Especiais

  

<< IN�CIO
 n�s, dehonianos
  congrega��o
Padre Dehon
Sobre a Congrega��o
Vocacional
Miss�es
Links
  Not�cias
   
  fam�lia dehonianaA
Leigos Dehonianos
MDJ - Miss�o Dehoniana Juvenil
Fraternidade Mariana

 atividades
comunica��o
Pe. Zezinho scj
Pe. L�o scj
Pe. Jo�ozinho scj
Revista IRaoPOVO
M�sica | R�dio on line
Publica��es
Artigos
Especiais
par�quias
interatividade
Fale Conosco
Mural de Recados
Blog�s
Mapa de Visitas
WAP - o Portal no celular!
Inclua nos seus favoritos
Torne o site sua p�gina inicial


 

 

 Nascituro

QUEM � O NASCITURO?

Nascituro n�o � uma palavra usualmente utilizada. Trata-se, segundo os dicion�rios, dos seres concebidos, mas ainda n�o dados � luz.

Agora a CNBB prop�e para a sociedade brasileira o Dia do Nascituro, aos oito de outubro, e a Semana de Defesa e Promo��o da Vida. Entendo que com esta iniciativa pretende que todos n�s reflitamos sobre a vida humana, o momento do seu in�cio, seu significado e sua dignidade.

Infelizmente existem pessoas interessadas em rebaixar o valor da vida humana, ou mesmo questionar a sua exist�ncia, principalmente nos primeiros momentos da gesta��o. Pretende-se induzir ao erro a sociedade brasileira de forma que at� as pessoas de boa f�, cat�licos e n�o cat�licos, passem a acreditar que a vida humana � na forma de embri�o humano ou feto humano, por exemplo -, sejam apenas �coisas� que podemos manipular na depend�ncia de interesses particulares.

Dentre tantos aspectos que envolvem o nascituro, parece-me importante destacar um: quando � que come�a uma nova vida humana.

A Biologia e a Gen�tica confirmam que, no exato momento da fecunda��o, isto �, quando se unem o �vulo humano (gameta feminino) com o espermatoz�ide (gameta masculino), inicia-se uma nova vida que passa a se desenvolver por conta pr�pria. No momento da fecunda��o se cria um patrim�nio gen�tico diferente daquele do pai e da m�e. Nesse seu patrim�nio gen�tico o embri�o cont�m toda a for�a de seu desenvolvimento sucessivo: Todos os caracteres corporais, a for�a para desenvolver as primeiras c�lulas, o des�gnio para deslocar essas c�lulas e construir os �rg�os. Esse processo acontece sem descontinuidade, � cont�nuo do come�o ao fim, sem saltos de qualidade, quer dizer, sempre o mesmo sujeito, o mesmo patrim�nio gen�tico individualizado. Desde o come�o, pode-se conhecer o sexo daquele indiv�duo, por exemplo.

Alguns argumentam que o embri�o n�o � um ser humano, antes de 5 a 7 dias, quando ent�o se ligaria ao �tero da m�e. � claro que se n�s temos uma crian�a rec�m nascida, por exemplo, que n�o � alimentada pela m�e, ela morre. Mas n�o � a alimenta��o que produz a crian�a. Ent�o n�o � a implanta��o que faz do embri�o um ser humano. A implanta��o faz com que o embri�o, que j� � uma vida humana, cres�a e se desenvolva. Nos primeiros dias o embri�o se alimenta daquilo que encontra no �vulo que foi fecundado e depois se implanta para ser alimentado pelo corpo da mulher, mas j� est� ativo, j� existe.

A constru��o de uma casa requer o envolvimento do arquiteto que faz o desenho, do empreiteiro que administra a constru��o, dos pedreiros que executam a obra e do material necess�rio. No embri�o, essas diferentes fun��es (o desenho, a coordena��o, a constru��o e o material de constru��o) se encontram e se ativam por dentro; ele � o arquiteto, o empreiteiro, o pedreiro e o pr�prio material.

Outros dizem que at� os 15 dias ainda n�o se formaram os sinais daquilo que vai ser o c�rebro. At� que n�o existam os fios neurol�gicos ainda n�o existe c�rebro. Mas sabemos que o c�rebro se desenvolve porque o embri�o o faz desenvolver. O c�rebro do feto n�o vai se desenvolver por a��o da m�e, mas se desenvolve atrav�s dos genes que est�o dentro do embri�o desde o primeiro momento da fecunda��o.

Outros, ainda, dizem que tamb�m o embri�o quando for implantado pode se dividir em dois, ent�o se um ainda pode se dividir em dois, ainda n�o temos certeza da sua identidade. Mas quando acontecem os g�meos, a gemina��o do embri�o n�o destr�i o primeiro embri�o, mas separando-se algumas c�lulas estas se tornam um outro embri�o. O primeiro embri�o continua o mesmo e o segundo embri�o continua a se desenvolver. Ent�o temos o dobro das raz�es para defend�-los porque s�o dois embri�es.

Desde a fecunda��o o embri�o � um ser humano e tem que ser respeitado como ser humano. A personalidade psicol�gica e social, a gente cria depois do nascimento mas a dignidade de pessoa existe desde quando come�a a vida do ser humano.

Como recentemente, passando pelo Brasil, lembrou-nos Dom Elio Sgreccia, Presidente da Pontif�cia Academia Para a Vida, do Vaticano:
"Lutamos contra a discrimina��o entre brancos e negros, lutamos e estamos lutando conta a discrimina��o entre pobres e ricos, essas s�o formas de discrimina��o que poder�amos descrever como formas de discrimina��o horizontais. N�o podemos permitir que se coloque a discrimina��o vertical dentro do pr�prio ser humano. Cada um de n�s pode dizer "eu tenho o mesmo valor desde o primeiro dia at� hoje" e se algu�m tivesse feito uma a��o de elimina��o, depois do primeiro momento da fecunda��o, aquele embri�o n�o estaria aqui hoje a discutir a identidade do embri�o ".

O que as ci�ncias biol�gicas descobriram sobre a vida humana n�o est�, ent�o, em contradi��o com os ensinamentos da Igreja que nos ensina que

 �A partir do momento em que o �vulo � fecundado, inaugura-se uma nova vida que n�o � a do pai nem a da m�e, mas sim a de um novo ser humano que se desenvolve por conta pr�pria. Nunca mais se tornaria humana, se n�o o fosse j� desde ent�o.�

(Jo�o Paulo II - Carta Enc�clica EVANGELIUM VITAE, n.60

Interromper este processo que se inicia na fecunda��o, por meio do congelamento de embri�es, da �p�lula do dia seguinte� ou por tantas outras formas de aborto provocado, � interromper uma vida, isto �, matar um ser humano ainda n�o nascido: o nascituro.

 

Dalton Luiz de Paula Ramos

Professor de Bio�tica na USP

Membro da equipe de assessores em Bio�tica da CNBB e da Pontif�cia Academia Para a Vida

Fonte: CNBB

 

LEIA MAIS:

 
>> DECLARA��O SOBRE EXIG�NCIAS �TICAS EM DEFESA DA VIDA


>> SOFRIMENTO SILENCIOSO DOS QUE AINDA N�O NASCERAM

>>
O problema do aborto

>> Reduzir o custo dos anticoncepcionais basta?

 

2006-2008 - Congrega��o dos Padres do Sagrado Cora��o de Jesus
PORTAL DEHON BRASIL

Todos os artigos assinados s�o de responsabilidade de seus autores.


        O que � isso?