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Especial
Miss�o Dehoniana
Entrevistas
Durante o
m�s de outubro, vamos publicar entrevistas e
testemunhos de mission�rios dehonianos que
realizam seu apostolado nos mais diversos
pa�ses.
S�o padres ,
irm�os e religiosos que dedicam sua vida �
miss�o e � evangeliza��o, com o carisma da
repara��o e do minist�rio do amor, seguindo os
passos de Padre Dehon.
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PADRE BACK
- Eu gostaria de acreditar que a
express�o: �agora d� largos passos no envio de mission�rios,� se tornasse
verdadeira tamb�m para as nossas prov�ncias brasileiras em rela��o � �sia. Tenho
a impress�o que os �ltimos cap�tulos provinciais refletem um avan�o das nosssas
prov�ncias em rela��o � Am�rica Latina, �frica, e talvez Europa. Eu acho que
nossas prov�ncias precisam come�ar a conhecer mais a realidade da �sia. N�o
basta ouvir o que n�s daqui dizemos. Eu mesmo muitas vezes tenho evitado, ou
falado com medo sobre as Filipinas, porque � muito dif�cil falar a quem nada viu
ou nunca se interessou a saber; a vis�o que se d� normalmente � muito parcial,
unilateral, e limitada, quando n�o ilus�ria. Perguntem ao Pe Cl�udio Weber,scj
(Conselheiro Geral) o que pensava da �sia antes de vir para c� e o que pensa
hoje?! Estamos na era da globaliza��o, n�o existe mais o perto e o longe. Longe,
hoje, � o lugar onde a gente n�o gosta de ir. Pe. Dehon, com menos recursos
econ�micos e meios de transporte, visitou Filipinas.
PORTAL DEHON BRASIL
-
O que � ser dehoniano mission�rio?
PADRE BACK -
� estar � disposi��o de Deus, da Igreja e da
Congrega��o onde for mais necess�rio: �Ecce Venio!� Onde h� mais
necessidade que na �sia? � trabalhar de cora��o na constru��o do Reino de
justi�a, amor, e paz: �Adveniat Regnum Tuum!"
PORTAL DEHON BRASIL
- Deixe seu testemunho.
PADRE BACK -
Meu nome � padre Alo�sio Back, scj. Tenho 55 anos
de idade, completando 56. Nasci nos tempos em que se pregava miss�es envolvendo
o povo em �prociss�es a vela� e que sempre encerrava com o �plantar de uma
cruz.� Estas duas cenas n�o se apagam da minha mem�ria de inf�ncia. Eu ainda
era crian�a. N�o me lembro nada do que o padre pregou, nem sei dizer se era
jesu�ta ou franciscano, se era velho ou novo, nem sei se deu catequese para as
crian�as. S� me lembro que mam�e preparou (o padre mandou) para n�s, crian�as,
uma tocha com uma velinha, na ponta de uma varinha, envolvida em papel colorido,
que evitava que ela se apagasse e ao mesmo tempo dava um tom de solenidade; e
como a gente cuidava para que ela n�o se apagasse! E l� ia a gente todo
�faceiro� de �p� no ch�o�, trope�ando no calcanhar de quem caminhava a frente,
mas a vela n�o se apagava. Que emo��o, todo mundo (para mim, nesta idade, S�o
Martinho, minha vila, era tudo o que eu sabia do mundo) de vela na m�o, em
prociss�o de noite!
E a cruz? A cruz se �plantava� perto da Igreja:
madeira maci�a, erguida a for�a de bra�o e fuma�a de foguete. Era o marco da f�
que se implantava para nunca mais esquecer. O que dava medo era ver os cavalos
de montaria e charrete relinchar, se empinar e �velhaquear� assustados pelo
estrondo do foguet�rio.
Anos mais tarde, acho que foi outubro de 1968, eu
vi tr�s mission�rios dehonianos partirem para o Maranh�o � um era meu reitor no
Semin�rio de Corup�, pe Antonio Dingler, scj; outro era meu primo, cuja primeira
missa eu assisti (pe. Odilo Erhart). Depois me falaram que pe. Dingler foi o
pregador de sua primeira missa; o terceiro, para mim ate ent�o um ilustre
desconhecido (pe. Humberto Penso, scj).
Quando eu fui ordenado, final de 1982, dois
companheiros de ordena��o juntaram-se ao pe. Antonio Dingler, scj rumo � nova
miss�o que ia nascendo em Paranaita, �nort�o� do Mato Grosso.
Provavelmente algu�m a esta altura vai concluir:
ent�o � por isso que ele se tornou mission�rio! N�o sei, mas sei que, quando me
convidaram para ir ao Congo, eu simplesmente respondi: n�o! Mais tarde, quando
convidado a juntar-me a miss�o do Mato Grosso...respondi sem dificuldade: sim.
Quando vi a carta (1990) do ent�o Superior Geral
, pe. Virginio Panteghini, solicitando mais gente para a miss�o das Filipinas
escrevi ao ent�o Provincial: �Estou dispon�vel para a miss�o das Filipinas, se
n�o deixe-me no Mato Grosso, que estou muito bem c�.�
Cheguei nas Filipinas no dia 12 de dezembro de
1991. Aqui trabalhei um ano e meio na par�quia, e da� pra frente na forma��o.
Trabalhei em todos os est�gios da forma��o e, desde 2002, exer�o a fun��o de
Mestre de Novi�os. Temos dois padres filipinos, um di�cono, 20 fratres na
teologia, 7 no noviciado, 2 no postulantado, 30 na Filosofia.
Se me perguntarem o que ser� o meu amanh�: n�o
sei! � f�cil ler a vida para tr�s, ler pra frente...n�o sei...s� Deus sabe!
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