Missão Dehoniana Juvenil

quem somos

 

Pe. Dehon foi um homem antenado na história e nas mudanças políticas, religiosas e econômicas do seu tempo. Ele percebeu a existência dos pobres e o descaso que os burgueses tinham já naquele tempo, pelos menos favorecidos.

            Ele propôs um trabalho que chegasse até o trabalhador com o objetivo de mudar a ele e a sua família.

            Naquela época, as correntes políticas eram mais ouvidas que as pregações da Igreja. Para eles, missão era a conquista e imposição e nunca partilha e aprendizado.

            Hoje, os tempos mudaram, o jovem fica feliz com o sucesso dos outros e se mostram capazes de buscar um outro caminho. É preciso se ter uma visão aberta na Igreja, não ficar bitolado no seu grupo ou  no seu movimento, é preciso perceber que existem pessoas vivendo, fazendo e dizendo coisas maravilhosas em outros grupos e movimentos.

            A Igreja não quer nenhuma cabeça, nenhum coração fechado para as outras realidades da Igreja, ela quer jovens de fato missionários e capazes de se misturar com outros grupos de fé.

 

Então, o que é MDJ?

 MISSÃO:
somos todos chamados à missão, devemos ser continuadores da Missão maior, a missão de Cristo.

DEHONIANA:
porque estamos em comunhão com o projeto de Pe. Dehon, somos missionários dehonianos.

JUVENIL:
porque somos jovens, que chamados por Deus queremos viver, participar da continuação da missão de Cristo.

           
A MDJ é um espaço para o jovem atuar e ser mais Igreja,
não sendo uma pastoral, mas sim um movimento dentro da Igreja.

            A MDJ é um trabalho de Igreja, eficaz, aberto às novas necessidades da Nova Evangelização, buscando aprofundar e viver melhor o nosso batismo, e acima de tudo, oferecer ao jovem um espaço privilegiado de se colocar a serviço do reino de Deus, a sua grande força Evangelizadora.

            A Missão Dehoniana Juvenil é um serviço da Igreja que doando recebe; que anunciando e evangelizando, evangeliza-se; que despertando vocações, vive sua vocação ao serviço; que vivendo a espiritualidade dehoniana, anuncia o reino do Amor do Coração de Jesus. Com Maria, estrela da Evangelização, nosso “sim” e “rogai por nós” acontece, buscando a certeza, que na fé, pela missão, Deus está e caminha conosco. É uma resposta concreta aos apelos da Igreja que é preciso evangelizar e evangelizar com renovado ardor missionário e com novos métodos.

            A MDJ fundamenta no ideal de Pe. Dehon, destacando a vida interior do jovem, pelas celebrações, reflexões e depois, partindo para a comunidade.

            Nas paróquias de origem dos missionários, estes jovens assumem missões semelhantes em diferentes comunidades, sejam essas rurais ou urbanas. São realizadas pequenas missões nos finais de semana, busca-se a formação de novos grupos missionários, faz-se visita aos doentes. Os missionários são engajados nas comunidades e ajudam a despertar para a problemática social, comunicando entusiasmo pela Igreja e por sua missão evangelizadora.

            É preciso ter a paróquia como fonte de atuação, colaborando e se colocando a disposição para os trabalhos paroquiais. É preciso fazer conhecida a espiritualidade dehoniana, bem como seus símbolos e a vida de Pe. Dehon.

            Por tentar viver as coisas do céu, o missionário transforma o ambiente visitado. O ser e o fazer não podem ocupar o mesmo espaço, por isso, em um grupo de missão, se não existir espiritualidade, ele não passará de uma turma agitada que por ali passou. O missionário dehoniano carrega  algo a mais, o que o torna diferente dos demais, o torna único. Ele comunica verdades do céu no jeito dehoniano, que é o jeito de Jesus. Não basta o missionário rezar bonito, é preciso que se tenha conexão com o dia-a-dia.

            Como diz o ditado: “as palavras comovem e os exemplos arrastam”. O testemunho é fundamental quando se está em missão, pois em missão jamais se fala sozinho, o missionário é a voz de muitos. O missionário carrega uma história dehoniana que possui uma força para levar paz aos que, na missão, com esperança aguardam.

            Pe. Dehon nos diz que é preciso IR AO POVO, e aproximar-se mais dos marginalizados pela sociedade e dos pobres. Todo missionário é chamado a anunciar e testemunhar o Senhor, pois é o mesmo Senhor que envia: “Recebereis a força do Espírito Santo e sereis minhas testemunhas, aqui até os confins da terra”.

            Para o grupo ir  para a missão é necessário que ele se prepare na sua comunidade. É preciso que ele se reúna ao menos uma vez no mês para adoração, formação, oração e partilha. É preciso que o grupo missionário saiba responder aos apelos e necessidades pastorais de seu tempo com ousadia e criatividade.