça: sobre isso os teólogos e sociólogos se dividem". Na Igreja, segundo Bento XVI, "há espaço para um debate legítimo sobre como criar as condições para a libertação humana e sobre como tornar eficaz a doutrina da Igreja e indicar as condições humanas e sociais, as grandes linhas em que os valores podem crescer". O Papa também afirmou que, "na Congregação para a Doutrina da Fé [que presidia antes de assumir o papado], nós procuramos empreender uma ação de discernimento para nos libertar dos falsos milenarismos e da politização".
Fonte: SIR

Papa rumo ao Brasil


O Papa Bento XVI deixou Roma nesta quarta-feira (9) rumo ao Brasil, onde fica até domingo (13). É a primeira visita do pontífice à América Latina. O Boeing 777 da Alitalia que trará o Papa ao Brasil deixou o Aeroporto Fiumicino, em Roma, às 9h08 locais, 4h08 no horário de Brasília.

A previsão é de que o avião pouse no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, às 16h30. Toda parte da frente da aeronave é reservada ao Papa, que conta até com um quarto para descansar dentro do avião.

Em Guarulhos, o Papa desembarca em uma área exclusiva do Comando Militar da Aeronáutica e será recebido por autoridades e participará de uma breve cerimônia protocolar. Do aeroporto, Bento XVI segue de helicóptero para a Base Aérea do Campo de Marte, na Zona Norte.
Falando a jornalistas a bordo do avião, o papa falou sobre o aborto, um tema polêmico, que está na pauta em muitos países, como Estado Unidos, México, Itália e o próprio Brasil.
O papa foi questionado se apoiava os líderes eclesiásticos mexicanos que ameaçaram excomungar parlamentares esquerdistas que no mês passado aprovaram a legalização do aborto na Cidade do México.
"Sim, esta excomunhão não seria arbitrária, mas sim permitida pela lei canônica, que diz que matar uma criança inocente é incompatível com receber a comunhão, que é receber o corpo de Cristo", disse ele.
"Eles [líderes da Igreja mexicana] não fizeram nada de novo, surpreendente ou arbitrário. Eles simplesmente anunciaram publicamente o que está contido na lei da Igreja, que expressa nossa apreciação pela vida e que a individualidade humana, a personalidade humana estão presentes desde o primeiro momento."
Pela lei eclesiástica, quem propositalmente fizer ou apoiar algo que a Igreja considera um pecado grave, como o aborto, impõe a si mesmo uma "excomunhão automática".
O papa disse que os parlamentares que votam a favor do aborto têm "dúvidas sobre o valor da vida e a beleza da vida, e mesmo uma dúvida sobre o futuro".
"O egoísmo e o medo estão na raiz da legislação [pró-aborto]", disse ele. "Nós, da Igreja, temos uma grande luta para defender a vida. A vida é um presente, não uma ameaça."
Com informações do G1

08 Maio 2007

Frei Galvão: o santo brasileiro






Infográfico: Estadão Online (www.estadao.com.br)

Aparecida terá Lei Seca durante visita do Papa


O prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues, assinou nesta terça-feira (8) um decreto municipal determinando que no dia da chegada do papa Bento XVI a Aparecida (a 167 km de São Paulo), em 11 de maio, todos os bares estejam proibidos de vender bebidas alcoólicas. A Lei Seca foi determinada, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, para reduzir as ocorrências policiais na cidade, dar mais segurança à população e à comitiva do pontífice e ainda como forma de homenagear o líder da Igreja Católica.

Todos os bares, lanchonetes, supermercados e estabelecimentos comerciais estão proibidos de comercializar qualquer bebida alcoólica a partir da meia-noite de sábado. Os comerciantes não reclamaram o decreto. Em regime de urgência, o prefeito encaminhou à Câmara na tarde desta terça um projeto para tornar o 11 de maio, dia da chegada do Papa, feriado municipal. Seria somente neste ano, para que a população possa dedicar o dia aos enfeites das casas e à espera do pontífice. O projeto ainda será avaliado pelos vereadores e pode ser aprovado até quinta-feira (10).
Foto: Moreira / G1

Adolescentes da Febem verão o Papa em SP


Um grupo de 22 adolescentes de nove unidades da Fundação Casa, a antiga Febem, poderá ver o Papa Bento XVI durante sua passagem por São Paulo. Os responsáveis pelo atendimento religioso da instituição selecionaram jovens com base em critérios como comportamento.

Os adolescentes verão o Papa no Estádio do Pacaembu, onde o pontífice vai realizar uma "celebração da palavra" com representantes de jovens do Brasil e de todo o mundo.

Fonte: G1
Imagem do palco montado no Pacaembu, com projeção para a noite.

07 Maio 2007

Estudante vai ler texto no encontro com o Papa


A estudante Aline Leme Franco de Lacerda, 24 anos, de Ribeirão Preto, foi escolhida para ler um texto de três minutos no encontro dos jovens com o papa Bento XVI, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. A escolha foi feita no início de abril.
Aline vai ler o discurso que ela própria escreveu, sobre o momento atual dos jovens católicos no Brasil. "Vou rezar com um carinho imenso por Ribeirão Preto. Tenho uma história de gratidão com a cidade, onde estão minhas origens. Minha família é de lá, meus pais moram em Ribeirão Preto", afirmou Aline.
Questionada sobre como foi escolhida para ler o texto, Aline brinca. "Você sabe que eu também não sei. Eu comecei a participar desde pequena de encontros religiosos. Por um tempo dei uma parada, mas no colegial senti um caminho muito bonito que a igreja poderia proporcionar. Fiz parte da renovação carismática. Minha vivência nos encontros das igrejas de Ribeirão Preto foi muito importante na decisão do meu caminho religioso. Quando mudei para São Paulo me integrei a grupos de oração na USP como a Oração Universitária", diz ela.
Existe uma comissão que está organizando o encontro do Papa com os jovens. Por coincidência a comissão é formada por pessoas que vivenciaram as experiências de Aline em São Paulo. "Eu conheço 80 % da comissão. Acho que estas pessoas me indicaram. Eu colaborei no ano passado para a criação do documento Evangelização da Juventude, junto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Foi no ano passado, junto com os jovens de São Paulo. Talvez isso tenha ajudado", afirma.
A mensagem, que foi escrita em português, será lida no encontro com os jovens no dia 10 de maio, às 18h, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo.


Texto: Érika Daguano / Redação Terra
Foto: divulgação

Entrada de Guaratinguetá recebe estátua de frei


A principal entrada de Guaratinguetá, interior de São Paulo, recebeu uma estátua do beato frei Galvão com 8 m de altura. O monumento foi transferido do Seminário Frei Galvão, onde estava em exposição, para homenagear o religioso nascido no município em 1739, e que será canonizado pelo papa Bento XVI no dia 11, numa missa celebrada pelo Pontífice no Campo de Marte, em São Paulo.
Frei Galvão será o primeiro santo da Igreja Católica nascido no Brasil. A obra foi esculpida em 1998, toda em concreto, pelo artista plástico Irineu Migliorini, de Pindamonhangaba, para as comemorações da beatificação de frei Galvão, realizada pelo Papa João Paulo II, em 25 de outubro daquele ano.
A estátua, que pesa duas toneladas, foi instalada sobre uma base de 2,30 metros de altura, construída no trevo de acesso à cidade, no km 65 da rodovia Presidente Dutra.

"Decidimos colocar a estátua na entrada principal da cidade para homenagear o filho mais ilustre de Guaratinguetá, que será o primeiro santo brasileiro. A imagem tem 9 m de altura e uma vez colocada sobre o pedestal de 2,30 m, poderá ser avistada por todas as pessoas que passarem pela rodovia", afirmou Nelson Baracho, secretario de turismo de Guaratinguetá.
A inauguração oficial do monumento acontecerá no dia 10 de maio, véspera da missa de canonização de frei Galvão.


Texto: Terra / Julio Maziero

Papa entregará lote comemorativo da Bíblia da Criança


O Vaticano confirmou mais um ato cerimonial durante a visita que o Papa fará ao Brasil entre os dias 9 e 13 de maio. Na ocasião de sua passagem pela Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá, no dia 12, Bento 16 irá entregar um lote comemorativo da Bíblia da Criança que simboliza a tiragem de 10 milhões de exemplares da publicação no Brasil, editada desde 1979 pela entidade católica de caridade internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

A confirmação chegou por meio da sede da entidade, situada em Königstein, na Alemanha, que encaminhou o documento do Vaticano à AIS-Brasil, em São Paulo, confirmando o ato de entrega da edição comemorativa da publicação. O Santo Padre irá distribuir os exemplares da Bíblia da Criança para quatro crianças cujos pais estão em recuperação na Fazenda da Esperança. Utilizada como material didático na catequese de crianças e de comunidades carentes e distantes, a Bíblia da Criança é distribuída no Brasil em três línguas: Português, Guarani e Tukano (língua utilizada pelos índios Tukanos – grupo étnico da população indígena localizada ao longo das margens do Alto Rio Negro).

Além da distribuição da Bíblia da Criança no Brasil, a AIS também apóia inúmeros projetos da Igreja no país, entre eles, o auxílio destinado à Fazenda da Esperança, fundada pelo alemão Frei Hans Stapel. “Sem o fundamental apoio que recebemos da AIS ao longo de nossa existência, não conseguiríamos dar continuidade às nossas atividades de auto-suficiência e certamente nossos jovens não contariam mais com este centro de recuperação”, definiu Frei Hans. A Fazenda da Esperança atualmente abriga cerca de 300 dependentes de drogas e álcool. Orientado pelo Frei Hans, com o auxílio de religiosas e membros da comunidade, o esforço de recuperação é fundamentado na experiência concreta do Evangelho como caminho de mudança de mentalidade e no trabalho como fonte de comunhão e sustento.

Fonte: Canção Nova / AIS Brasil
www.aisbrasil.org.br

Crucifixo para o Encontro do Papa com a Juventude


Um crucifixo de madeira, tipo cerejeira, será utilizado na decoração do palco no Estádio do Pacaembu, onde Bento XVI vai se encontrar com cerca de 35 mil jovens.Confeccionado por Raimundo de Souza Júnior, da Empresa Arte Sacra de Campanha (MG), o objeto sacro levou 60 dias para ficar pronto, e é composto por uma cruz de 4,20m de altura por 2,20m de largura, e a imagem de Jesus Cristo mede 1,70m de altura.

Segundo o escultor, a parte mais trabalhosa foi o rosto de Cristo, que precisou de três pessoas para esculpi-lo.

Exposto durante a 45ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, na cidade de Indaiatuba (SP), para que todos os bispos pudessem vê-lo, o crucifixo será levado ao Pacaembu pelo próprio escultor com a ajuda de um funcionário. O artesão declarou sua grande satisfação em fazer um trabalho especificamente para este encontro. Ao término do evento, ele vai retirá-lo do Estádio e levá-lo novamente para a loja dele.

O pedido para a fabricação do ornamento, – com autorização prévia do Vaticano –, foi feito por Dom Tomé Ferreira, bispo auxiliar na Região Ipiranga e responsável pela organização do encontro, que Bento XVI terá com os jovens de todo o Brasil. Marcado para as 18h do dia 10 de maio, é um dos momentos mais esperados da visita do Santo Padre à cidade de São Paulo.

Fonte: Canção Nova

No Brasil, papa vai convocar para a defesa da vida


O Papa Bento XVI enviará "fortes mensagens" aos governos latino-americanos durante a viagem ao Brasil para que defendam temas como "o direito à vida", informou nesta segunda-feira o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, durante uma entrevista na Universidade Gregoriana de Roma. "A pobreza, a iniqüidade, a violência, o êxodo dos católicos para as seitas" assim como "a defesa da vida" serão algumas das questões que o Papa abordará durante sua viagem ao Brasil, de 9 a 13 de maio, explicou. "Examinaremos com cuidado os resultados desta peregrinação, esperando que as comunidades católicas, assim como a classe política os compreendam e aceitem", acrescentou.

O cardeal Bertone reiterou a posição da Igreja Católica, que defende "a sacralidade (caráter sagrado) da vida humana do nascimento até a morte natural", assim como a família tradicional. Nos últimos meses, Bento XVI vem focalizando progressivamente as intervenções na Conferência de Aparecida e na viagem à América Latina, destacando a importância do núcleo familiar na sociedade latino-americana. Em fevereiro passado, ante os núncios apostólicos, o Papa reiterou a preocupação com a família, que "demonstra síntomas de debilitamento sob as pressões de grupos capazes de influir negativamente nos processos legislativos". Temas como a descriminalização do aborto estão sendo debatidos em alguns países latino-americanos, entre eles Brasil e México. Na capital mexicana uma lei neste sentido entrou em vigor no final de abril.


Fonte: G1

Lula fala dos assuntos que tratará no encontro com Bento XVI


As políticas sociais desenvolvidas no Brasil são um dos temas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer conversar com o papa Bento XVI na próxima quinta-feira (10), durante encontro no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. De acordo com o presidente, políticas públicas adotadas em seu governo são resultado do aprendizado que teve quando militava nos movimentos sociais ligados à Igreja Católica.
“Discutir com o papa as políticas sociais que estamos fazendo no Brasil para que ele, como a pessoa mais importante da Igreja Católica, possa ajudar a disseminar essas boas políticas públicas para o mundo, onde a Igreja Católica tem um papel importante”, disse Lula no programa de rádio Café com o Presidente do dia 07 de maio.

Segundo ele, várias políticas públicas adotadas em seu governo resultam do tempo em que militou, como sindicalista, em ações ligadas à Igreja. “Durante grande parte da minha vida, militei direta e indiretamente com os movimentos de igreja para que pudéssemos construir um Brasil mais justo. Depois que assumi a Presidência da República, nós temos feito várias políticas públicas que são resultado do aprendizado que eu tive quando militava nos movimentos sociais ligados à Igreja Católica. Nós temos uma relação muito boa, respeitando a autonomia da Igreja e a Igreja respeitando a autonomia do Estado”.
Lula afirmou que vai convidar o papa para engajar-se na luta contra a pobreza e exclusão. Para o presidente, o ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito da Congregação do Clero, alto cargo da Santa Sé, cardeal dom Cláudio Hummes, será importante parceiro na missão de ajudar os mais pobres.
“Penso que dom Cláudio será um parceiro extraordinário para que a Igreja Católica como um todo continue com a sua política voltada para o povo mais pobre, para o oprimido, para os excluídos desse país e do mundo inteiro. Para que a gente tenha força e consiga conquistar mais benefícios para o povo pobre do mundo”, completou, ressaltando a participação ativa da Igreja Católica brasileira no combate à pobreza.
O papa Bento XVI chega ao Brasil na próxima quarta-feira (9). Durante a visita ao país, ele vai anunciar a canonização de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro. Bento XVI presidirá ainda a abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Aparecida, no interior de São Paulo.
“A Igreja Católica tem um papel extraordinário na América Latina. Ela tem um papel não apenas de evangelizar as pessoas, mas um papel muito forte no sentido de elevar o nível de consciência das pessoas”, acrescentou Lula.


Agência Brasil

Carta da CNBB a Bento XVI


Beatíssimo Padre, Papa Bento XVI


Os bispos do Brasil, reunidos na 45ª Assembléia Geral, saúdam Vossa Santidade e manifestam seu afeto, comunhão e fidelidade.

Nossa Assembléia Geral tem como tema central a preparação para a V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. Agradecemos a Vossa Santidade por ter escolhido o Brasil como sede dessa Conferência, bem como pelo seu tema: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que n’Ele nossos povos tenham vida. Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,17).

O povo brasileiro está vibrante, na expectativa da visita de Vossa Santidade, e se prepara na oração para acolhê-lo, porque ama o Papa, Sucessor de São Pedro.

A presença de Vossa Santidade entre nós, nesta Viagem Apostólica, é um testemunho do discipulado e da missão de Jesus Cristo para todos nós. Alegres por Vossa Santidade ter escolhido o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, como sede da V Conferência, pedimos a proteção da Mãe de Deus para sua pessoa e sua viagem.

A canonização de Frei Antônio de Sant’Ana Galvão será uma grande bênção para todos nós e forte incentivo para a santidade na Igreja. Suplicamos a intercessão da Virgem Maria, por excelência discípula e missionária de seu Filho Jesus Cristo, para que indique os caminhos da evangelização para o Continente da esperança.

Seja bem-vindo, Santo Padre, nós o recebemos com muito amor! Pedimos a Bênção Apostólica para a Assembléia Geral da CNBB e para a V Conferência, em Aparecida.


Itaici, Indaiatuba - SP, 2 de maio de 2007


Cardeal Geraldo Majella Agnelo

Arcebispo de São Salvador da Bahia

Presidente da CNBB


Dom Antônio Celso de Queirós

Bispo de Catanduva, SP

Vice-Presidente da CNBB


Dom Odilo Pedro Scherer

Arcebispo de São Paulo

Secretário-Geral da CNBB

Livro "Santos do Brasil" traça história de fé do brasileiro


Santos do Brasil – canonização e biografias de mulheres e homens que viveram em terras brasileiras

Entre os presentes que devem ser entregues a Bento XVI está o livro “Santos do Brasil”, escrito pela psicóloga Eva Luzia Feliciano e pelo teólogo Fernando Gouveia. Ele será oferecido ao Papa durante o encontro entre o Pontífice e o Presidente Lula, no Palácio dos Bandeirantes, no dia 10 de maio próximo. Trata-se de um conjunto de biografias de pessoas que viveram no Brasil, e que possuem fama de santidade. Até então, no país não havia nenhum levantamento a respeito do tema. O texto tem a aprovação eclesiástica (‘imprimatur’) de Dom Antônio Celso Queirós, vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O livro tem as biografias das 60 causas de canonização do Brasil que estão em andamento; de 30 causas que podem ser iniciadas; e de outras 61 causas dos primeiros séculos da colônia, ou mais recentes, em que existe a pessoa possui certa fama de santa, mas não possuem um processo formal para introdução da causa. O Papa será presenteado com uma edição Pro Manuscrito pois 1ª edição ainda está em preparação e deve ser publicada até junho. As cópias serão doadas pelo Mosteiro de São Bento de São Paulo.

06 Maio 2007

Mensagem do Papa sobre visita ao Brasil

Queridos irmãos e irmãs!
Há alguns dias iniciou-se o mês de maio, que para muitas Comunidades cristãs é o mês mariano por excelência. Como tal, tornou-se no decorrer dos séculos uma das devoções mais caras ao povo e tem sido sempre mais valorizado pelos Pastores como ocasião propícia para a pregação, a catequese e a oração comunitária.
Após o Concilio Vaticano II, que deu destaque ao papel de Maria Santíssima na Igreja e na história de Salvação, o culto mariano conheceu uma profunda renovação. E o mês de maio, coincidindo, pelo menos em parte, com o tempo pascal, é muito propício para ilustrar a figura de Maria como Mãe que acompanha a Comunidade dos discípulos reunidos em unânime oração, à espera do Espírito Santo. Este mês, portanto, pode ser ocasião para retornar à fé da Igreja em suas origens e, em união com Maria, compreender que também hoje a nossa missão é anunciar e testemunhar com coragem e alegria Cristo Crucificado e Ressuscitado: esperança da humanidade.
À Virgem Santa, Mãe da Igreja, desejo confiar a viagem apostólica que realizarei ao Brasil nos dias 9 a 14 de maio próximos. Como fizeram meus venerados predecessores Paulo VI e João Paulo II, presidirei a abertura da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, que acontecerá no domingo próximo, no grande Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de mesmo nome. Antes, porém, irei à metrópole de São Paulo, onde encontrarei os jovens e os bispos do país e terei a alegria de escrever no "álbum dos santos" o beato Frei Antonio de Sant’Ana Galvão. É a minha primeira visita pastoral à América Latina e me preparo espiritualmente para encontrar o subcontinente latino-americano, onde vive quase metade dos católicos do mundo inteiro, muitos dos quais são jovens. Por isso, pode ser chamado de “Continente da Esperança”: uma esperança que diz respeito não só à Igreja, mas toda a América e todo o mundo.
Queridos irmãos e irmãs, convido-vos a rezar à Maria Santíssima por esta peregrinação apostólica e, em particular, pela V Conferencia Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, a fim de que todos os cristãos daquelas regiões se sintam discípulos e missionários de Cristo, Caminho, Verdade e Vida. São muitos e múltiplos os desafios do momento presente, por isso, é importante que os cristãos sejam formados para serem "fermento" de bem e "luz" de santidade em nosso mundo.
Fonte: vatican.va (em italiano)
Tradução: Rodrigo Luiz (Canção Nova)

05 Maio 2007

Papa será presenteado com uma Bandeira do Divino


Por conta da vinda do Papa bento XVI ao Brasil, muitos fiés se propuseram a confeccionar presentes para o Sumo Pontífice. Algumas empresas e ONGs também tiveram essa iniciativa.

A ONG Sol do Vale, por exemplo, preparou uma peça artesanal em homenagem a Joseph Ratzinger - a Bandeira do Divino, que mede 60 x 98 cm. A Sol do Vale é conhecida por divulgar a cultura do Vale do Paraíba. A bandeira é bastante tradicional em alguns estados brasileiros, feita de fuxicos, e traz a temática da preservação do meio ambiente e do fortalecimento da fé. O presente foi confeccionado com a ajuda da comunidade da Zona Rural do Mato Dentro, em São Luiz do Paraitinga (SP).

Mulheres da comunidade produziram manualmente 900 fuxicos, que fazem parte da composição. A bandeira também tem mil sementes, 400 cristais e pedras brasileiras, cetim e chita. Os artesãos levaram cerca de um mês e meio para terminar o trabalho. O presente deve ser entregue à comissão de recepção no Mosteiro de São Bento.
Secretaria Executiva Visita do Papa

04 Maio 2007

Coral do Projeto Guri fará apresentação ao Papa

Um coral formado por 20 jovens, organizado pela Associação Amigos do Projeto Guri, fará uma apresentação na cerimônia de entrega das chaves, no dia 9 de maio (quarta-feira), às 17h, no Campo de Marte. Neste momento, o Papa Bento XVI receberá as chaves do município de São Paulo das mãos do prefeito e do governador do estado, sendo considerado cidadão honorário de São Paulo. Além dos jovens cantores, o tecladista Fausto Ito e a maestrina Silmara Fernandes completarão o grupo. Apenas uma música está programada para ser apresentada. Trata-se de "Acolhida ao Papa Bento XVI", composta pelo Frei Luiz Turra.
O Projeto Guri foi criado em 1995 pelo Governo Estadual de São Paulo com o intuito de formar orquestras-escola e atender diversas escolas públicas do estado. Hoje o projeto atende cerca de 48 mil alunos em 382 "pólos" de treinamento e ensino.

Texto: Pedro Durán Meletti
Secretaria Executiva Visita do Papa

Selo em homenagem ao Papa Bento XVI


O Papa Bento XVI será homenageado com o lançamento de um selo na quinta-feira, dia 10 de maio. A cerimônia vai ocorrer no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra.

O selo dedicado a Bento XVI custará R$ 0,90 e terá tiragem de 2.040.000 unidades. Em primeiro plano, está a imagem do Papa Bento XVI. Em segundo plano, aparece a Basílica de Aparecida, local de realização da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe. A imagem foi produzida com ilustração à guache sobre o papel e computação gráfica.

03 Maio 2007

Padres Marcelo Rossi e Jonas Abib na Vigília do Campo de Marte


O pe. Marcelo Rossi, pe. Jonas Abib e Comunidade Canção Nova confirmaram presença no encerramento da Vigília no Campo de Marte, no dia 11 de maio, a partir das 6h. A participação, que deve durar uma hora, irá acolher os fiéis e preparar a recepção do Papa Bento XVI.

O tema da Vigília é “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Os documentos do Santo Padre Deus Caritas Est e Sacramentum Caritatis serão lembrados em clima de oração, com cânticos e pregações. Uma revista sobre a forma de pensar de Bento XVI também será usada como subsídio para o encontro .

Com a participação de diversas comunidades católicas do Brasil, a vigília terá inicio às 2h, mas os portões abrem à meia-noite do sábado. A Vigília será realizada das 2h às 7h, divida em cinco blocos. Cada um deve durar cerca de uma hora e vinte minutos.

Além dos padres Marcelo e Jonas, outras comunidades estão responsáveis pela coordenação e animação de cada bloco.


Intercessão pela vigília

As comunidades Magnificat e AMMI estão organizando uma intercessão permanente pelo bom funcionamento da vigília. Isto quer dizer que pessoas devem ficar rezando antes e durante o evento, para que tudo corra bem. Outras comunidades que desejarem poderão se unir a elas.


Horários e Sub-Temas

Bloco 1: das 2h às 3h20
Tema: “Cristianismo nasce de um encontro” (vocação/ Queremos ver Jesus)
Comunidade responsável: Totus Tuus – Junão
Comunidade animadora: Glorioso Pai Eterno – Ronaldo
Comunidades participantes: Betel
Terço: Mistérios Gloriosos

Bloco 2: das 3h20 às 4h40
Tema: “O amor nos abre para o próximo” (Caridade/ Maria-visitação/ Família)
Pregador: Italo – Comunidade Sagrada Família
Comunidade responsável: Sagrada Família - Italo
Comunidade animadora: Recado – Luiz Carvalho
Comunidades participantes: Aeternum Dei; AMMI e Magnificat
Terço: Mistérios Gozosos

Bloco 3: das 4h40 às 6h
Tema: “Eucaristia fonte e ápice da vida da Igreja”
Pregador: Moysés – Comunidade Shalom
Comunidade responsável: Shalom - Joyce
Comunidade animadora: Sol Nascente – Alexandre
Comunidades participantes: Paulinas, Luz das Nações e Nova Luz
Terço: Mistérios da Luz

Bloco 4: das 6h às 7h
Tema: “Bendito aquele que vem em nome do Senhor – O Mensageiro da Paz”
Pregadores: Pe. Marcelo Rossi e Pe. Jonas Abib
Comunidade animadora e participante: Canção Nova

Bloco 5: das 7h30 às 8h30
Tema: “Canonização de Frei Galvão”
Pregadora: Irmã Célia - postuladora da causa
Comunidade responsável: Mosteiro da Luz

Fonte: Secretaria Executiva da Visita do Papa

CEBs organiza Romaria rumo à V Conferência

Na intenção de refletir sobre o seguimento de Jesus, a história dos mártires e as Conferências Gerais do Episcopado Latino Americano e Caribenho anteriores e a atual, será realizada, de 19 e 20 de maio, a Romaria das CEBs, Pastoral da Juventude, Pastoral Carcerária, e várias outras pastorais, movimentos, organismos e entidades ao Santuário Nacional de Aparecida (SP).

A concentração será no dia 19 de maio às 23h na cidade de Roseira (SP), na praça João Paulo II. Serão cinco paradas ao todo, sendo que a última está prevista às 6h em Aparecida.

Os principais temas das paradas serão: 1ª Conferência (Rio de Janeiro 1955) - "O grupo que nasce e cresce ao redor de Jesus"; 2ª Conferência (Medelin 1968) - "As discípulas da comunidade de Jesus"; 3ª Conferência (Puebla 1979) - "Ecumenismo, justiça, paz e ecologia"; 4ª Conferência (Santo Domingo 1992) - "A missão da Igreja é uma só" e 5ª Conferência (Aparecida 2007) - "O projeto que anima tudo".

Papa: ouça áudio em português

Papa fala em português sobre sua visita ao Brasil - 02/05/2007 - Vaticano - leia mais


Mensagem do papa na chegada ao Brasil - 09/05/2007 - leia mais
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Oração Regina Coeli, em Aparecida - 12/05/2007- leia mais
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Bem vindo, Bento 16!


por Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales SP

O Papa está chegando, e o Brasil vai acolhê-lo com carinho. Bento 16 vai sentir o calor humano de um povo que sempre soube reconhecer a importância do bispo de Roma como símbolo de toda a Igreja e como sinal visível de sua unidade.
A expectativa de sua chegada já está produzindo um alvoroço em todo o país. Pareceria que todos estão se perfilando, a postos, para dar as boas vindas ao ilustre visitante.
De sua parte, o Papa já deve estar preparando seu espírito para esta sua primeira viagem intercontinental. Ele vem ao encontro, nada mais e nada menos, do que da metade dos católicos do mundo. Este o peso da Igreja Latino Americana e Caribenha, que tem o seu encontro marcado em Aparecida, ao qual Bento 16 quis comparecer também.
Sempre é bom lembrar: acolhemos o Papa, como personagem que se destaca com evidência. Mas ele vem prestigiar com sua presença a Igreja que se reúne em Aparecida.
Quando o avião já se encontra a meio caminho, o piloto costuma tranqüilizar os passageiros, antecipando informações sobre o local de destino. Ele já poderia anunciar a toda a delegação que vem junto com o Papa: "o tempo é bom, a temperatura está aumentando, existem alguns bancos de neblina nas proximidades do aeroporto, mas o pouso será tranqüilo".
A vinda do Papa sempre suscita alguns questionamentos, como desta vez também. A neblina é inevitável. Até os mendigos de S. Paulo foram trazidos à cena. Bom seria, de fato, se fossem trazidos "à ceia", e em sua homenagem a cidade de S. Paulo lhes proporcionasse ao menos alguns dias de regalias especiais. Eles, na verdade, simbolizam milhões de latino americanos, que em nosso continente se sentem excluídos do banquete da vida, como "lázaros" à porta dos ricos, aguardando as migalhas que caem das mesas fartas.
Se o Papa tem uma centralidade visível, fácil de perceber e de acolher, sua presença traz à tona outra centralidade, a dos pobres, que precisa ser assumida pela Igreja em decorrência de sua fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo. Em Aparecida, a presença dos pobres em nosso continente vai inquietar mais a Igreja do que os mendigos estão preocupando os preparativos da visita do Papa em S. Paulo.
Por aí percebemos como a presença do Papa acaba jogando na mesa os verdadeiros desafios pastorais, com os quais a Igreja da América Latina precisa se defrontar na Conferência de Aparecida. A visita do Papa está a serviço da missão da Igreja.
A primeira viagem de João Paulo II foi a Puebla, em 1979. A partir desta experiência, ele fez do seu pontificado um roteiro de viagens pelo mundo inteiro. Agora, Bento 16 realiza sua primeira viagem intercontinental, vindo ao Brasil.
Pela segunda vez, a Igreja Católica se defronta com a caminhada da Igreja da América Latina, como referência indispensável para identificar os caminhos de sua missão em nosso tempo.
Foi Bento 16 que indicou Aparecida como sede da Quinta Conferência. Ele escolheu o Brasil como porta de entrada. O Brasil saberá retribuir este gesto, proporcionando ao Papa uma calorosa acolhida, como está sendo preparada com esmero.
Bento 16 terá a mesma surpresa de João Paulo II, confessada no final de sua primeira viagem ao Brasil, em confidência a D. Ivo Lorscheiter em Manaus: "vocês têm um povo cheio de vida, e uma Igreja consciente e participativa!"
Bento 16 não vem para censurar, vem para confirmar esta Igreja, e incentivá-la a prosseguir no caminho que ele traçou na sua encíclica "Deus Caritas Est" - "Deus é amor!"


Fonte: www.diocesedejales.org.br

02 Maio 2007

Definidas imagens que estarão no altar da missa campal

Duas imagens sacras estarão junto ao altar da missa campalMarcelle Sansão Durante a missa de canonização de Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, que acontece dia 11 de maio no Campo de Marte, em São Paulo, duas imagens servirão para criar um ambiente mais adequado à espiritualidade da ocasião. A do próprio Frei Galvão ficará à esquerda do palco e outra, trazendo a figura da Imaculada Conceição, estará do lado direito. Ambas terão quatro metros de largura por oito de altura.


Segundo a teologia cristã, este símbolo se diferencia das outras representações da mãe de Jesus Cristo: traz o dragão – quase sempre representado pela serpente – e a lua aos seus pés. Maria, que carrega em si a luz divina, aparece sobre a lua com a intenção de destacar sua posição “nas alturas“ (mais alta que os céus), ainda que habitasse em Nazaré e caminhasse por Jerusalém. Um dos significados mais presentes na figura da lua é o da morte e ressurreição porque ela nasce, cresce, alcança seu ápice, mingua e "morre" para "ressuscitar" três dias depois. Esta analogia a Maria ilustra aquela que gera o Messias, mártir que cumpre seu ciclo de vida, morte e ressurreição. A lua, iluminada pelo sol sem nada perder de sua integridade, pode ser considerada como um símbolo da virgindade, assim como Nossa Senhora – mãe e virgem ao mesmo tempo. A lua depende do sol, mas brilha soberana no meio da noite. Da mesma forma, Nossa Senhora depende de Jesus Cristo, pois pela maternidade recebeu muitos privilégios, mas, exatamente por causa de seu filho não sucumbe ao pecado, continua brilhando límpida como a luz divina. Para compreender o simbolismo da serpente, basta recordar as palavras do Gênesis, que retrata a criação e a queda de nossos primeiros pais. Deus criou Adão e Eva e os colocou num jardim onde existia uma árvore central (símbolo da vida e da morte) da qual estavam proibidos de comer os frutos. O demônio, convertido em serpente, induziu Eva a colher e provar um deles e, em conseqüência, ela e Adão perderam a imortalidade. No caso da imagem da Imaculada Conceição, os símbolos que estão aos seus pés a proclamam santíssima, cheia da graça divina, vitoriosa sobre o mal, o demônio e a morte, mãe fecunda e virgem consagrada, portadora de vida e salvação, senhora vitoriosa e defensora da humanidade.


11 de maio será ponto facultativo em São Paulo

A prefeitura de São Paulo decidiu que 11 de maio, sexta-feira da próxima semana, será ponto facultativo. Na data, o papa Bento XVI estará no Brasil e vai celebrar uma missa no Campo de Marte, na Zona Norte de São Paulo, para canonizar Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro. O anúncio foi feito pelo prefeito da capital paulista Gilberto Kassab (DEM) na terça-feira (1º), na festa de comemoração ao Dia do Trabalho promovida pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Centro de São Paulo.

Em 25 de março, a proposta de decretar feriado nacional no dia da canonização de Frei Galvão foi rejeitada na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.

Bento XVI: "viagem ao Brasil é muito esperada"


Na manhã desta quarta-feira, dia 02 de maio, o Papa Bento XVI rezou com fiéis no Vaticano para pedir que sua viagem ao Brasil dê “abundantes frutos”. Falando em português, o Papa destacou que sua viagem era "muito esperada" e que o Brasil é "uma grande nação".

Ele destacou a realização da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, e pediu a proteção de Maria para que seja um sucesso "esse acontecimento de tanta importância para a América Latina".

O pontífice fez estas declarações diante de milhares de fiéis que assistiram à audiência pública das quartas-feiras na praça de São Pedro. Durante parte do encontro, os católicos precisaram se proteger da chuva. Bento XVI falou sobre sua viagem ao país, a primeira que fará ao continente americano e cumprimentou em português e espanhol os fiéis presentes. "Já próximo de minha viagem pastoral ao Brasil para inaugurar a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que abençoe esse encontro eclesial com abundantes frutos, a fim de que todos os cristãos se sintam verdadeiros discípulos de Cristo, enviados por Ele para evangelizar seus irmãos com a palavra divina e com o testemunho da própria vida", disse.
Fonte: G1.com.br

01 Maio 2007

Vaticano apresenta Livro Litúrgico da visita do papa ao País

O Departamento das Celebrações Litúrgicas Pontifícias apresentou hoje a viagem do Papa ao Brasil e o seu respectivo livro litúrgico, destacando o seu "particular caráter missionário"."O amor do Papa que vem confirmar na fé os seus irmãos, o testemunho de santidade do Frei Galvão e dos crentes que nos precederam, a fé e o entusiasmo dos fiéis reunidos ao redor dos seus Bispos e do Sucessor de Pedro são sinal de esperança e de evangelização para a América Latina e o Caribe", refere o documento.

O Arcebispo Piero Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas, sublinhou que as celebrações "são um sinal de esperança e de evangelização". "A Igreja Católica, discípula e missionária de Jesus Cristo, presente há cinco séculos no meio dos povos latino-americanos, quer continuar a desempenhar a missão de levar a Boa Nova da salvação a todos eles, também nas atuais circunstâncias, fortemente mudadas, que requer um novo empenho missionário de todos os batizados", assinala.

A Santa Sé sublinha que "a Viagem Apostólica não se restringe apenas às duas arquidioceses (São Paulo e Aparecida), mas abrange o Brasil inteiro, todas as comunidades eclesiais da América Latina e do Caribe e a Igreja universal".

A viagem já está em destaque na página oficial do Vaticano na Internet.

Memória: história de co-piloto que conduziu João Paulo II em 1980


Na Praia de Jurerê Internacional, Norte da Ilha de Santa Catarina, mora um dos homens que, em 11 de julho de 1980, conduziram o papa João Paulo II do Brasil para a Itália. Chegava ao fim a primeira visita de um Papa ao país. Fredy Wiedemeyer era co-piloto na tripulação do DC-10 da Varig que levou João Paulo de Manaus para Roma. O avião deixou a capital do Amazonas às 17h30min. Nove horas e 56 minutos depois tocava o solo romano. Chegava ao fim uma viagem marcada de emoção, ainda visível nos olhos de Wiedemeyer, hoje aposentado. Ele era o co-piloto na equipe do comandante Lili Lucas de Souza Pinto. Tinha também a responsabilidade de conduzir o avião papal.

A escolha da tripulação não foi por acaso. A Varig quis premiar alguns de seus funcionários exemplares. Todos foram avisados com um mês de antecedência. O cerimonial da empresa aérea se encarregou de preparar os tripulantes, que receberam informações sobre alguns hábitos do Papa, como idiomas falados.

- Devíamos ser serenos, corteses, educados, limitarmo-nos a responder, e não fazer perguntas - recorda o aviador, que chegou a 35 mil horas de vôo e esteve em 51 países em seus 40 anos de trabalho. Floresta Amazônica impressionou João Paulo II Wiedemeyer lembra dos detalhes da viagem. João Paulo foi o último a embarcar. Dentro da aeronave, especialmente adaptada, o aguardavam algumas autoridades. Quinze minutos depois da decolagem, a 15 mil pés de altura, a porta da cabine se abriu e surgiu João Paulo.

- Ele estava impressionado com a beleza da Floresta Amazônica, verde e densa. Com sua simpatia e simplicidade disse 'agora estou nas mãos de vocês'" - lembra. Bem-humorado, brincou com a tripulação, que se comunicava em alemão: "Este avião parece da Lufthansa (companhia aérea alemã)". Wiedemeyer destaca o olhar firme de João Paulo:

- Quando ele falava com a gente, parecia não existir mais nada no mundo tal a firmeza do seu olhar. Emanava um caráter de liderança, um carisma incrível, um poder de concentração inigualável - observa.

Publicado no Diário Catarinense - 1/05/2007
Texto: Angela Bastos - Foto: Mauricio Vieira