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    <title>DEHON Brasil BLOG</title>
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    <dc:title>DEHON Brasil BLOG</dc:title>
    <item>
      <title>O Sagrado Coração de Jesus</title>
      <description>&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt; 
&lt;p align="justify"&gt;
Na pr&amp;oacute;xima sexta-feira, celebraremos a festa do Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o amant&amp;iacute;ssimo de Jesus. Cham&amp;aacute;-lo de &amp;ldquo;amant&amp;iacute;ssimo&amp;rdquo; &amp;eacute; at&amp;eacute; uma redund&amp;acirc;ncia, porque, em se tratando de Jesus, o Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, evidentemente, pleno de amor, de miseric&amp;oacute;rdia e de bondade. Estas inesgot&amp;aacute;veis riquezas, conforme a express&amp;atilde;o de S&amp;atilde;o Paulo (cf. Ef 3,8), como que transbordam, jorram sobre toda a humanidade. Este &amp;eacute; o tema da nossa reflex&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ao considerarmos o Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Cristo, n&amp;atilde;o estamos nos referindo ao &amp;oacute;rg&amp;atilde;o f&amp;iacute;sico, embora ele o tenha tamb&amp;eacute;m, enquanto integrante de sua natureza humana. A prop&amp;oacute;sito, considero melhores as imagens que n&amp;atilde;o retratam esse Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o saliente sobre o peito, mas s&amp;oacute; o insinuam, atrav&amp;eacute;s do lado perfurado pela lan&amp;ccedil;a. Aqui, tomamos o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o como centro explicativo da pessoa. Quando se diz que uma pessoa &amp;ldquo;tem bom cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, isto traduz a ess&amp;ecirc;ncia do que ela &amp;eacute;. Portanto, aprofundar o conhecimento sobre o Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jesus significa adentrar sua pr&amp;oacute;pria &amp;ldquo;personalidade&amp;rdquo;. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;Eacute; interessante notar que essa devo&amp;ccedil;&amp;atilde;o nasce no momento em que o Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jesus &amp;eacute; transpassado, no alto do Calv&amp;aacute;rio, segundo nos narra o evangelista S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o (cf. Jo 19,34-35). Mais tarde, chega &amp;agrave;s primitivas comunidades, &amp;eacute; aprofundada pelos antigos Santos Padres e se estende ao longo da Idade M&amp;eacute;dia. Quando os Cruzados foram &amp;agrave; Terra Santa, onde tiveram maior contacto com a humanidade de Cristo e com os detalhes de sua vida, achegaram-se mais diretamente ao seu Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sobre Ele nos deixaram reflex&amp;otilde;es lindas e profundas, tanto teol&amp;oacute;gicas, quanto exeg&amp;eacute;ticas e espirituais. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nos s&amp;eacute;culos posteriores, foram surgindo Congrega&amp;ccedil;&amp;otilde;es, Associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e Movimentos inspirados, exatamente, no mist&amp;eacute;rio central do amor de Cristo, que &amp;eacute; o seu Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Al&amp;eacute;m disso, centenas e centenas de obras sociais pautaram suas iniciativas, segundo o modelo da miseric&amp;oacute;rdia que emana desse Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Diversas passagens da Sagrada Escritura revelam os tesouros do amor divino. Ainda no Antigo Testamento, o profeta Isa&amp;iacute;as nos fala das fontes que jorram e saciam qualquer sede: &amp;ldquo;V&amp;oacute;s tirareis com alegria &amp;aacute;gua das fontes da salva&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; (Is 12,3). O tema da sede &amp;eacute; muito profundo na B&amp;iacute;blia, um tema que realmente nos leva a refletir sobre o dom do amor de Deus e a sede que esse amor faz sentir em nosso &amp;iacute;ntimo, pois esse dom manifesta-se em plenitude atrav&amp;eacute;s do Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Cristo. Ele mesmo convida: &amp;ldquo;Se algu&amp;eacute;m tem sede, venha a mim e beba&amp;rdquo; (Jo 7,37)... e promete, conforme suas palavras &amp;agrave; samaritana: &amp;ldquo;Aquele que bebe desta &amp;aacute;gua ter&amp;aacute; sede novamente; mas quem beber da &amp;aacute;gua que eu lhe der, nunca mais ter&amp;aacute; sede. Pois a &amp;aacute;gua que eu lhe der tornar-se-&amp;aacute; nele uma fonte de &amp;aacute;gua, jorrando para a vida eterna&amp;rdquo; (Jo 4,13-14). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sede de qu&amp;ecirc;? Todos temos sede do infinito. Nada &amp;eacute; capaz de nos saciar nesta vida. &amp;ldquo;At&amp;eacute; os dias mais bonitos, t&amp;ecirc;m o seu ocaso&amp;rdquo;, dizia Santa Teresinha. Tudo o que se relaciona &amp;agrave; realidade material, por mais belo que seja, tem o seu termo, o seu esgotamento... e o seu custo. Por isso, a sede n&amp;atilde;o p&amp;aacute;ra. &amp;Eacute; uma sede de valores perenes, que possam alimentar a paz e a alegria verdadeiras, dentro e fora de n&amp;oacute;s. Todos ansiamos por isso e, muitas vezes, n&amp;atilde;o encontramos saciedade. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Freq&amp;uuml;entemente, estamos cercados por tanta tristeza, que ela parece, at&amp;eacute;, nos contagiar. Corremos o risco de ficar abatidos e transtornados pela tristeza dos outros, quando nos reconhecemos carentes das palavras e da for&amp;ccedil;a para consol&amp;aacute;-los. Entretanto, sempre podemos, e devemos, conduzi-los a olharem para o Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o transpassado do Senhor. Esta &amp;eacute; a fonte da qual podemos haurir tudo o que supra nossas car&amp;ecirc;ncias e socorra nossas mis&amp;eacute;rias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O texto fundamental, para compreendermos como o Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jesus cuida de n&amp;oacute;s, &amp;eacute; a passagem do Evangelho de S&amp;atilde;o Mateus: &amp;ldquo;Vinde a mim todos os que estais cansados sob o peso do vosso fardo, e eu vos darei descanso. Tomai sobre v&amp;oacute;s o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e encontrareis descanso para vossas almas&amp;rdquo; (Mt 11,28-29). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cristo se apresenta como Mestre em v&amp;aacute;rias oportunidades, mas aqui Ele ensina a partir da sua pr&amp;oacute;pria realidade interior, que se evidencia como modelo perfeito para n&amp;oacute;s: &amp;ldquo;Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;. Quer dizer, seu Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sua identidade, sua personalidade sens&amp;iacute;vel sintoniza, numa profunda empatia, com todos os que sofrem, os que se encontram em situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o lastim&amp;aacute;vel de des&amp;acirc;nimo e de cansa&amp;ccedil;o, em perspectiva de derrota diante dos desafios da vida.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;ldquo;O meu Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; manso e humilde&amp;rdquo;, isto &amp;eacute;, coloca-se ao r&amp;eacute;s do ch&amp;atilde;o, nivelando-se a n&amp;oacute;s. Por isso, aquele que se achega a Cristo Jesus, com confian&amp;ccedil;a, vai colher desse encontro a mansid&amp;atilde;o, a do&amp;ccedil;ura, a ternura que brotam do seu Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, transpondo-as para a pr&amp;oacute;pria vida e a vida dos outros. Ficar&amp;aacute; mais aliviado, porque n&amp;atilde;o se pode chegar perto de Cristo sem experimentar a liberta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos jugos que sobrecarregam e escravizam. Sentir&amp;aacute; a leveza, o descanso, a serenidade, que s&amp;atilde;o caracter&amp;iacute;sticas do pr&amp;oacute;prio Mestre divino.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por bondade infinita, Jesus nos aplica os efeitos vivificantes do amor que brota de seu Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Muitas vezes, por&amp;eacute;m, nem conseguimos saber o que &amp;eacute; bondade, porque bondade n&amp;atilde;o se define, mas se experimenta, desde uma sauda&amp;ccedil;&amp;atilde;o, um aperto de m&amp;atilde;o, at&amp;eacute; &amp;agrave;s coisas maiores que a pessoa possa dar. As crian&amp;ccedil;as s&amp;atilde;o t&amp;atilde;o bondosas, t&amp;atilde;o cheias de carinho!... Eu me pergunto: Por que, freq&amp;uuml;entemente, se perde isso, pela vida afora? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando falamos do amor verdadeiro, ser&amp;aacute; que ele se resume na frase: &amp;ldquo;Ah, Senhor, eu te amo&amp;rdquo;? Ent&amp;atilde;o, vem a grande pergunta: Mas o que &amp;eacute;, afinal, o amor que damos, ou pensamos dar? Ser&amp;aacute; o n&amp;atilde;o pensar em si mesmo? &amp;ldquo;Amar &amp;eacute; dar tudo de si&amp;rdquo;, dizia Santa Teresinha, &amp;ldquo;e dar-se completamente ao outro&amp;rdquo;, na doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; dolorosa, como aquela que Cristo fez durante toda a sua vida. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Transpassado por um gesto absurdo do Centuri&amp;atilde;o Longino, seu lado &amp;eacute; atravessado com uma lan&amp;ccedil;a, e do pobre Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute; desfalecido, ainda jorram um pouco de &amp;aacute;gua e um pouco de sangue, que s&amp;atilde;o os s&amp;iacute;mbolos da doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;uacute;ltima ou, como diziam os Santos Padres, s&amp;atilde;o s&amp;iacute;mbolos dos Sacramentos e da pr&amp;oacute;pria Igreja nascente. Somente S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o relata esse fato, mostrando-nos Jesus morto, &lt;strong&gt;por&lt;/strong&gt; amor e &lt;strong&gt;de&lt;/strong&gt; amor (cf. Jo 19,34-37). &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Olhemos, portanto, para a chaga aberta do Cristo no alto da cruz &amp;ndash; a imagem mais perfeita do amor que brota do seu Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Olhemos e n&amp;atilde;o deixemos, jamais, de faz&amp;ecirc;-lo. Tomando as palavras do profeta Zacarias, S&amp;atilde;o Jo&amp;atilde;o diz: &amp;ldquo;Olhar&amp;atilde;o para Aquele que transpassaram&amp;rdquo; (Jo 19,37 e Zc 12,10). L&amp;aacute; se manifesta a plenitude do amor: o Pai, que d&amp;aacute; o pr&amp;oacute;prio Filho, e este, que obedece &amp;agrave; vontade do Pai, em m&amp;uacute;tua doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o amorosa, derramada sobre a humanidade: o dom do Esp&amp;iacute;rito Santo. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas um s&amp;iacute;mbolo; &amp;eacute; epifania da infinita miseric&amp;oacute;rdia de Deus, gesto prof&amp;eacute;tico que se cumpre, irrompendo na realidade humana. Esse Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi despeda&amp;ccedil;ado, para colocar tudo o que possu&amp;iacute;a &amp;agrave; nossa disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Dele brotou a nossa Salva&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;strong&gt;Temos&lt;/strong&gt; que olhar para Ele. O amor verdadeiro - essa sede que n&amp;atilde;o conseguimos estancar, a n&amp;atilde;o ser ao contacto do pr&amp;oacute;prio Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Cristo - foi, certamente, a experi&amp;ecirc;ncia que viveram os m&amp;aacute;rtires e os grandes santos: morreram de amor, num mart&amp;iacute;rio de amor, como tanto o desejava Santa Teresinha de Lisieux. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lembro-me, ainda hoje, do serm&amp;atilde;o que o Arcebispo de Aparecida, D. Geraldo Morais Penido, fez quando minha m&amp;atilde;e foi sepultada. Ele me convidou a olhar para aquele corpo sofrido de Mam&amp;atilde;e, que chegara &amp;agrave; idade de 90 anos, apesar de d&amp;eacute;cadas de sofrimento, devido, particularmente, a um c&amp;acirc;ncer. E me disse: &amp;ldquo;Olhe para a sua m&amp;atilde;e e veja o Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Cristo, pois este &amp;eacute; o &amp;uacute;nico gesto que ir&amp;aacute; consol&amp;aacute;-lo&amp;rdquo;. Tenho buscado honrar esse Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, atrav&amp;eacute;s da doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de minha vida, e reconhe&amp;ccedil;o que somente o fa&amp;ccedil;o pelas gra&amp;ccedil;as especiais de que tenho sido cumulado. Vendo em minha m&amp;atilde;e o Cristo crucificado, compreendi que seu sofrimento se transformara em abertura, em fonte inesgot&amp;aacute;vel de felicidade eterna.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Cristo, e a Ele associado o Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o Imaculado de Maria, revela-se o mist&amp;eacute;rio de toda a obra da Salva&amp;ccedil;&amp;atilde;o (cf. Cl 1,26): a Eucaristia e os demais Sacramentos, o Sacerd&amp;oacute;cio e a pr&amp;oacute;pria Igreja nascem desse gesto de doa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu supremo amor.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;em&gt;Cardeal Eus&amp;eacute;bio Oscar Scheid&lt;/em&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;P&amp;Aacute;GINA ESPECIAL &amp;quot;CORA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DE JESUS&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; - &lt;/em&gt;&lt;a href="/scj"&gt;&lt;em&gt;www.dehonbrasil.com/scj&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;
&lt;em&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/em&gt;
&lt;/p&gt;
</description>
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      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Sun, 14 Jun 2009 11:14:00 -0300</pubDate>
      <category>Artigos</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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    </item>
    <item>
      <title>Planeta não suporta crescimento ilimitado</title>
      <description>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;A farra do consumo acabou. Os recursos do planeta Terra s&amp;atilde;o limitados e n&amp;atilde;o suportam um sistema de crescimento ilimitado, como se apresenta o capitalismo. O modelo econ&amp;ocirc;mico &amp;eacute; baseado em produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e consumo infinitos. &lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;O alerta vem de pensadores, de v&amp;aacute;rias partes do planeta. &amp;ldquo;&amp;Eacute; preciso renunciar ao crescimento enquanto paradigma ou religi&amp;atilde;o&amp;rdquo;, proclama o economista, soci&amp;oacute;logo e antrop&amp;oacute;logo franc&amp;ecirc;s Serge Latouche. A alternativa &amp;eacute; essa: decrescimento ou barb&amp;aacute;rie, aponta.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;ldquo;A premissa de crescimento precisa ser rompida. Ela n&amp;atilde;o responde a uma civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que habita um planeta que &amp;eacute; um s&amp;oacute; e que possui uma capacidade de suporte. Essa &amp;eacute; uma impossibilidade&amp;rdquo;, diz o professor Paulo Durval Branco, em entrevista ao Instituto Humanitas (IHU) da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;A premissa de crescimento precisa ser rompida. &amp;ldquo;Ela n&amp;atilde;o responde a uma civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que habita um planeta que &amp;eacute; um s&amp;oacute; e que possui uma capacidade de suporte&amp;rdquo;, salienta Duval Branco.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Se a gente olhar para esse pequeno planeta chamado Terra, percebe-se que a natureza funciona em sistema circular. O economista e professor da Universidade Cat&amp;oacute;lica de S&amp;atilde;o Paulo, Ladislau Dowbor, explica o sistema circular:&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;- Os p&amp;aacute;ssaros comem as frutas e espalham as sementes; as folhas que caem s&amp;atilde;o incorporadas ao solo que, por sua vez, se torna f&amp;eacute;rtil e permite o surgimento de outras plantas, ou seja, todo o sistema &amp;eacute; circular, de reutiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos diversos recursos existentes. A vida est&amp;aacute; baseada nisso.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;O sistema econ&amp;ocirc;mico n&amp;atilde;o &amp;eacute; circular, mas linear. &amp;ldquo;Pegamos recursos naturais, transformando-os em uma ind&amp;uacute;stria, consumimos e jogamos no lixo sob a forma de pl&amp;aacute;stico. Com isso estamos acabando com o petr&amp;oacute;leo do planeta e n&amp;atilde;o estamos recolocando de volta as bases energ&amp;eacute;ticas utilizadas, assinala.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Esse modelo n&amp;atilde;o funcionar&amp;aacute; por muito tempo, pois os recursos naturais se esgotam e as mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas podem colocar a economia e a sociedade diante de uma cat&amp;aacute;strofe planet&amp;aacute;ria, frisa ao IHU o ambientalista Henrique Cortez.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;A crise financeira que explodiu nos Estados Unidos no ano passado mostra que ela n&amp;atilde;o se limita a aspectos financeiros, mas tamb&amp;eacute;m diz respeito &amp;agrave; destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental e &amp;agrave; injusta distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da renda. Pensadores defendem uma nova sociedade, com um novo modelo econ&amp;ocirc;mico, que respeite os limites ecol&amp;oacute;gicos do planeta.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;O consumo, afirma Cortez, &amp;eacute; um ato pol&amp;iacute;tico e econ&amp;ocirc;mico e, nesse sentido, &amp;ldquo;deve ser &amp;eacute;tico, respons&amp;aacute;vel e sustent&amp;aacute;vel&amp;rdquo;. Durval Branco v&amp;ecirc; na proposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma economia ecol&amp;oacute;gica ou da ecoeconomia um caminho para se discutir um modelo p&amp;oacute;s-crise. Nesse modelo, o processo de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o seria regido pelo ecossistema, pela biosfera.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Latouche fala de uma sociedade ecossocialista e mais democr&amp;aacute;tica.&amp;nbsp; &amp;ldquo;Queremos um desenvolvimento que seja sustent&amp;aacute;vel, economicamente inclusivo, socialmente justo e ambientalmente respons&amp;aacute;vel&amp;rdquo;, define Cortez, que se declara um ecossocialista, embora n&amp;atilde;o tenha qualquer proximidade com a esquerda.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font face="verdana,geneva"&gt;&lt;font size="2"&gt;N&amp;atilde;o pode haver um consumo &amp;eacute;tico a menos que todos os cursos sociais e ambientais sejam inclu&amp;iacute;dos no pre&amp;ccedil;o, frisa a economista e consultora inglesa Hazel Henderson.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Trata-se de uma mudan&amp;ccedil;a do paradigma produtivo e de questionamento da sociedade de consumo atual, diz a professora Isleide Arrua, da Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o Get&amp;uacute;lio Vargas, na entrevista ao IHU.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt; 
&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;O consumo &amp;eacute;tico, afirma, levanta a bandeira na defesa de quest&amp;otilde;es relacionadas ao meio ambiente, ao com&amp;eacute;rcio justo, a um novo modelo de sustentabilidade em seu sentido mais amplo.&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;font&gt;&lt;font&gt;&lt;font face="verdana,geneva"&gt;&lt;font size="2"&gt;Isleide entende que a humanidade talvez esteja vivendo tr&amp;ecirc;s grandes tipos de esgotamento, que, juntos, poderiam provocar mudan&amp;ccedil;as: o esgotamento dos recursos naturais, do mercado de produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o e consumo de massas, e o esgotamento de &amp;ldquo;um certo imagin&amp;aacute;rio social que se construiu em torno da id&amp;eacute;ia de que consumo seria sin&amp;ocirc;nimo de felicidade&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
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      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Sat, 13 Jun 2009 11:54:00 -0300</pubDate>
      <category>Artigos</category>
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    </item>
    <item>
      <title>Ter ou ser? Jovens de baixa renda investem na aparência para se sentirem incluídos</title>
      <description>&lt;p&gt;
Diante de um cen&amp;aacute;rio inst&amp;aacute;vel, os jovens de baixa renda procuram caminhos que permitam que eles se sintam inclu&amp;iacute;dos na sociedade. Para muitos, consumir &amp;eacute; um dos meios pelos quais eles tentam construir uma identidade. &amp;quot;Os jovens querem se sentir reconhecidos e valorizados e &amp;eacute; isso que buscam no consumo&amp;quot;, explica a cientista social Paula Nascimento.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Paula realizou uma pesquisa para o seu mestrado na USP (Universidade de S&amp;atilde;o Paulo), a fim de verificar as prefer&amp;ecirc;ncias de consumo de um determinado grupo de jovens da periferia da Zona Oeste da cidade de S&amp;atilde;o Paulo e os motivos que os levam a consumir determinado produto. Embora a amostra tenha sido pequena, a cientista consegue identificar um perfil de consumo mais geral desses jovens.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ela constatou que, por conta das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que vivem, esses jovens gastam mais com objetos pessoais, vestu&amp;aacute;rio e eletr&amp;ocirc;nicos. &amp;quot;Roupas, t&amp;ecirc;nis e aparelhos eletr&amp;ocirc;nicos podem ser adquiridos mesmo em uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vida inst&amp;aacute;vel. Al&amp;eacute;m disso, lhe trazem um retorno imediato, ou seja, ele veste ou usa e j&amp;aacute; &amp;eacute; reconhecido por isso&amp;quot;, explica.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;strong&gt;&amp;quot;Ter&amp;quot; ou &amp;quot;ser&amp;quot;&lt;/strong&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A prefer&amp;ecirc;ncia por esse tipo de produto pode ser explicada pela pr&amp;oacute;pria situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de exclus&amp;atilde;o na qual vivem esses jovens. Paula explica que esses objetos denotam uma marca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o social. &amp;quot;Como parte da sociedade, esse jovem j&amp;aacute; percebe de forma mais ou menos clara a sua pr&amp;oacute;pria imagem sendo desvalorizada&amp;quot;, constata.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Assim, para tentar fugir dessa imagem, o jovem de baixa renda acaba investindo mais em bens de consumo relacionados &amp;agrave; apar&amp;ecirc;ncia. &amp;quot;Em nossa sociedade, a apar&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; muito valorizada, na medida em que tende-se a valorizar mais o &amp;#39;ter&amp;#39; que o &amp;#39;ser&amp;#39;&amp;quot;, explica Paula. &amp;quot;Os jovens, que ainda est&amp;atilde;o em busca de seus pares e mesmo &amp;agrave; procura de uma identidade, necessitam ainda mais desses objetos para sentirem-se reconhecidos e inclu&amp;iacute;dos&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Para Paula, esse caminho n&amp;atilde;o &amp;eacute; escolhido de forma arbitr&amp;aacute;ria. Ela explica que a sociedade tra&amp;ccedil;a uma imagem pejorativa desse jovem, associando suas m&amp;aacute;s condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;ocirc;micas &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia, por exemplo. Assim, um dos poucos caminhos acess&amp;iacute;veis para que esse jovem n&amp;atilde;o seja visto de uma maneira negativa pela sociedade &amp;eacute; a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma imagem pessoal, a partir de bens de consumo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;strong&gt;Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o &amp;eacute; acess&amp;iacute;vel&lt;/strong&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mesmo diante do aumento do acesso &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Paula constata que as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de muitos jovens ainda n&amp;atilde;o permitem que frequentem um curso superior. &amp;quot;Nessas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que vivem, &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil fazer planos para o futuro&amp;quot;. Apesar disso, h&amp;aacute; um interesse crescente desses jovens em melhorar sua coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional. Ainda assim, a cientista social acredita que, na hora de procurar um trabalho, esses jovens esbarram no preconceito.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;quot;Devemos lembrar que o desemprego entre os jovens e as taxas de evas&amp;atilde;o escolar ainda s&amp;atilde;o muito altos no Brasil. Esses problemas atingem a sociedade em geral, mas s&amp;atilde;o, sem d&amp;uacute;vida, mais graves entre aqueles que compartilham uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o socioecon&amp;ocirc;mica menos privilegiada&amp;quot;, analisa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;em&gt;Sobre a pesquisa:&amp;nbsp;a&lt;/em&gt; pesquisa realizada por Paula foi feita com os jovens do Grupo de Assist&amp;ecirc;ncia Social Bom Caminho, da Zona Oeste da capital paulista para seu mestrado na USP. A institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o trabalha com 160 jovens de baixa renda com idade entre 13 e 21 anos. A cientista social os entrevistou durante quatro anos sobre consumo. &lt;em&gt;&lt;font size="1"&gt;Fonte: Yahoo!News - Finan&amp;ccedil;as&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;
&lt;/p&gt;
</description>
      <link>/blogs/post/Ter-ou-ser-Jovens-de-baixa-renda-investem-na-aparencia-para-se-sentirem-incluidos.aspx</link>
      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Sun, 07 Jun 2009 22:31:00 -0300</pubDate>
      <category>Artigos</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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    </item>
    <item>
      <title>As crianças aprenderão?</title>
      <description>&lt;p&gt;
No dia 5 de junho, o mundo inteiro estar&amp;aacute; voltado para celebra&amp;ccedil;&amp;otilde;es do &amp;ldquo;Dia do Meio Ambiente&amp;rdquo;. &amp;ldquo;Mas, que loucura, dir&amp;atilde;o as pessoas mais idosas&amp;rdquo;, &amp;ldquo;para que isso?&amp;rdquo;, &amp;ldquo;aonde chegamos?&amp;rdquo;. Mas, &amp;eacute; isso mesmo. As escolas, quase que parar&amp;atilde;o suas atividades normais de ensino e constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimento, por uma semana, para refletir, trabalhar, construir e mudar a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cr&amp;iacute;tica que estamos vivendo com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; natureza, ao ambiente natural, aos preju&amp;iacute;zos que causamos &amp;agrave; nossa m&amp;atilde;e Natureza. Encontramos nosso jeito de transformar as coisas da Natureza e, com isso, satisfazer nossas necessidades e enriquecer, custe o que custar! E, hoje, as crian&amp;ccedil;as &amp;ldquo;pagam o pato&amp;rdquo;. Vemos que erramos, que exploramos, que usamos indevidamente os recursos naturais, que n&amp;atilde;o aprendemos a seguir os ritmos da Natureza e, por isso, ela se vinga. Pode ser repetitivo, mas vale repetir: &amp;ldquo;Deus, quando ofendido, perdoa sempre. O homem, quando ofendido, perdoa, &amp;agrave;s vezes, nem sempre. A Natureza, quando ofendida, nunca perdoa&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
AUDEN, um famoso soci&amp;oacute;logo do trabalho, dizia exatamente o seguinte: &amp;ldquo;Maldito o momento em DIESEL inventou seu imundo motor&amp;rdquo;. Hoje, todos concordamos, plenamente, com a maldi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de AUDEN. E mais. Somos chamados a concordar com outra maldi&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;ldquo;Maldito o momento em que Alexander PARKES inventou o pl&amp;aacute;stico. Oh!, momento infeliz!&amp;rdquo;. Se n&amp;atilde;o fosse o pl&amp;aacute;stico e seus derivados, certamente, viver&amp;iacute;amos mais tranquilos. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No dia 5 de junho, comemora-se (se &amp;eacute; que se pode comemorar!) o &amp;ldquo;Dia do Meio Ambiente&amp;rdquo;. As crian&amp;ccedil;as ficar&amp;atilde;o, ao menos, em um dia dessa semana, sem aulas. Os professores estar&amp;atilde;o reunidos. A comunidade ser&amp;aacute; convocada. Tudo isso para qu&amp;ecirc;?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Para passar a responsabilidade &amp;agrave;s crian&amp;ccedil;as. H&amp;aacute; at&amp;eacute; quem queira &amp;ldquo;aulas de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental&amp;rdquo;. Ministradas por quem? Por n&amp;oacute;s, poluidores e agentes, que provocamos a vida imposs&amp;iacute;vel no futuro? Por industriais, geradores de dinheiro ou valores virtuais, que n&amp;atilde;o levam comida &amp;agrave; boca dos famintos?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Temos de reconhecer com urg&amp;ecirc;ncia: EM NOSSOS MODELOS DE DESENVOLVIMENTO ERRAMOS FEIO! Machucamos a M&amp;atilde;e Natureza! Quase a destru&amp;iacute;mos. Se n&amp;atilde;o, vejamos. Exatamente, no dia 30 de maio de 2009, &amp;agrave;s 20h30min, no Jornal Nacional, um gari, varrendo o lixo dos cigarros dos ricos, disse o seguinte: &amp;ldquo;N&amp;atilde;o adianta. A gente limpa e logo algu&amp;eacute;m suja de novo&amp;rdquo;. E, no mesmo instante, uma pessoa fumante, ao lado de uma lixeira e ao lado do carrinho do gari, jogou uma xepa de cigarro no ch&amp;atilde;o. Mal educado!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No &amp;ldquo;Dia do Meio Ambiente&amp;rdquo; as crian&amp;ccedil;as ser&amp;atilde;o estimuladas, incentivadas e elas estar&amp;atilde;o motivadas, com uma vontade enorme de mudar as coisas, de mudar o mundo. Se depender delas, o mundo de amanh&amp;atilde; ser&amp;aacute; bem melhor que o de agora.&amp;nbsp; Ser&amp;aacute; um mundo com menos polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos rios, riachos e regatos; ser&amp;aacute; um mundo com ar prumo; ser&amp;aacute; um mundo sem o barulho ensurdecedor de nossas f&amp;aacute;bricas (por que temos de usar protetor auricular para trabalhar?), sem o ru&amp;iacute;do sem sentido dos carros em nossas ruas, por onde gostar&amp;iacute;amos de passear com beb&amp;ecirc;s nos carrinhos, ao som do canto dos passarinhos... O som dos carros espanta at&amp;eacute; passarinhos! Em que mundo se j&amp;aacute; viu isso? Os donos desses carros, com som alto, querem viver isolados, sem companhia de outras pessoas... Eles n&amp;atilde;o as suportam! Pessoas com sensibilidade e inteligentes, incomodam. Por isso, conv&amp;eacute;m afast&amp;aacute;-las ou elimin&amp;aacute;-las do conv&amp;iacute;vio social. Elas que se tranquem em suas casas...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E, no &amp;ldquo;Dia do Meio Ambiente&amp;rdquo;, a responsabilidade passa para as crian&amp;ccedil;as. &amp;ldquo;O mundo ser&amp;aacute; melhor, se elas tiverem consci&amp;ecirc;ncia!&amp;rdquo;. Ora, bolas! &amp;ldquo;Queridas crian&amp;ccedil;as, revoltem-se contra o &amp;lsquo;Dia do Meio Ambiente. Revoltem-se contra os ambientalistas de plant&amp;atilde;o&amp;rdquo;. Voc&amp;ecirc;s est&amp;atilde;o sendo usadas para aliviar as consci&amp;ecirc;ncias dos poluidores do mundo! Voc&amp;ecirc;s nunca polu&amp;iacute;ram o mundo e a Natureza em nada. Agora passam a voc&amp;ecirc;s a responsabilidade de consertar o que os famintos por riqueza estragaram. Esque&amp;ccedil;am-nos, e construam um mundo bonito para voc&amp;ecirc;s! 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
pe. Nestor Adolfo Eckert scj
&lt;/p&gt;
</description>
      <link>/blogs/post/As-criancas-aprenderao.aspx</link>
      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Mon, 01 Jun 2009 17:28:00 -0300</pubDate>
      <category>Artigos</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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    </item>
    <item>
      <title>Quem nos ensinou a complicar tanto as coisas?</title>
      <description>&lt;p&gt;
Algumas coisas t&amp;ecirc;m chamado &amp;agrave; aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o as pessoas nos &amp;uacute;ltimos tempos. De maneira especial, todos estamos come&amp;ccedil;ando a cultivar preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es justificadas com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ambiente natural, &amp;agrave; natureza, &amp;agrave; ecologia, &amp;agrave; vida, &amp;agrave; &amp;aacute;gua, &amp;agrave;s condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas para viver dignamente.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ao menos, &amp;eacute;-nos permitido aventar a hip&amp;oacute;tese de que, aos poucos, come&amp;ccedil;amos a complicar nosso jeito de viver. Desaprendemos a viver com o necess&amp;aacute;rio. Deixamos de viver de uma maneira simples. Uma crian&amp;ccedil;a que nasce em um pa&amp;iacute;s tido como rico ou desenvolvido tem um custo 20 (vinte) vezes mais elevado do que uma crian&amp;ccedil;a que nasce em na&amp;ccedil;&amp;atilde;o pobre. Por que essas contradi&amp;ccedil;&amp;otilde;es? Porque, quando se concentra muita riqueza em m&amp;atilde;o de poucas pessoas, a tend&amp;ecirc;ncia&amp;nbsp; ser&amp;aacute; de gastar (isso mesmo gastar!) recursos com superficialidades ou coisas absolutamente desnecess&amp;aacute;rias. A l&amp;oacute;gica ser&amp;aacute; sempre bastante cruel: o que sobra para um, falta para outro. E os desequil&amp;iacute;brios e as disparidades v&amp;atilde;o aumentando.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
De certo modo, parece que falta-nos coragem para contemplar as manh&amp;atilde;s alegres, gratuitas, serenas, de calmas alvoradas, que h&amp;aacute; em nossas vidas. Corremos atr&amp;aacute;s de tantas coisas e acabamos esquecendo o que essencial: viver. E, viver parece ser t&amp;atilde;o simples. Quem nos ensinou a complicar tanto assim as coisas? Quem nos ensinou ou nos levou a inverter o ritmo da vida: ao inv&amp;eacute;s do essencial, priorizamos o acess&amp;oacute;rio, o sup&amp;eacute;rfluo e superficial?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
N&amp;atilde;o se trata de condenar o progresso, as riquezas, o desenvolvimento, as conquistas da ci&amp;ecirc;ncia e do homem. Trata-se apenas de perguntar por qu&amp;ecirc;? e para qu&amp;ecirc;? tudo o que existe. Cabe a n&amp;oacute;s, seres humanos, dar sentido &amp;agrave;s atividades do homem no mundo e mesmo decidir pelo destino dos bens que somos capazes de produzir. Produzir apenas para acumular &amp;eacute; resultado de desatino. Mas, n&amp;atilde;o &amp;eacute; isso que est&amp;aacute; sendo feito? Se n&amp;atilde;o, por que falta tanto a tanta gente?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Os maiores problemas n&amp;atilde;o surgem porque produzimos pouco. Os problemas surgem porque n&amp;atilde;o aprendemos a criar leis de distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos bens produzidos. N&amp;atilde;o sabemos dar destino aos bens. E ficamos assustados e temerosos quando aqueles que sentem fome amea&amp;ccedil;am explodir os celeiros e os bancos retentores das riquezas, que tamb&amp;eacute;m pertencem a eles.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Parece mesmo que a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja viver de maneira mais simples para viver melhor e haver condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que mais gente possa viver. E, ent&amp;atilde;o, nosso &amp;ldquo;riso guri&amp;rdquo; se estampar&amp;aacute; em muitos rostos e n&amp;atilde;o faltar&amp;aacute; &amp;ldquo;mais nada nesta calma alvorada para andar por a&amp;iacute;&amp;rdquo;. E viver!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;em&gt;Pe. Nestor Adolfo Eckert, scj&lt;/em&gt;
&lt;/p&gt;
</description>
      <link>/blogs/post/Quem-nos-ensinou-a-complicar-tanto-as-coisas.aspx</link>
      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Wed, 27 May 2009 13:58:00 -0300</pubDate>
      <category>Reflexões</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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    </item>
    <item>
      <title>Informações sobre a gripe suína</title>
      <description>&lt;p&gt;
A gripe su&amp;iacute;na&amp;nbsp;&amp;eacute; uma doen&amp;ccedil;a respirat&amp;oacute;ria de porcos causada por um v&amp;iacute;rus influenza tipo A que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o v&amp;iacute;rus&amp;nbsp;vence a barreira entre esp&amp;eacute;cies e afeta humanos.&amp;nbsp;O v&amp;iacute;rus da gripe su&amp;iacute;na cl&amp;aacute;ssico foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Saiba o que conhecemos desta doen&amp;ccedil;a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Quantos v&amp;iacute;rus de gripe su&amp;iacute;na existem?&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como todos os v&amp;iacute;rus de gripe, os su&amp;iacute;nos tamb&amp;eacute;m mudam constantemente. Os porcos podem ser infectados por v&amp;iacute;rus de gripe avi&amp;aacute;ria e humana. Quando todos contaminam o mesmo porco, pode haver mistura gen&amp;eacute;tica e novos v&amp;iacute;rus que s&amp;atilde;o uma mistura de su&amp;iacute;no, humano e avi&amp;aacute;rio podem aparecer. No momento, h&amp;aacute; quatro classes principais de v&amp;iacute;rus de gripe su&amp;iacute;na do tipo A s&amp;atilde;o H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Qual &amp;eacute; o v&amp;iacute;rus que est&amp;aacute; causando a crise atual? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;Eacute; uma vers&amp;atilde;o nova do H1N1. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Como os seres humanos pegam gripe su&amp;iacute;na? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Normalmente, esses v&amp;iacute;rus n&amp;atilde;o infectam humanos. Entretanto, vez por outra, muta&amp;ccedil;&amp;otilde;es no v&amp;iacute;rus permitem que eles contaminem pessoas. Na maioria das vezes, os cont&amp;aacute;gios acontecem quando h&amp;aacute; contato direto de humanos com porcos. Mas tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; houve casos em que, ap&amp;oacute;s a transmiss&amp;atilde;o inicial do porco para o homem, a partir dali o v&amp;iacute;rus passou a circular de pessoa para pessoa. Foi o caso de uma s&amp;eacute;rie de casos ocorridas em Wisconsin, EUA, em 1988. Nesses casos, a transmiss&amp;atilde;o ocorre como a gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas. &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Consumir carne de porco pode causar gripe su&amp;iacute;na? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
N&amp;atilde;o. Ao cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius, os v&amp;iacute;rus da gripe s&amp;atilde;o completamente destru&amp;iacute;dos, impedindo qualquer contamina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;strong&gt;Quais s&amp;atilde;o os sintomas da gripe su&amp;iacute;na? &lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;Os sintomas s&amp;atilde;o normalmente similares aos da gripe comum e incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com gripe su&amp;iacute;na tamb&amp;eacute;m tiveram coriza, garganta seca, n&amp;aacute;usea, v&amp;ocirc;mito e diarreia.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;strong&gt;Gripe su&amp;iacute;na mata?&lt;/strong&gt; 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ainda &amp;eacute; cedo para ter estat&amp;iacute;sticas precisas, mas&amp;nbsp;cerca de&amp;nbsp;um em cada 15 a 20 casos da doen&amp;ccedil;a at&amp;eacute; agora diagnosticados resultou em morte -- taxa considerada alta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Como se faz o diagn&amp;oacute;stico de gripe su&amp;iacute;na? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para identificar uma infec&amp;ccedil;&amp;atilde;o por um v&amp;iacute;rus influenza do tipo A, &amp;eacute; preciso analisar amostras respirat&amp;oacute;rias do paciente durante os primeiros 4 ou 5 dias da doen&amp;ccedil;a -- quando uma pessoa infectada tem mais chance de estar espalhando o v&amp;iacute;rus. Entretanto, algumas pessoas, especialmente crian&amp;ccedil;as, podem manter o v&amp;iacute;rus presente por dez dias ou mais. A identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do v&amp;iacute;rus &amp;eacute; ent&amp;atilde;o feita em teste de laborat&amp;oacute;rio. 
&lt;/p&gt;
</description>
      <link>/blogs/post/Informacoes-sobre-a-gripe-suina.aspx</link>
      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Tue, 28 Apr 2009 13:47:00 -0300</pubDate>
      <category>Artigos</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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    </item>
    <item>
      <title>Earth Day: Dia do Planeta Terra</title>
      <description>&lt;p&gt;
22 de abril&amp;nbsp;&amp;eacute; o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dia da Terra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, data que tem a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fazer com que as pessoas do mundo todo parem para pensar um pouco em meios para a preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio ambiente que est&amp;aacute; sendo destru&amp;iacute;do diariamente pelos homens.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pequenas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es podem levar a uma grande melhora para o nosso Planeta. N&amp;atilde;o temos o poder de melhorar essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o porque o que foi feito n&amp;atilde;o tem mais volta, mas temos a capacidade de estagnar no ponto em que estamos. Tudo que temos tiramos em forma de mat&amp;eacute;ria prima da Terra, mas devolvemos em forma de lixo. Esses recursos s&amp;atilde;o finitos e uma hora vai acabar. Depois que isso acontecer, o que voc&amp;ecirc; vai fazer? Por isso, essas atitudes devem ser intr&amp;iacute;nsecas &amp;agrave;s pessoas. Nada deve ser for&amp;ccedil;ado e sim, algo que venha da consci&amp;ecirc;ncia de cada um.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Veja algumas dicas de como colocar em pr&amp;aacute;tica no seu dia-a-dia uma atitude mais &amp;quot;verde&amp;quot;, &amp;agrave; favor do ar, da sa&amp;uacute;de e bem-estar das pessoas, da fauna, da flora, das &amp;aacute;guas, do Planeta Terra.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Procure fazer compra a cada duas semanas, em vez de uma vez por semana, para evitar o desperd&amp;iacute;cio de comida. Coma mais ovos e gr&amp;atilde;os e menos carne
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Uma torneira que pinga uma gota por minuto pode desperdi&amp;ccedil;ar mais de 11340 litros por ano. E ainda aumenta a conta no final do m&amp;ecirc;s.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Uma TV de plasma usa duas vezes mais energia que uma de LCD. TVs grandes tamb&amp;eacute;m gastam mais energia. Compre apenas a TV do tamanho certo para a sua sala. Aproveite para assistir TV com a fam&amp;iacute;lia n&amp;atilde;o deixando mais de uma ligada em um mesmo programa
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Desista do desodorizador de ambientes. Decore a sua casa com plantas e melhore a qualidade do ar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Quando o PC est&amp;aacute; ocioso, ele gasta mais energia. Use o modo econ&amp;ocirc;mico de seguran&amp;ccedil;a, ou melhor, desligue o monitor e o computador quando n&amp;atilde;o estiver usando
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Quando for trocar o seu computador ou telefone celular, recicle os eletr&amp;ocirc;nicos velhos em vez de jog&amp;aacute;-los no lixo
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Tome banhos mais curtos para economizar &amp;aacute;gua
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Instale l&amp;acirc;mpadas com sensor de presen&amp;ccedil;a nas &amp;aacute;reas externas. Assim, elas s&amp;oacute; acendem quando voc&amp;ecirc; precisar delas
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Se tiver espa&amp;ccedil;o em casa, fa&amp;ccedil;a uma pequena horta
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Tampar a panela enquanto uma comida cozinha faz com que seja aproveitado o calor que se dissipa no ar
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;nbsp;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Fa&amp;ccedil;a coleta seletiva na sua casa. Promova a reciclagem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Prefira embalagens recicl&amp;aacute;veis
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Verifique a integridade do escapamento do seu ve&amp;iacute;culo para garantir que a emiss&amp;atilde;o de g&amp;aacute;s carb&amp;ocirc;nico n&amp;atilde;o seja excessiva
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Tente dar mais caronas e usar o transporte p&amp;uacute;blico. Dirigir sozinho pode ser caro, e solit&amp;aacute;rio
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Quando for fazer compras, prefira sacolas reutiliz&amp;aacute;veis &amp;agrave;quelas descart&amp;aacute;veis. 
&lt;/p&gt;
</description>
      <link>/blogs/post/Earth-Day-Dia-do-Planeta-Terra.aspx</link>
      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Wed, 22 Apr 2009 13:20:00 -0300</pubDate>
      <category>Notícias</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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    </item>
    <item>
      <title>PÁSCOA: PASSAGEM PARA VIDA NOVA!</title>
      <description>&lt;p&gt;
O ritmo de nossas vidas &amp;eacute; marcado por passagens. Estamos em passagens cont&amp;iacute;nuas. Se observarmos a Natureza, veremos quantas passagens h&amp;aacute;. O nascer e o p&amp;ocirc;r do sol, todos os dias, parecem ser novos e diferentes. Cada onda de mar que observamos, silenciosa e atentamente, na praia, quebra-se de modo novo e diferente. As flores e as verduras que germinam, brotam, nascem e florescem s&amp;atilde;o sempre uma novidade. A cada noite parece que a lua tem novidades para revelar-nos. As estrelas parecem brincar, trocando de posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e brilhos. O p&amp;aacute;ssaro que nos acorda com seu canto e trinar, parece trazer melodias e tonalidades novas para cada amanhecer. O sorriso das pessoas, que nos cercam e a quem queremos bem, passa a ser diferente a cada novo amanhecer... E nosso dia-a-dia parece come&amp;ccedil;ar e terminar de modo muito semelhante. Ou &amp;eacute; apenas impress&amp;atilde;o nossa? A vida &amp;eacute; nova ou simplesmente se repete? Ou achamos que &amp;eacute; mais c&amp;ocirc;modo repetir &amp;ldquo;o que deu certo&amp;rdquo;? Assustamo-nos diante do novo? Tememos o novo e suas surpresas? Em uma escola, se observamos o comportamento das crian&amp;ccedil;as, dos adolescentes e jovens, veremos que a&amp;iacute; se imita a natureza. Cada dia come&amp;ccedil;a de modo novo e at&amp;eacute; surpreendente. N&amp;atilde;o sabemos como vai ser o dia. Temos de estar preparados para as surpresas de todos os tipos. E saber administr&amp;aacute;-las. Em certos momentos, &amp;eacute; muito dif&amp;iacute;cil ser s&amp;aacute;bio e equilibrado. O ano 2009 come&amp;ccedil;ou ao sabor das novidades e surpresas de todos os dias e mais algumas. Economicamente, o mundo est&amp;aacute; assustado e procurando sa&amp;iacute;das para os problemas que inventou. A Campanha da Fraternidade provocou-nos para abrir os olhos ao s&amp;eacute;rio e preocupante problema da seguran&amp;ccedil;a p&amp;uacute;blica. Parece que h&amp;aacute; gente brincando de matar pessoas e isto &amp;eacute; um &amp;ldquo;prato cheio&amp;rdquo; para os meios de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de massa. E, acabar com a vida de algu&amp;eacute;m passa a ser &amp;ldquo;normal&amp;rdquo;. Est&amp;aacute;-se em busca de serenidade para resolver os problemas; a seguran&amp;ccedil;a e seriedade no defender posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e decis&amp;otilde;es tomadas e assumidas; a abertura para a aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas propostas; a responsabilidade nos momentos de criatividade e inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o... S&amp;atilde;o momentos indicadores de vida nova que germina, nasce, brota, floresce e produzir&amp;aacute; frutos. Que ao in&amp;iacute;cio de 2009 todos possamos beber no po&amp;ccedil;o eterno da VIDA NOVA trazida pelo Ressuscitado. Que sejamos fontes dessa vida em nossas atividades e em nossos relacionamentos interpessoais. Que nossas fam&amp;iacute;lias estejam alimentadas e saciadas por essa &amp;aacute;gua da VIDA NOVA trazida e deixada por Jesus Ressuscitado. Que nossas escolas, viveiros da vida, sejam vertentes da vida em plenitude, que jorra do Cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jesus. Aos agricultores, que semeiam vida diariamente; aos trabalhadores das ind&amp;uacute;strias e do com&amp;eacute;rcio, que ajudam a sustentar a vida de tantas pessoas; aos profissionais da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aos pais, cultivadores de vida; aos servidores e &amp;agrave;s servidoras e a todas as pessoas de nossa comunidade, desejamos uma P&amp;Aacute;SCOA crist&amp;atilde; muito aben&amp;ccedil;oada e feliz. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
VIDA NOVA a todos! 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pe. Nestor Adolfo Eckert &lt;br /&gt;
&lt;a href="mailto:naeckert@terra.com.br"&gt;naeckert@terra.com.br&lt;/a&gt; 
&lt;/p&gt;
</description>
      <link>/blogs/post/PASCOA-PASSAGEM-PARA-VIDA-NOVA!.aspx</link>
      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Thu, 09 Apr 2009 11:59:00 -0300</pubDate>
      <category>Liturgia Dominical</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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    </item>
    <item>
      <title>África, AIDS e família: a proposta construtiva de Bento XVI</title>
      <description>&lt;h3&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&lt;em&gt;A imprensa internacional reduziu a proposta de enfrentamento da AIDS, levado a cabo pela Igreja na &amp;Aacute;frica e defendido pelo Papa em sua viagem &amp;agrave; &amp;Aacute;frica, &amp;agrave; quest&amp;atilde;o do uso ou n&amp;atilde;o de preservativos. Na verdade, por&amp;eacute;m, se trata de uma proposta muito mais ampla, baseada na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pessoa humana, na valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na solidariedade &amp;agrave;s fam&amp;iacute;lias e &amp;agrave; mulher, no apoio aos que sofrem. O N&amp;uacute;cleo de F&amp;eacute; e Cultura, da Pontif&amp;iacute;cia Universidade Cat&amp;oacute;lica de S&amp;atilde;o Paulo selecionou em seu sire trechos dos discursos do Papa que explicam essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;As estrat&amp;eacute;gias de luta contra a AIDS&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Penso que a realidade mais eficiente, mais presente na frente da luta contra a AIDS &amp;eacute; precisamente a Igreja cat&amp;oacute;lica, com os seus movimentos, com as suas diversas realidades. Penso na Comunidade de Santo Eg&amp;iacute;dio que faz tanto, vis&amp;iacute;vel e tamb&amp;eacute;m invisivelmente, pela luta contra a AIDS, nos Camilianos, em todas as outras realidades e em todas as Irm&amp;atilde;s que est&amp;atilde;o &amp;agrave; disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos doentes... Diria que n&amp;atilde;o se pode superar este problema da AIDS s&amp;oacute; com dinheiro, mesmo se necess&amp;aacute;rio, mas se n&amp;atilde;o h&amp;aacute; alma, se os africanos n&amp;atilde;o ajudam (assumindo a responsabilidade pessoal), n&amp;atilde;o se pode resolver o flagelo com a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de preservativos: ao contr&amp;aacute;rio, aumentam o problema. A solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;oacute; pode ser d&amp;uacute;plice: o primeira, uma humaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sexualidade, isto &amp;eacute;, uma renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o espiritual e humana que tenha em si um novo modo de se comportar uns com os outros; a segunda, uma verdadeira amizade tamb&amp;eacute;m e sobretudo pelas pessoas que sofrem, a disponibilidade, at&amp;eacute; com sacrif&amp;iacute;cios, com ren&amp;uacute;ncias pessoais, a estar com os sofredores. E estes s&amp;atilde;o os fatores que ajudam e proporcionam progressos vis&amp;iacute;veis. Portanto, diria esta nossa d&amp;uacute;plice for&amp;ccedil;a de renovar o homem interiormente, de dar for&amp;ccedil;a espiritual e humana para um comportamento justo em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pr&amp;oacute;prio corpo e ao do outro, e esta capacidade de sofrer com os que sofrem, de permanecer presente nas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de prova. Parece-me que esta &amp;eacute; a resposta justa, e a Igreja faz isto e oferece deste modo uma grand&amp;iacute;ssima e importante contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o [&lt;em&gt;Entrevista concedida aos jornalistas durante a viagem para a &amp;Aacute;frica, 17 de Mar&amp;ccedil;o de 2009&lt;/em&gt;].&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;As dificuldades da fam&amp;iacute;lia no momento atual &lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;No vosso pa&amp;iacute;s e no resto da &amp;Aacute;frica, tal como noutros continentes, a fam&amp;iacute;lia conhece efetivamente um per&amp;iacute;odo dif&amp;iacute;cil que a sua fidelidade a Deus ajudar&amp;aacute; a superar. Alguns valores da vida tradicional foram perturbados. As rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre as gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es alteraram-se de tal maneira que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o favorecem como antes a transmiss&amp;atilde;o dos conhecimentos antigos e da sabedoria herdade dos antepassados. Muitas vezes, assiste-se a um &amp;ecirc;xodo rural compar&amp;aacute;vel ao que viveram numerosos per&amp;iacute;odos humanos. A qualidade dos v&amp;iacute;nculos familiares resulta profundamente afetada. Desenraizados e fragilizados, os membros das gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es jovens, muitas vezes sem um verdadeiro trabalho, procuram rem&amp;eacute;dio para a sua vida infeliz refugiando-se em para&amp;iacute;sos ef&amp;ecirc;meros e artificiais importados, que, como se sabe, nunca chegam a assegurar ao homem uma felicidade profunda e duradoura. &amp;Agrave;s vezes o homem africano &amp;eacute; constrangido a fugir para fora de si mesmo e a abandonar tudo o que constitu&amp;iacute;a a sua riqueza interior. Confrontado com o fen&amp;ocirc;meno duma urbaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o galopante, ele abandona a sua terra, f&amp;iacute;sica e moralmente [...] Trata-se de uma fatalidade, de uma evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o inevit&amp;aacute;vel? Certamente n&amp;atilde;o! Mais do que nunca, devemos &amp;laquo;esperar contra toda a esperan&amp;ccedil;a&amp;raquo; (&lt;em&gt;Rm &lt;/em&gt;4, 18). Quero aqui prestar homenagem, com admira&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reconhecimento, ao not&amp;aacute;vel trabalho realizado por in&amp;uacute;meras associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que encorajam a vida de f&amp;eacute; e a pr&amp;aacute;tica da caridade. Deus as cumule de gra&amp;ccedil;as! [&lt;em&gt;Celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Eucar&amp;iacute;stica no Est&amp;aacute;dio Amadou Ahidjo, Camar&amp;otilde;es, 19 de Mar&amp;ccedil;o de 2009&lt;/em&gt;]. &lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Fortalecer a fam&amp;iacute;lia&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Entre os numerosos desafios que encontrais na vossa responsabilidade de Pastores, preocupa-vos de modo particular a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da fam&amp;iacute;lia. As dificuldades devidas especialmente ao impacto da modernidade e da seculariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a sociedade tradicional induzem-vos a preservar com determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o os valores fundamentais da fam&amp;iacute;lia africana, fazendo da sua evangeliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em profundidade uma das prioridades principais. Na promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da pastoral familiar, tendes a peito favorecer uma melhor compreens&amp;atilde;o da natureza, dignidade e fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do matrim&amp;ocirc;nio que sup&amp;otilde;e um amor indissol&amp;uacute;vel e est&amp;aacute;vel [Encontro com os bispos dos Camar&amp;otilde;es, 18 de Mar&amp;ccedil;o de 2009].&lt;br /&gt;
Uma destas realidades humanas, hoje sujeita a m&amp;uacute;ltiplas dificuldades e amea&amp;ccedil;as, &amp;eacute; a fam&amp;iacute;lia que tem particular necessidade de ser evangelizada e concretamente sustentada, porque, &amp;agrave; fragilidade e instabilidade interna de muitas uni&amp;otilde;es conjugais, se vem juntar a tend&amp;ecirc;ncia generalizada na sociedade e na cultura de contestar o car&amp;aacute;ter &amp;uacute;nico e a miss&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria da fam&amp;iacute;lia fundada sobre o matrim&amp;ocirc;nio. Na vossa solicitude de Pastores por cada ser humano, continuai a erguer a voz em defesa da sacralidade da vida humana e do valor do instituto matrimonial e para a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do papel da fam&amp;iacute;lia na Igreja e na sociedade, pedindo medidas econ&amp;ocirc;micas e legislativas que a sustentem na gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos filhos est&amp;aacute;vel [&lt;em&gt;Encontro com os bispos de Angola e S&amp;atilde;o Tom&amp;eacute;, 20 de Mar&amp;ccedil;o de 2009&lt;/em&gt;].&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;A constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da fam&amp;iacute;lia &lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Car&amp;iacute;ssimas fam&amp;iacute;lias, certamente j&amp;aacute; vos destes conta de que nenhum casal humano pode sozinho, unicamente com as suas pr&amp;oacute;prias for&amp;ccedil;as, oferecer adequadamente aos filhos o amor e o sentido da vida. De fato, para poder dizer a algu&amp;eacute;m: &amp;laquo;A tua vida &amp;eacute; boa, embora eu n&amp;atilde;o conhe&amp;ccedil;a o teu futuro&amp;raquo;, s&amp;atilde;o precisas uma autoridade e credibilidade superiores &amp;agrave;quilo que os pais por si s&amp;oacute;s podem dar. Os crist&amp;atilde;os sabem que esta autoridade superior est&amp;aacute; conferida &amp;agrave;quela fam&amp;iacute;lia mais ampla que Deus, atrav&amp;eacute;s do seu Filho Jesus Cristo e do dom do Esp&amp;iacute;rito Santo, criou na hist&amp;oacute;ria dos homens, isto &amp;eacute;, &amp;agrave; Igreja. Vemos aqui ao trabalho aquele Amor eterno e indestrut&amp;iacute;vel que assegura &amp;agrave; vida de cada um de n&amp;oacute;s um sentido permanente, apesar de n&amp;atilde;o conhecermos o futuro. Por este motivo, a edifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cada fam&amp;iacute;lia crist&amp;atilde; situa-se no contexto da fam&amp;iacute;lia maior que &amp;eacute; a Igreja, que a ap&amp;oacute;ia e abra&amp;ccedil;a no seu seio garantindo-lhe que sobre ela pousa, agora e no futuro, o &amp;laquo;sim&amp;raquo; do Criador. [&lt;em&gt;Encontro com os Movimentos Cat&amp;oacute;licos Para a Promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Mulher, 22 de Mar&amp;ccedil;o de 2009&lt;/em&gt;].&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Aos pais de fam&amp;iacute;lia &lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;E v&amp;oacute;s, queridos pais e m&amp;atilde;es de fam&amp;iacute;lia que me ouvis, tendes confian&amp;ccedil;a em Deus que faz de v&amp;oacute;s os pais e as m&amp;atilde;es dos Seus filhos de ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Aceitais que Ele conte convosco para transmitir aos vossos filhos os valores humanos e espirituais que recebestes e que h&amp;atilde;o de faz&amp;ecirc;-los viver no amor e no respeito do seu santo Nome? Neste nosso tempo, em que tantas pessoas sem escr&amp;uacute;pulos procuram impor o reino do dinheiro desprezando os mais indigentes, deveis estar muito atentos [...] Queria ainda dirigir uma exorta&amp;ccedil;&amp;atilde;o particular aos pais de fam&amp;iacute;lia, uma vez que S&amp;atilde;o Jos&amp;eacute; &amp;eacute; o seu modelo. Este santo revela o mist&amp;eacute;rio da paternidade de Deus sobre Cristo e sobre cada um de n&amp;oacute;s. S&amp;atilde;o Jos&amp;eacute; pode ensinar-lhes o segredo da sua pr&amp;oacute;pria paternidade, ele que velou pelo Filho do Homem. Tamb&amp;eacute;m cada pai recebe de Deus os seus filhos, criados &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a e imagem d&amp;rsquo;Ele. S&amp;atilde;o Jos&amp;eacute; foi o esposo de Maria. Tamb&amp;eacute;m cada pai de fam&amp;iacute;lia se v&amp;ecirc; confiar-lhe o mist&amp;eacute;rio da mulher atrav&amp;eacute;s da pr&amp;oacute;pria esposa. Como S&amp;atilde;o Jos&amp;eacute;, queridos pais de fam&amp;iacute;lia, respeitai e amai a vossa esposa, e guiai os vossos filhos, com amor e a vossa vigilante presen&amp;ccedil;a, para Deus onde eles devem estar (cf. &lt;em&gt;Lc&lt;/em&gt; 2, 49) [&lt;em&gt;Celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Eucar&amp;iacute;stica no Est&amp;aacute;dio Amadou Ahidjo, Camar&amp;otilde;es, 19 de Mar&amp;ccedil;o de 2009&lt;/em&gt;].&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="verdana,geneva"&gt;A mulher e a fam&amp;iacute;lia&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Hoje, amados angolanos, j&amp;aacute; ningu&amp;eacute;m deveria nutrir d&amp;uacute;vidas de que as mulheres t&amp;ecirc;m, na base da sua igual dignidade com os homens, &amp;laquo;pleno direito de se inserir ativamente em todos os &amp;acirc;mbitos p&amp;uacute;blicos, e o seu direito h&amp;aacute; de ser afirmado e protegido, inclusivamente atrav&amp;eacute;s de instrumentos legais, onde estes se revelem necess&amp;aacute;rios. O reconhecimento do papel p&amp;uacute;blico das mulheres n&amp;atilde;o deve, contudo, diminuir a fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o insubstitu&amp;iacute;vel que t&amp;ecirc;m no interior da fam&amp;iacute;lia: aqui, a sua contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o bem e o progresso social, apesar de pouco considerado, &amp;eacute; de um valor realmente inestim&amp;aacute;vel&amp;raquo; (Mensagem para o Dia Mundial da Paz em 1995, n. 9). Ali&amp;aacute;s, a n&amp;iacute;vel pessoal, a mulher sente a pr&amp;oacute;pria dignidade n&amp;atilde;o tanto como resultado da afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos no plano jur&amp;iacute;dico, como sobretudo direta conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia da aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o concreta, material e espiritual, recebida no cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o da fam&amp;iacute;lia. A presen&amp;ccedil;a materna no seio da fam&amp;iacute;lia &amp;eacute; t&amp;atilde;o importante para a estabilidade e o crescimento desta c&amp;eacute;lula fundamental da sociedade que deveria ser reconhecida, louvada e apoiada de todos os modos poss&amp;iacute;veis. E, pelo mesmo motivo, a sociedade deve chamar os maridos e pais &amp;agrave;s pr&amp;oacute;prias responsabilidades para com a fam&amp;iacute;lia [&lt;em&gt;Encontro com os Movimentos Cat&amp;oacute;licos Para a Promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Mulher, 22 de Mar&amp;ccedil;o de 2009&lt;/em&gt;].&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;A dignidade da mulher &lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;A todos exorto a tomar efetiva consci&amp;ecirc;ncia das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es desfavor&amp;aacute;veis a que estiveram &amp;ndash; e continuam a estar &amp;ndash; sujeitas muitas mulheres, examinando em que medida a conduta e as atitudes dos homens, &amp;agrave;s vezes falhos de sensibilidade ou responsabilidade, possam ser a causa daquelas. Os des&amp;iacute;gnios de Deus s&amp;atilde;o outros [...] Como podia o homem sozinho ser imagem e semelhan&amp;ccedil;a de Deus que &amp;eacute; uno e trino, de Deus que &amp;eacute; comunh&amp;atilde;o? &amp;laquo;N&amp;atilde;o &amp;eacute; conveniente que o homem esteja s&amp;oacute;; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele&amp;raquo; (&lt;em&gt;Gn&lt;/em&gt; 2, 20) [...] Como sabeis, irm&amp;atilde;os e irm&amp;atilde;s, esta ordem do amor pertence &amp;agrave; vida &amp;iacute;ntima do pr&amp;oacute;prio Deus, &amp;agrave; vida trinit&amp;aacute;ria, sendo o Esp&amp;iacute;rito Santo a hip&amp;oacute;stase pessoal do amor. Pois bem, &amp;laquo;no fundamento do des&amp;iacute;gnio eterno de Deus &amp;ndash; como dizia o saudoso &lt;/font&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;Papa Jo&amp;atilde;o Paulo II &lt;/font&gt;&lt;font face="verdana,geneva" size="2"&gt;&amp;ndash; a mulher &amp;eacute; aquela na qual a ordem do amor no mundo criado das pessoas encontra um terreno para deitar a sua primeira raiz&amp;raquo; (Carta apost&amp;oacute;lica &lt;em&gt;Mulieris dignitatem&lt;/em&gt;, 29). De fato, &amp;agrave; vista do gracioso encanto que irradia da mulher pela &amp;iacute;ntima gra&amp;ccedil;a que Deus lhe deu, o cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do homem ilumina-se e rev&amp;ecirc;-se nela: &amp;laquo;Esta &amp;eacute;, realmente, osso dos meus ossos e carne da minha carne&amp;raquo; (&lt;em&gt;Gn&lt;/em&gt; 2, 23). A mulher &amp;eacute; um outro &amp;laquo;eu&amp;raquo; na comum humanidade. H&amp;aacute; que reconhecer, afirmar e defender a igual dignidade do homem e da mulher: ambos s&amp;atilde;o pessoas, diversamente dos outros seres vivos do mundo que os rodeia. Ambos s&amp;atilde;o chamados a viver em profunda comunh&amp;atilde;o, no rec&amp;iacute;proco reconhecimento e dom de si mesmos, trabalhando juntos para o bem comum com as caracter&amp;iacute;sticas complementares do que &amp;eacute; masculino e do que &amp;eacute; feminino. Quem n&amp;atilde;o adverte, hoje, a necessidade de dar mais espa&amp;ccedil;o &amp;agrave;s &amp;laquo;raz&amp;otilde;es do cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;raquo;? Num mundo como o atual dominado pela t&amp;eacute;cnica, sente-se necessidade desta complementaridade da mulher, para o ser humano poder viver nele sem se desumanizar de todo. Pense-se nas terras onde abunda a pobreza, nas zonas devastadas pela guerra, em tantas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es tr&amp;aacute;gicas resultantes de emigra&amp;ccedil;&amp;otilde;es for&amp;ccedil;adas ou n&amp;atilde;o&amp;hellip; S&amp;atilde;o quase sempre as mulheres que l&amp;aacute; mant&amp;ecirc;m intacta a dignidade humana, defendem a fam&amp;iacute;lia e tutelam os valores culturais e religiosos [Encontro com os Movimentos Cat&amp;oacute;licos Para a Promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Mulher, 22 de Mar&amp;ccedil;o de 2009].&lt;br /&gt;
Particularmente inquietante &amp;eacute; o jugo opressivo da discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre mulheres e jovens meninas, para n&amp;atilde;o falar daquela pr&amp;aacute;tica inqualific&amp;aacute;vel que &amp;eacute; a viol&amp;ecirc;ncia e explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o sexual que lhes causa tantas humilha&amp;ccedil;&amp;otilde;es e traumas. Devo ainda referir uma nova &amp;aacute;rea de grave preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: as pol&amp;iacute;ticas de quantos, com a miragem de fazer avan&amp;ccedil;ar o &amp;laquo;edif&amp;iacute;cio social&amp;raquo;, est&amp;atilde;o amea&amp;ccedil;ando os seus pr&amp;oacute;prios alicerces. Que amarga &amp;eacute; a ironia daqueles que promovem o aborto como um dos cuidados de sa&amp;uacute;de &amp;laquo;materna&amp;raquo;! Como &amp;eacute; desconcertante a tese de quantos defendem a supress&amp;atilde;o da vida como uma quest&amp;atilde;o de sa&amp;uacute;de reprodutiva [&lt;em&gt;Encontro com as autoridades pol&amp;iacute;ticas e civis e com o corpo diplom&amp;aacute;tico junto ao governo de Angola, 20 de Mar&amp;ccedil;o de 2009&lt;/em&gt;].&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="verdana,geneva"&gt;Diante do sofrimento&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;
&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="verdana,geneva"&gt;Penso tamb&amp;eacute;m em todos os doentes e de modo especial aqui, na &amp;Aacute;frica, naqueles que s&amp;atilde;o v&amp;iacute;timas de doen&amp;ccedil;as como a AIDS, a mal&amp;aacute;ria e a tuberculose [...] Perante o sofrimento, a doen&amp;ccedil;a e a morte, o homem &amp;eacute; tentado a gritar sob o efeito da dor, como fez J&amp;oacute;, cujo nome significa &amp;laquo;sofredor&amp;raquo; (cf. Greg&amp;oacute;rio Magno, &lt;em&gt;Moralia in J&amp;oacute;&lt;/em&gt;, I, 1, 15). O pr&amp;oacute;prio Jesus gritou, pouco antes de morrer (cf. &lt;em&gt;Mc&lt;/em&gt; 15, 37; &lt;em&gt;Heb&lt;/em&gt; 5, 7). Quando a nossa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o se degrada, aumenta a ang&amp;uacute;stia; alguns s&amp;atilde;o tentados a duvidar da presen&amp;ccedil;a de Deus na sua vida. J&amp;oacute;, pelo contr&amp;aacute;rio, &amp;eacute; consciente da presen&amp;ccedil;a de Deus na sua vida; o seu grito n&amp;atilde;o se faz revolta, mas, do mais fundo da sua desgra&amp;ccedil;a, faz subir a express&amp;atilde;o da sua confian&amp;ccedil;a (cf. &lt;em&gt;J&amp;oacute;&lt;/em&gt; 19; 42, 2-6).&lt;font face="verdana,geneva"&gt; Os seus amigos &amp;ndash; como faz cada um de n&amp;oacute;s diante do sofrimento de um ser querido &amp;ndash; esfor&amp;ccedil;am-se por consol&amp;aacute;-lo, mas usam palavras vazias&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="verdana,geneva"&gt;. Na presen&amp;ccedil;a de sofrimentos atrozes, sentimo-nos inaptos e n&amp;atilde;o encontramos as palavras justas. Diante de um irm&amp;atilde;o ou uma irm&amp;atilde; imersos no mist&amp;eacute;rio da Cruz, o sil&amp;ecirc;ncio respeitoso e compassivo, a nossa presen&amp;ccedil;a assistida pela ora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, um gesto de ternura e conforto, um olhar, um sorriso, podem fazer melhor do que muitos discursos [...] No &amp;acirc;mago do desespero, da revolta, Cristo prop&amp;otilde;e-nos a sua presen&amp;ccedil;a amorosa, ainda que tenhamos dificuldade em compreender que Ele est&amp;aacute; ao nosso lado. S&amp;oacute; a vit&amp;oacute;ria final do Senhor nos desvendar&amp;aacute; o sentido definitivo das nossas provas [&lt;em&gt;Encontro com os doentes no Centro Cardeal Paul Emile L&amp;eacute;ger, Camar&amp;otilde;es, 19 de Mar&amp;ccedil;o de 2009&lt;/em&gt;].&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;
&lt;/p&gt;
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      <link>/blogs/post/Africa-AIDS-e-familia-a-proposta-construtiva-de-Bento-XVI.aspx</link>
      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Sat, 04 Apr 2009 14:16:00 -0300</pubDate>
      <category>Artigos</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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    <item>
      <title>Os idosos, meus mestres!</title>
      <description>&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;Houve &amp;eacute;poca, na vida de cada um de n&amp;oacute;s, em que, se tiv&amp;eacute;ssemos d&amp;uacute;vidas ou quis&amp;eacute;ssemos matar curiosidades, ter certezas, resolver d&amp;uacute;vidas, pergunt&amp;aacute;vamos aos jovens. Eles &amp;ldquo;estavam por dentro&amp;rdquo;, &amp;ldquo;estavam na onda&amp;rdquo;, &amp;ldquo;tinham ginga&amp;rdquo;, &amp;rdquo;entendiam das coisas&amp;rdquo; etc.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;Com o tempo, suas respostas ficavam vazias. N&amp;atilde;o resolviam nossas d&amp;uacute;vidas e nossos inquietos questionamentos. Fic&amp;aacute;vamos a questionar e os jovens tinham o m&amp;eacute;rito de fazer com que nos question&amp;aacute;ssemos cada vez mais. Mas, resposta que era boa!, n&amp;atilde;o vinha. E continu&amp;aacute;vamos inquietos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;Particularmente, passei a ler livros sobre filosofia oriental. Assisti a filmes daquela maneira de viver, fundamentados na cultura Budista, na reflex&amp;atilde;o, no respeito a toda criatura, no escutar para depois falar... Eu estava &amp;agrave; procura de algum mestre, sem saber que era isso que procurava!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;Um dia, as surpresas da vida me ofereceram a feliz e alegre, rica e grata oportunidade de lecionar uma disciplina na Universidade, intitulada &amp;ldquo;Antropologia Cultural&amp;rdquo;. Que descoberta! Que surpresa! Que riqueza! Que beleza! Eu estava achando um caminho...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;Depois de ler muit&amp;iacute;ssimo, n&amp;atilde;o sei ao certo quantos livros &amp;ldquo;devorei, em um m&amp;ecirc;s de f&amp;eacute;rias na praia: uma hora na &amp;aacute;gua, uma hora de caminhada, seis horas de sono. O resto do tempo (16 horas), leituras e leituras. Al&amp;eacute;m disso, naquelas f&amp;eacute;rias tive a felicidade de conviver (papeando e conversando, conversando e papeando, caminhando e papeando) com um ex-colega meu de estudos (o Mateus Buss, um alem&amp;atilde;o da gema!), que estava, fazia quatro anos, vivendo na &amp;Aacute;frica. Que escola aquela semana!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;Entre as descobertas provindas das leituras, dos papos, das reflex&amp;otilde;es pessoais, das&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;tentativas de sistematiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e conclus&amp;otilde;es sobre as informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es obtidas, uma coisa ficou clara: em todas as culturas das sociedades conhecidas, a pessoa idosa sempre foi respeitada, admirada, consultada, seguida, obedecida, amada e imitada. Quando as pessoas de certas sociedades come&amp;ccedil;aram a n&amp;atilde;o dar o devido valor &amp;agrave; experi&amp;ecirc;ncia dos idosos, a hist&amp;oacute;ria de sua decad&amp;ecirc;ncia come&amp;ccedil;ou. Isso entre os eg&amp;iacute;pcios, entre os gregos, entre os romanos, entre os ind&amp;iacute;genas da Am&amp;eacute;rica, da Oceania etc.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;Cientificamente, estava sendo mostrado e provado, com evid&amp;ecirc;ncia e sufici&amp;ecirc;ncia, com credibilidade e confiabilidade, para mim, de que as diversas culturas viam em seus idosos os verdadeiros mestres de vida. E admiravam-nos e os seguiam e imitavam ou tentavam imit&amp;aacute;-los. E, as pessoas idosas passavam a serem vistas e a serem respeitadas como mestres e mestras.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;E, hoje, em pleno ano 2009, fico a perguntar se aquelas leituras de h&amp;aacute; 20 anos, se aquelas conversas &amp;agrave; beira do mar e ao som das ondas, se minhas reflex&amp;otilde;es e convic&amp;ccedil;&amp;otilde;es eram puras alucina&amp;ccedil;&amp;otilde;es? Fico intrigado e perplexo, embasbacado e &amp;ldquo;abobalhado&amp;rdquo; quando hoje vejo jovens que n&amp;atilde;o querem nem ver, muito menos, conversar com &amp;ldquo;velhos&amp;rdquo;. Para muitos jovens, &amp;ldquo;os velhos est&amp;atilde;o ultrapassados e s&amp;atilde;o babacas&amp;rdquo; porque n&amp;atilde;o sabem iniciar o programa de um computador, porque n&amp;atilde;o conseguem descobrir todas as potencialidades de um celular, porque se atrapalham para fazer funcionar um aparelho de CD, n&amp;atilde;o entendem o que &amp;eacute; &amp;ldquo;pen drive&amp;rdquo; etc.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;Eacute; covardia perguntar: mas, esses jovens sabem armar uma arapuca? Ou, antes, sabem o que &amp;eacute; arapuca? Pulam em um rio e o atravessam-no a nado sem antes terem tido aulas caras de nata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Sabem distinguir quando o tempo est&amp;aacute; para chuva ou trar&amp;aacute; uma seca? Distinguem as fases da lua, apenas olhando para o c&amp;eacute;u sem uso de calend&amp;aacute;rio lunar? Sabem o que significam as noites plenas de vagalumes e pirilampos? Sabem o que significa o canto das cigarras e o v&amp;ocirc;o das lib&amp;eacute;lulas?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;A todas essas perguntas, meus queridos &amp;ldquo;velhos&amp;rdquo; t&amp;ecirc;m respostas na hora. Conclus&amp;atilde;o de tudo: os idosos ou as pessoas idosas s&amp;atilde;o meus mestres. Tento ser um humilde e aplicado aluno! Mas, ainda tenho muito a aprender. Queridas pessoas idosas: ensinem-nos o grande valor da vida! Estamos sem rumo... Por isso, fazemos barulho, gritamos, n&amp;atilde;o conhecemos m&amp;uacute;sica cl&amp;aacute;ssica, n&amp;atilde;o queremos escut&amp;aacute;-los e, se for necess&amp;aacute;rio, n&amp;oacute;s os desprezamos! Desculpem-nos! Somos apenas maus alunos que insistimos em n&amp;atilde;o querer aprender com mam&amp;atilde;e HIST&amp;Oacute;RIA! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;Pe. Nestor Adolfo Eckert,scj&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Verdana"&gt;&lt;a href="mailto:naeckert@terra.com.br"&gt;naeckert@terra.com.br&lt;/a&gt; &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
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      <author>portal.nospam@nospam.dehonbrasil.com (Admin)</author>
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      <pubDate>Sat, 28 Mar 2009 18:09:00 -0300</pubDate>
      <category>Reflexões</category>
      <dc:publisher>Admin</dc:publisher>
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