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Miss�o Dehoniana

Entrevistas

Durante o m�s de outubro, vamos publicar entrevistas e testemunhos de mission�rios dehonianos que realizam seu apostolado nos  mais diversos pa�ses.

S�o padres , irm�os e religiosos que dedicam sua vida � miss�o e � evangeliza��o, com o carisma da repara��o e do minist�rio do amor, seguindo os passos de Padre Dehon.

 

 

04/10 - PADRE ALO�SIO BACK SCJ

PORTAL DEHON BRASIL - A Congrega��o tem falado muito sobre miss�o nos �ltimos anos. Como essa urg�ncia � vista na Filipinas? Quais os maiores desafios na miss�o hoje?

PADRE BACK - Se estou bem informado, a �sia � o continente menos evangelizado em termos de cristianismo, e o mais populoso. Filipinas � a terra prometida da �sia. Chegamos a terra prometida, e � hora dos judeus se dispersarem. Eu defendo o princ�pio de que as Filipinas � o pa�s �porta de entrada�, ou �p� de apoio�, para um posterior avan�o � �sia. Aqui � f�cil come�ar: o que n�o � t�o f�cil � o ir para outros pa�ses. Certamente um dos desafios � o di�logo com a cultura e religi�es asi�ticas; outro desafio e a l�ngua local que, al�m de dif�cil, em muitos pa�ses n�o � uniforme.

 

PORTAL DEHON BRASIL - Nossa �ltima Confer�ncia Geral fala da miss�o ad gentes. O Brasil sempre recebeu mission�rios e agora d� largos passos no envio de mission�rios. O que ainda pode ser feito nesse sentido?

PADRE BACK - Eu gostaria de acreditar que a express�o: �agora d� largos passos no envio de mission�rios,� se tornasse verdadeira tamb�m para as nossas prov�ncias brasileiras em rela��o � �sia. Tenho a impress�o que os �ltimos cap�tulos provinciais refletem um avan�o das nosssas prov�ncias em rela��o � Am�rica Latina, �frica, e talvez Europa. Eu acho que nossas prov�ncias precisam come�ar a conhecer mais a realidade da �sia. N�o basta ouvir o que n�s daqui dizemos. Eu mesmo muitas vezes tenho evitado, ou falado com medo sobre as Filipinas, porque � muito dif�cil falar a quem nada viu ou nunca se interessou a saber; a vis�o que se d� normalmente � muito parcial, unilateral, e limitada, quando n�o ilus�ria. Perguntem ao Pe Cl�udio Weber,scj (Conselheiro Geral) o que pensava da �sia antes de vir para c� e o que pensa hoje?! Estamos na era da globaliza��o, n�o existe mais o perto e o longe. Longe, hoje, � o lugar onde a gente n�o gosta de ir. Pe. Dehon, com menos recursos econ�micos e meios de transporte, visitou Filipinas.

 

PORTAL DEHON BRASIL - O que � ser dehoniano mission�rio?

PADRE BACK - � estar � disposi��o de Deus, da Igreja e da Congrega��o onde for mais necess�rio: �Ecce Venio!� Onde h� mais necessidade que na �sia? � trabalhar de cora��o na constru��o do Reino de justi�a, amor, e paz: �Adveniat Regnum Tuum!"

 

PORTAL DEHON BRASIL - Deixe seu testemunho.

PADRE BACK -  Meu nome � padre Alo�sio Back, scj. Tenho 55 anos de idade, completando 56. Nasci nos tempos em que se pregava miss�es envolvendo o povo em �prociss�es a vela� e que sempre encerrava com o �plantar de uma cruz.� Estas duas cenas n�o se apagam da minha mem�ria  de inf�ncia. Eu ainda era crian�a. N�o me lembro nada do que o padre pregou, nem sei dizer se era jesu�ta ou franciscano, se era velho ou novo, nem sei se deu catequese para as crian�as. S� me lembro que mam�e preparou (o padre mandou) para n�s, crian�as, uma tocha com uma velinha, na ponta de uma varinha, envolvida em papel colorido, que evitava que ela se apagasse e ao mesmo tempo dava um tom de solenidade; e como a gente cuidava para que ela n�o se apagasse! E l� ia a gente todo �faceiro� de �p� no ch�o�, trope�ando no calcanhar de quem caminhava a frente, mas a vela n�o se apagava. Que emo��o,  todo mundo (para mim, nesta idade, S�o Martinho, minha vila, era tudo o que eu sabia do mundo) de vela na m�o, em prociss�o de noite!

E a cruz? A cruz se �plantava� perto da Igreja: madeira maci�a,  erguida a for�a de bra�o e fuma�a de foguete. Era o marco da f� que se implantava para nunca mais esquecer. O que dava medo era ver os cavalos de montaria e charrete relinchar, se empinar e �velhaquear� assustados pelo estrondo do foguet�rio.

Anos mais tarde, acho que foi outubro de 1968, eu vi tr�s mission�rios dehonianos partirem para o Maranh�o � um  era meu reitor no Semin�rio de Corup�, pe Antonio Dingler, scj; outro era meu primo, cuja primeira missa eu assisti (pe. Odilo Erhart). Depois me falaram que pe. Dingler foi o pregador de sua primeira missa; o terceiro, para mim ate ent�o um ilustre desconhecido (pe. Humberto Penso, scj).

Quando eu fui ordenado, final de 1982, dois companheiros de ordena��o juntaram-se ao pe. Antonio Dingler, scj rumo � nova miss�o que ia nascendo em Paranaita, �nort�o� do Mato Grosso.

Provavelmente algu�m a esta altura vai concluir: ent�o � por isso que ele se tornou mission�rio! N�o sei, mas sei que, quando me convidaram para ir ao Congo, eu simplesmente respondi: n�o! Mais tarde, quando convidado a juntar-me a miss�o do Mato Grosso...respondi sem dificuldade: sim.

Quando vi a carta (1990) do ent�o Superior Geral , pe. Virginio Panteghini, solicitando mais gente para a miss�o das Filipinas escrevi ao ent�o Provincial: �Estou dispon�vel para a miss�o das Filipinas, se n�o deixe-me no Mato Grosso, que estou muito bem c�.�

Cheguei nas Filipinas no dia 12 de dezembro de 1991. Aqui trabalhei um ano e meio na par�quia, e da� pra frente na forma��o. Trabalhei em todos os est�gios da forma��o e, desde 2002, exer�o a fun��o de Mestre de Novi�os. Temos dois padres filipinos, um di�cono, 20 fratres na teologia, 7 no noviciado, 2 no postulantado, 30 na Filosofia.

Se me perguntarem o que ser� o meu amanh�: n�o sei! � f�cil ler a vida para tr�s, ler pra frente...n�o sei...s� Deus sabe!

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2006-2008 - Congrega��o dos Padres do Sagrado Cora��o de Jesus
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