7 de dezembro de 2009

O SONHO NATALINO DE MARIA


Maria, mãe de Jesus, teve um sonho. Foi às vésperas da celebração do natalício de seu Filho, às vésperas da festa do Santo Natal. Ao tomar o café da manhã com seu esposo José, ela abriu seu coração. Falando pausadamente, pensativa, com muitas exclamações e reticências, ela lhe disse:

“José, na noite passada tive um sonho!... Não pude compreendê-lo!... Realmente não!... Creio que se tratava do nascimento de nosso Filho!... As pessoas estavam fazendo os preparativos com seis semanas de antecedência!... Decoravam as casas,... e compravam roupas novas!... Iam às compras,... e adquiriam sofisticados presentes!... Algo estranho,... pois os presentes não eram para o nosso filho!... Envolviam-nos com finíssimos celofanes,... e os enfeitavam com preciosos laços!... Colocavam tudo debaixo de uma árvore!... Sim, José,... uma árvore dentro de suas casas!... E decoravam essa árvore também!... Nos galhos, penduravam bolas,... lâmpadas coloridas,... e enfeites que brilhavam!... Havia uma figura colocada no alto da árvore!... Parecia ser um anjo!... Era muito bonito!...
As pessoas se sentiam felizes,... e sorriam!... Todos estavam emocionados,... cumprimentando-se,... e dando presentes!... José,... não ficou nenhum... nenhum para o nosso Filho!... Sabe, acredito que nem o conheciam,... pois não mencionaram o nome durante a festa!...
Não parece estranho... que as pessoas se preparem tanto,... façam uma festa tão grande e bonita,... para celebrar o aniversário de alguém que nem sequer conhecem?... Sabe, José, tive a estranha sensação,... de que se o nosso Filho estivesse nesta celebração, seria considerado um intruso!...
Era tão maravilhosa aquela festa, José!... Todo mundo tão feliz!... Porém,... eu senti uma enorme vontade de chorar!... Que tristeza para Jesus,... não ser lembrado,... e talvez, tão pouco desejado,... em sua própria festa de aniversário!...
Bem!... Estou contente,... aliviada,... porque foi só um sonho!... Porém, que terrível seria, José, se tudo isto fosse realidade!...”

O “sonho de Maria ” será apenas um “pesadelo”, ou “será uma triste realidade” em nosso lar?...
Que lugar o “Aniversariante” vai ocupar em seu Natal... em seu lar... em sua família?...
Nosso Natal será cristão... ou será pagão?...

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2 de dezembro de 2009

OS SÍMBOLOS NATALINOS


Para compreender os símbolos

A celebração do santo Natal de Jesus Cristo é, sem dúvidas, a maior festa do planeta. Mesmo nos países do oriente, onde o cristianismo está presente em número pequeno de fiéis, o Natal está sendo cada vez mais celebrado como uma festa de confraternização das pessoas e dos grupos, de cidades, regiões e países. As decorações natalinas são cada vez mais maravilhosas por toda parte, com criatividades e belezas sem limites. Todos conhecemos essa realidade, pelas reportagens feitas por canais de TV que assistimos todos os anos, na época do Natal.
A festa natalina desperta muitos sentimentos nobres, muitas satisfações nas confraternização entre as pessoas, as famílias e os grupos de convivências
Quantas vezes nós ouvimos dizer: “Aproxima-se a festa máxima da cristandade”. Por que será que afirmam ser o Natal a festa máxima? E quando alguém nos cumprimenta dizendo : “Feliz Natal!”, será que a pessoa está consciente daquilo que diz? Quando é que o Natal é feliz?
O Natal tem sido, para muitos, talvez para a maioria, simplesmente uma festa social. Por certo, com desdobramentos interessantes, elogiáveis e plausíveis, mas não religiosos. Não deve ser assim para os nós, cristãos. Devemos colocar Jesus como centro da festa, pois Ele é o celebrado, o aniversariante.
O Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo e a comemoração de seu natalício. O Natal existe, porque Jesus nasceu. O Natal é celebrado a cada ano, para que renovemos nossa aceitação da pessoa de Jesus, de seu Evangelho, de sua Igreja e da conseqüente salvação que nos trouxe e se realiza em nossas vidas.
Infelizmente este significado do Natal centrado na pessoa de Jesus foi muito esquecido e ignorado.
Pelo fato de termos esquecido que Jesus é o centro do Natal, esquecemos também o significado dos símbolos, e de tudo o que existe e se faz, por ocasião dessa festividade. Por exemplo: Quem sabe por que se enfeita a árvore de Natal? Qual o seu significado? Quem saberia explicar o simbolismo das bolas coloridas? Das velas acesas? Por que se dá presentes no Natal? Tudo isto perdeu seu significado. Tornou-se simplesmente uma tradição, ou enfeite de decoração natalina, e nada mais. Nessas decorações natalinas, por não entenderem seu significado, passa-se a fazer alterações que esvaziam seu conteúdo. Por exemplo: uma árvore de Natal toda branca, com bolas e laços só vermelhos. Adeus, simbolismo! Foi para o “espaço” do desconhecimento das pessoas!
Este livrinho tem por finalidade explicar o simbolismo e o conteúdo dos símbolos do Natal, a fim de que nos ajudem a recolocar Jesus vivo como o centro, o celebrado do nosso Natal pessoal e familiar. É na pessoa de Jesus, nascido e celebrado nesse dia, que encontramos a fonte do significado de todos os símbolos do Natal.

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A GUIRLANDA DO ADVENTO


A guirlanda ou coroa do Advento é uma coroa, portanto redonda, confeccionada com ramos verdes, entrelaçados por fitas vermelhas, com quatro velas, cada qual de uma cor, podendo também serem todas de cor igual, talvez da cor da cera natural de abelhas.
A guirlanda é usada nas quatro semanas do Advento, ou seja, nas quatro semanas que antecedem o Natal, tempo de preparação e espera de Jesus.
A coroa do Advento tem por finalidade nos lembrar a cada momento que o Natal está chegando, e que devemos nos preparar para a vinda de Jesus Cristo. As quatro velas são sucessivamente acesas, em cada domingo. Isto é, no 1º domingo acende-se a 1ª vela. No segundo domingo acende-se a 1ª e a 2ª. No 3º domingo, a lª, a 2ª e a 3ª velas. E no último, as quatro velas. Desta maneira, após quatro semanas, as quatro velas estarão acesas como sinal de que Jesus está para chegar, e o Natal vem trazer a grande luz que é o próprio filho de Deus, Jesus Cristo.
A coroa deve ser de cor verde, ou seja, os ramos que a formam devem ser verdes, e se possível, naturais. O verde recorda nossa esperança de encontrar Jesus no Natal. Simboliza, ainda, nossa grande esperança cristã de chegar um dia no Céu, junto de Deus, dos Anjos e Santos.
A guirlanda é entrelaçada por fitas vermelhas. Elas simbolizam o amor de Deus que nos envolve todos os dias de nossa vida. Simbolizam, ainda, o amor do Pai celeste que nos enviou seu Filho, Jesus, para ser o nosso salvador, como também, a nossa resposta de amor ao Pai e a Jesus, a quem desejamos receber no Natal.
A guirlanda é sempre colocada ao lado do altar, nas igrejas e capelas. Mas pode ser colocada nas casas, num lugar bem visível, para lembrar a todos a chegada de Jesus no Natal. Encontramos também pequenas coroas afixadas na porta de entrada das casas ou apartamentos. Neste caso, não têm as velas.

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O PRESÉPIO DE JESUS


O presépio é o símbolo mais universal e mais significativo do Natal. São Francisco de Assis fez o primeiro presépio do mundo, no Natal de 1223. Ele o fez para lembrar, de forma bem visual, o nascimento de Jesus. Criou-o, também, como forma de evangelizar e catequizar os católicos, por meio das inúmeras e belas lições de vida cristã, e de ensinamentos espirituais.
O presépio é, realmente, a forma mais concreta e sensível de lembrar o nascimento de Jesus Cristo, a fim de despertar a fé e a alegria do Natal, nas pessoas e nas famílias. É a melhor forma, pois ali encontramos as imagens coloridas de Jesus-Menino, de Maria, de José, do Anjo, dos Pastores e dos santos Reis. Que maravilhoso seria se, em cada casa, houvesse um presépio.
Diante do presépio podemos meditar, contemplar ou refletir para tirar muitas lindas lições de vida cristã pessoal e familiar. Basta olhá-lo com profundidade e deixar o coração contemplar e penetrar no acontecimento, e no coração dos personagens que ali estão.
Contemplando o presépio, nosso coração pode exclamar:
"Como é grande o amor do Pai para comigo, para conosco! Ele nos deu seu próprio Filho único"!
"Como é imenso e impressionante o amor de Jesus para comigo, e para com todos! Ele aceitou ser o meu, o nosso Salvador"!
Que maravilha! O Rei dos reis quis nascer tão humilde e pobrezinho!
Percebamos no Menino do presépio esta lição: o importante, na vida, não é "ter", mas "ser". Jesus não "tinha nada", no presépio, mas ele "era tudo": o Filho de Deus, o Salvador da humanidade, nosso Deus e nosso Senhor!
Diante do presépio podemos continuar exclamando: - "Como é maravilhosa a obra do Espírito Santo no
coração de cada personagem do presépio!"
"Quanta humildade em Maria, e que maravilhoso seu amor materno!"
"Que maravilhosa a fé de São José, dos Pastores e dos Reis Magos!"
De fato, são inúmeras e maravilhosas as lições de vida cristã que podemos contemplar e aprender no presépio!

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A ARVORE DE NATAL


Foi apenas no século dezenove que surgiu a árvore do Natal. É, portanto, um símbolo ainda novo. A fim de manter seu simbolismo original, essa árvore deve ser da família dos “pinus”, ou seja, dos pinheiros.
O pinheirinho é um símbolo de Jesus vivo, celebrado no Natal, exatamente porque é uma árvore que está sempre "verde e viva". Mesmo no inverno frio, quando a neve o cobre de branco, ele não seca, não perde sua vitalidade, nem sua cor verde, nem sua vivacidade, nem sua beleza. Parece até ficar ainda mais vivo e lindo, quando está coberto de neve.
O pinheirinho do Natal é, por isso, um símbolo muito apropriado para a pessoa de Jesus. Ele simboliza Jesus vivo, ressuscitado, sempre presente no meio de nós, vigoroso, bondoso, poderoso, em qualquer circunstância de nossa vida. De fato, mesmo em nossos “invernos” pessoais, mesmo no meio de nossas crises, misérias e pecados, Jesus se conserva sempre muito vivo e presente, sempre pronto a comunicar a todos sua vida, sua graça, seu perdão, sua cura, seus favores, suas bênçãos.
Jesus está sempre à nossa disposição. Podemos contar sempre com ele, em qualquer situação, por mais difícil que seja. Já que Jesus está vivo, e sempre presente, não devemos perder o ânimo, não devemos nos sentir sós, mesmo nas situações mais difíceis.
Aliás, a árvore do Natal sempre deve ser de cor verde. Nunca de outras cores como: vermelho, dourado etc. Pois o verde, nessa árvore, é sinal de vida e de vitalidade.
O verde é, também, a cor da esperança. O verde do pinheiro significa que nós depositamos toda nossa esperança e certeza na pessoa de Jesus Cristo, celebrado no Natal. Confiamos nele porque nos ama. Porque tem poder de nos socorrer.
O pinheirinho do Natal, portanto, é um símbolo muito lindo de Jesus vivo. Quem monta a árvore de Natal afirma que deseja celebrar, acolher e ter Jesus. Afirma que está se preparando para recebê-lo com o coração em festa. Ao olharmos para a árvore de Natal devemos nos lembrar sempre de Jesus, nosso Salvador.

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OS SINOS NATALINOS


Os sinos são um símbolo muito presente nas decorações natalinas. Costumamos dependurar sininhos na árvore do Natal. Fazem-se também arranjos natalinos usando sinos coloridos. Às vezes os sinos são colocados na porta de entrada das casas ou dos apartamentos.
Os sinos são "sinal de alegria". O toque festivo dos sinos sempre anuncia grandes alegrias. No Natal, os sinos simbolizam a grande alegria do nascimento de Jesus. Simbolizam toda nossa alegria pelo fato de Jesus ter-se feito nosso irmão e Salvador. Simbolizam a nossa alegria por termos Jesus vivo, presente em nossas vidas.
Decorar nossas casas com sinos significa manifestar nossa alegria pelo nascimento e aniversário de Jesus ressuscitado.

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AS BOLAS COLORIDAS


Na época do Natal, sempre usamos bo-
las coloridas, quer para enfeitar o pi-
nheirinho, quer em arranjos natalinos de diversas espécies.
Que simbolizam as bolas coloridas? - Simbolizam nossos gestos de amor, nossas obras realizadas com amor, nossas boas ações de caridade. Representam todo bem que fazemos em nossa vida. Representam toda espécie de boas obras que realizamos em favor de alguém.
Porque o pinheirinho verde simboliza Jesus vivo, as bolas coloridas são colocadas presas a ele, para significar que nós realizamos todas as nossas boas ações, todos os gestos de amor, unidos a Jesus e por causa de Jesus. Realizamos tudo para alegria e glorificação de Jesus ressuscitado, celebrado no Natal.
São muitas as bolas. Devem ser de muitas cores e variedades de tamanhos. Isto para simbolizar que nossas obras de amor devem ser muitas, e de muitas variedades. Decoramos com bolas coloridas para afirmar que, por causa de Jesus que vem no Natal, desejamos realizar muitas boas obras, em toda a nossa vida.

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AS VELAS NATALINAS



AS VELAS DO NATAL
As velas natalinas, artísticas ou comuns, coloridas ou naturais, são outro símbolo natalino muito usado e, ao mesmo tempo, de belo significado. Porque o Natal é festa do nascimento e aniversário de Jesus, que é luz do mundo, as velas natalinas lembram Jesus vivo, e apontam para ele.
Um dia, o profeta Isaías declarou: "O povo que andava nas trevas viu uma grande luz! Sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz: porque um menino nasceu! Um Filho nos foi dado!" (Is 9.1.5) Essa luz é Jesus, celebrado no Natal. Jesus mesmo declarou: "Eu sou a luz do mundo. Quem anda comigo não anda nas trevas".
No dia do nosso batismo, nosso pai ou padrinho colocou em nossa mão uma vela acesa. E o sacerdote disse: "Receba a luz de Jesus Cristo. De agora em diante, ande sempre em sua vida, iluminado pela luz de Jesus, e de sua verdade". A essa luz divina, que ilumina a partir de dentro do nosso coração, nós chamamos de fé. Fé em Jesus, ou fé no Deus vivo.
As velas natalinas recordam, portanto, a maravilhosa realidade que Jesus vivo, celebrado no Natal, é a luz que quer iluminar todo o caminhar de nossa vida. Com Jesus, nossa luz, não andaremos nas trevas do erro, dos vícios, das maldades ou do pecado. Andando na luz da verdade revelada por Jesus, não tropeçaremos nos caminhos de nossa vida terrena.
Aliás, é muito significativo e apropriado acender as velas natalinas no momento da ceia de Natal, na hora de celebração ou oração diante do presépio ou do pinheirinho, ou quando a família se reúne para orar. Fica bem colocar em nossas casas também este símbolo tão lindo de Jesus vivo, luz do mundo, luz de nossos corações.
As luzes “pisca-pisca”, devem ser compreendidas neste simbolismo das velas. O pisca-pisca substitui a colocação de velinhas na árvore de Natal

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A ESTRELA DO NATAL


A Bíblia nos diz que quando Jesus nasceu, apareceu uma nova estrela. Os santos Reis haviam lido que quando nascesse o Messias, o Salvador, apareceria uma nova estrela nos céus. Viram-na, e muito alegres a seguiram. Ela os conduziu até onde estava Jesus-Menino. Daí nasceu o símbolo da "estrela do Natal" . (Cf. MT. 2, 1-12)
A estrela do Natal tem quatro pontas e uma cauda de luz. Suas quatro pontas significam que Jesus veio como Salvador para todos os povos. As quatro pontas da estrela representam os quatro cantos do mundo - os quatro pontos cardeais: norte, sul, leste e oeste - onde o Salvador nascido estará presente para salvar, libertar, curar e abençoar a todos os que o acolhem. Nos quatro cantos do mundo haverá seres humanos que adorarão e obedecerão ao Salvador de todos os homens, Cristo Jesus. A salvação trazida pelo menino do presépio se estenderá aos quatro cantos do mundo.
A estrela luminosa simboliza, também, o católico autêntico, firme, apóstolo, missionário, evangelizador. Assim como a estrela conduziu os Reis até Jesus, assim, também, cada católico deve ser uma estrela luminosa, uma estrela natalina para conduzir as pessoas até Jesus Cristo. Cada um de nós precisa ser uma estrela para indicar aos nossas familiares e amigos o caminho para encontrar Jesus Salvador.
A cauda luminosa da estrela de Belém simboliza “movimento, caminhada, ação dinâmica”. Ela se deslocou e caminhou à frente dos Magos, até chegarem ao Menino procurado. Os Magos movimentaram-se, fizeram um longo caminho até encontrarem Jesus. Nós também precisamos caminhar, movimentar-nos para chegar e estar com Jesus, o celebrado do Natal.
A estrela do Natal, colocada nas casas, quer simbolizar que a família já encontrou Jesus, tem fé em Jesus, e nele encontrou o Salvador. Quer afirmar, ainda, que essa família deseja vivamente levar Jesus ressuscitado para todos aqueles que ainda não o conhecem ou não o aceitaram em suas vidas.

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OS PRESENTES DE NATAL


Dar e receber presentes é algo muito tradicional e comum na celebração do natalício de Jesus. “Natal sem presentes, não seria Natal”, diriam muitas pessoas. Dar e receber presentes já é parte natural, e até necessária, nessa festa.
Por que se dá presentes no Natal?
Os presentes têm um simbolismo muito lindo e significativo. Os presentes de Natal simbolizam, em primeiro lugar, o “grande presente” que Deus Pai nos deu: seu Filho, Jesus Cristo, nosso Salvador. Que maior presente poderíamos receber? E nós o recebemos exatamente no dia do Natal! Por isso, o Natal tomou-se o dia de presentear, porque todos nós fomos muito presenteados, com o maior presente que alguém poderia receber: Jesus vivo.
Os presentes significam, em segundo lugar, a comunicação da grande alegria de termos sido presenteados com o grande presente da nossa salvação eterna, trazida por Jesus. Exatamente por sentirmo-nos salvos, e por sabermos que os nossos familiares e amigos podem salvar-se por meio de Jesus é que sentimos tanta alegria. E nós partilhamos essa alegria natalina presenteando e recebendo presentes.
De modo especial, damos presentes às crianças, no Natal, para manifestar a alegria da vinda de Jesus, que nasceu como criança.
No Natal deveríamos retribuir a Deus Pai, que nos mandou tão grande presente, oferecendo-lhe o nosso presente natalino. O melhor presente que podemos oferecer-lhe, como retribuição, é a aceitação de Jesus, e a decisão de segui-lo. Não aceitar Jesus, seria como "não aceitar" o presente oferecido, seria como "devolver" o presente mandado por Deus Pai.

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AS CASTANHAS E AS NOZES


AS CASTANHAS E AS NOZES

Encontramos nas mesas festivas do Natal a presença das castanhas e das nozes. Aliás, também há muitos tipos de frutas secas ou passas. O que simbolizam? Elas são um símbolo da humanidade e humildade de Jesus. As nozes e as castanhas são simples e feias por fora. Suas cascas enrugadas, cinzentas, não apresentam beleza alguma especial, como a maçã, o pêssego, a uva e outras frutas. Mas por dentro de suas cascas duras e feias escondem-se amêndoas saborosas, deliciosas. Assim como as castanhas e as nozes escondem as gostosas amêndoas, assim, as aparências comuns e frágeis de uma criança, aparentemente igual a todas as outras, escondem o Deus feito homem, Salvador do mundo, Redentor da humanidade, nosso Salvador pessoal.
Jesus é Filho de Deus. Ele é Deus com o Pai e o Espírito Santo. Poderia ter nascido em palácios suntuosos e ricos. Ou entre reis e rainhas. Ou na casa de presidentes de repúblicas. No entanto, quis nascer na simplicidade, humildade e pobreza. Olhando para o Menino do presépio, não percebemos sua verdadeira grandeza divina. Como as castanhas e nas nozes escondem as deliciosas amêndoas, assim as aparências da criança do presépio escondem a grandeza do Deus feito Homem.

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ARRANJOS SECOS



OS ARRANJOS SECOS



Os arranjos secos confeccionados no Natal também têm um simbolismo natalino. São feitos de elementos secos da natureza como: cascas de árvores, ramos secos, folhas secas, ou outras peças de vegetais secos. É comum colocar-se no arranjo uma vela decorada, bolas coloridas e sinos natalinos.
Que significam esses arranjos? Tudo aquilo que é material, seca, morre, acaba. Os arranjos simbolizam a pessoa humana sem fé, sem Deus, sem Jesus. Ela é seca no seu espírito, não tem a verdadeira vida dentro do seu ser. Os arranjos secos revelam que o ser humano precisa de Jesus Cristo para ter vida divina, para viver sua vida espiritual e salvar-se. Jesus disse: "Eu sou a vida'" Disse mais: "Eu vim para que as pessoas tenham vida e a tenham em abundância!" Aliás, é para simbolizar a vida que é dada por Jesus ressuscitado, que se coloca, no arranjo seco, uma vela decorada, símbolo de Jesus. Quando Jesus vivo entra na vida seca, estéril e vazia, ele a ressuscita e lhe dá vida nova.

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CEIA DE NATAL



A CEIA DO NATAL

A ceia natalina é a uma das mais belas tradições do Natal. A ceia festiva tem um profundo e belo significado, dentro da celebração do Santo Natal.
Recordemos o significado da ceia pascal do Antigo Testamento. O povo de Deus do Antigo Testamento reunia-se, a cada ano, na festiva e solene ceia do cordeiro pascal, para lembrar, comemorar e celebrar a passagem de Deus, no Egito, para libertá-lo da escravidão. O povo de Deus, agora liberto da escravidão, podia dizer: "Se hoje somos livres, se somos um povo, se temos nossa terra, nosso país e nosso templo, é porque um dia Deus nos libertou da escravidão do Egito. Somos livres porque Deus nos libertou! Por isso, celebremos, festejemos e glorifiquemos o Deus que nos libertou". E assim comemoravam a sua libertação, todos os anos, através da festiva e significativa ceia pascal.
Da mesma forma, nós, povo de Deus do Novo Testamento, nos reunimos festivamente, na ceia natalina, para lembrar e celebrar a passagem de Jesus entre nós, iniciada no dia do Natal. Passagem essa, salvadora e libertadora, realizada para libertar-nos da escravidão do pecado e de todos os males. Também nós podemos exclamar: "Se hoje somos gente salva, liberta, cheia de grandes esperanças, é porque um dia Jesus veio ao nosso meio para nos salvar. Somos salvos porque Jesus nos salvou, vindo no Natal!"
Exatamente para recordar, celebrar e agradecer a Jesus Salvador é que celebramos o Natal, e nele, realizamos a ceia natalina. Ela é uma ceia festiva, de gente salva. É uma ceia festiva de gente que, muito alegre e feliz pela realidade da salvação, reúne-se para celebrar e festejar o Salvador. É um banquete oferecido a Jesus vivo, celebrado no Natal, como Salvador.
No centro da mesa da ceia festiva coloca-se uma vela acesa, enfeitada. Ela simboliza Jesus vivo, o festejado do Natal, o aniversariante celebrado na ceia. Pode-se colocar, também, ao centro da mesa, uma imagem do Menino Jesus, ou um quadro lindo de Jesus vivo. É para lembrar a todos que a ceia é realizada por causa de Jesus. Ele é o festejado, o aniversariante.
No Natal, a mais importante ceia deveria ser a santa Comunhão Eucarística. Toda a família deveria reunir-se, primeiro, numa igreja, numa santa missa festiva do Natal, para acolher ainda mais a Jesus vivo, recebido na comunhão. Depois, reunir-se ao redor da mesa da ceia natalina familiar, para continuar a festejá-lo, pelo seu Natal e aniversário.

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AS CORES NATALINAS

AS CORES NATALINAS

O VERDE

O verde, na natureza vegetal, indica a presença de vida. Por exemplo, uma árvore verde, uma folhagem bem verde, a grama verde. Aliás, já foi explicado que o pinheirinho deve ser verde, sinal de sua vida e vitalidade, mesmo no inverno cheio de neve. A cor verde, portanto, simboliza a vida verdadeira e eterna que Jesus veio nos trazer.
O verde é, também, a cor da esperança. Todo verde usado na decoração do Natal representa a grande esperança de libertação, de cura, de vida melhor, de bons desejos de amor, de paz e de alegria. Toda essa esperança nos foi dada por Jesus, com sua vinda no Natal. A presença de Jesus entre nós nos enche de sempre novas esperanças. O verde simboliza, também, a grande esperança da vida eterna, a qual nos foi prometida e garantida por Jesus.

O BRANCO

O branco simboliza a paz que Jesus veio trazer a todos os seres humanos de boa vontade. Essa paz veio com Jesus, no Natal, porque ele fez "as pazes", fez a grande reconciliação entre Deus e os seres humanos, fez as pazes entre as pessoas, e da própria pessoa consigo mesma. Quem aceita Jesus vivo em sua vida, passa a estar em paz com Deus, com os irmãos e consigo mesmo. O branco simboliza esta maravilhosa paz, trazida por Jesus no Natal.
O branco representa, também, a pureza de vida que o cristão deve viver. Aceitando Jesus que vem no Natal, a pessoa passa a viver uma nova vida, longe de toda espécie de vícios, de misérias, de erros e pecados.

O AZUL

O azul, cor do firmamento, lembra o Céu. Sim, lembra o Céu, onde está Deus, onde se encontram: nossa Senhora, os Santos, os Anjos, e nossos antepassados que se salvaram. O azul lembra a vida eterna, a felicidade eterna junto de Deus, para onde Jesus quer nos levar.
O Azul lembra, ainda, o manto da Virgem Maria, Mãe de Jesus. Lembra, portanto, a própria vida eterna já conquistada por nossa mãe celeste.

O VERMELHO

O vermelho é a cor do coração e do amor. O vermelho utilizado nas decorações natalinas simboliza, antes de tudo, o amor de Deus por nós. O amor de Deus Pai que nos criou, nos adotou como filhos, e nos ama como se fôssemos filhos únicos. Simboliza o amor de Jesus que veio nos salvar, nos ama a cada dia, e continua fazendo acontecer em nós a necessária salvação pessoal. Simboliza o amor do Espírito Santo que mora dentro de nós e nos santifica. Simboliza o amor que devemos cultivar e manifestar a Deus, aos irmãos todos, e a nós mesmos.
O vermelho simboliza, ainda, o sangue de Jesus, derramado na cruz para nossa salvação. Jesus veio para nos libertar, curar, salvar. Ele o fez dando sua vida, aceitando a dolorosa morte na cruz, derramando todo o seu sangue. Jesus, a quem celebramos no Natal, continua presente em nosso meio, fazendo acontecer progressivamente a nossa salvação para a vida eterna.

O DOURADO E O PRATEADO

As cores douradas e prateadas, tão presentes nas decorações do Natal, são portadoras de um belo simbolismo. O ouro e a prata são metais preciosos. Objetos de ouro ou de prata são presentes valiosos, oferecidos a pessoas muito queridas e importantes para nós. Os reis e rainhas, os governantes e poderosos usam sempre esses metais preciosos.
No Natal, ouro e prata, dourado e prateado, simbolizam a grandeza de Deus, a majestade divina que se oculta sob as aparências do Menino do Natal. Simbolizam que o Menino do presépio, que agora é Jesus vivo, aniversariante do Natal, é Deus, é merecedor de toda honra e glória. É merecedor de presentes valiosos, preciosos, como: nosso amor profundo, nossa fé viva e cultivada, nossa vida muito bem vivida, nosso amor dedicado aos irmãos.
As cores douradas e prateadas nos levam a reconhecer, em Jesus, sua divindade e sua grandeza, sua dignidade e sua honradez.

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27 de novembro de 2009

A D V E N T O


A D V E N T O

Neste 29 de novembro estamos iniciando o tempo litúrgico do Advento.
A palavra “Advento” vem do verbo latino: advenire, que se traduz por “vir para junto, chegar para perto”. Na linguagem cristã católica, o Advento é o tempo litúrgico que precede a grande festa do Natal de Jesus. São as quatro semanas preparatórias dos corações para o natalício de Jesus Cristo. Nessa oportunidade, somos chamados a realizar uma aceitação mais profunda da pessoa de Jesus, do seu Evangelho, bem como de sua Igreja, com toda a abrangente riqueza espiritual que ela oferece.
O significado existencial da palavra Advento é muito sugestivo. Advento sugere e exprime uma atitude e uma decisão de “alguém querer vir para perto de você”. Mas ao mesmo tempo, sugere a sua atitude e decisão de corresponder àquele que vem, “indo ao seu encontro”, feliz por causa de sua vinda, e com determinação de acolhê-lo da melhor forma.
Há quatro Adventos relevantes, importantes e significativos na vida do cristão. Em outros termos: há quatro vindas importantes, significativos e relevantes de Jesus Cristo, na história da humanidade e na vida de cada ser humano, vindas essas merecedoras de um Advento, ou seja, de uma preparação exigente.

Primeiro Advento
O primeiro Advento aconteceu no Antigo Testamento e findou há dois mil e nove anos. Iniciou-se no paraíso terrestre, quando Deus Pai, ao ver a humanidade transviada dos caminhos divinos, decaída no pecado original e em toda forma de pecado, prometeu-lhe um Salvador. Deus disse à serpente enganadora: “Porei inimizade entre ti e a mulher (Maria), entre a tua descendência e a dela(Jesus). Ela te pisará a cabeça e tu procurarás feri-la no calcanhar” (Gen 3,15).
Desde essa promessa, Deus Pai iniciou a escolha e a preparação de um povo – o povo eleito do A. T. – a quem confiou a promessa, a fim de que seu Filho fosse bem acolhido, quando de sua vinda ao planeta terra para anunciar o reino de Deus e realizar a salvação da humanidade.
O primeiro Advento, portanto, durou desde a promessa do Salvador, no paraíso, até o nascimento de Jesus, filho de Deus, Salvador da humanidade. Foram milênios de preparação para o acolhimento do Salvador, Jesus Cristo.

A D V E N T O


Segundo Advento
O segundo Advento é esse que se inicia no próximo dia 29 de novembro e se estende até o santo Natal. São as quatro semanas destinadas à preparação do seu coração para um renovado encontro com aquele que vem, e a quem você é convocado a acolher da forma mais consciente e calorosa.
Quem é aquele que quer “chegar bem perto de você” na caminhada do Advento? Quem é aquele que quer bastante tempo - quatro semanas - para vir chegando pertinho de você? Por que Ele quer vir para junto de você, e vai chegar ao final do Advento? Quem é aquele de quem você quer aproximar-se mais, e para isso precisa de quatro semanas para preparar-se? Só poderia ser alguém que muito o ama, e a quem você estima sobremodo, já que Ele tem um tempo bem marcado e longo para vir.
O personagem que vem não poderia ser mais maravilhoso: Jesus ressuscitado! Sim, Jesus vivo, seu Salvador pessoal, Senhor de sua vida, seu Mestre divino, seu amigo mais incondicional. É Ele quem quer vir para junto de você, ao final do Advento, no dia Santo do Natal. Sei também que você irá ao seu encontro, para estar ainda mais junto dele.
Este encontro entre Jesus e você, desejado, preparado carinhosamente, esperado ansiosamente por ambos, transformar-se-á em Natal. Fará acontecer Natal. Trará o Natal para dentro do seu coração. Aliás, você será Natal!... Jesus vivo terá chegado e envolvido sua vida com seu amor salvador, com sua palavra de vida, com sua presença tão honrosa e transformadora.
Este encontro entre você e Jesus, encontro que se chama Natal, Natal do coração, Natal de verdade, Natal celestial, deixará saldos maravilhosos de graças e luzes, de sabedoria de vida e de felicidade.
O tempo do Advento é para isto: para esperar ansiosamente aquele que vem para perto, para junto de você. Nesta espera, preparar-se em espírito, mente e corpo para o grande encontro com Jesus. O tempo do Advento é para você caminhar ao seu encontro, como quem, muito ansioso, não consegue ficar parado, esperando. Nesta caminhada ao encontro de Jesus, você tem quatro semanas para preparar seu coração, a fim de acolher com muito carinho aquele que vem.
Este segundo Advento, aliás, repete-se a cada ano, exatamente para fazer acontecer um processo sempre renovado, e cada vez mais aprofundado, do acolhimento de Jesus Cristo, como seu Salvador pessoal. Nesta marcha sucessiva anual, o segundo Advento prepara para o terceiro e para o quarto Adventos de sua vida.

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ADVENTO


Terceiro Advento
O terceiro Advento acontece na hora suprema de sua morte, quando Jesus vem buscá-lo, a fim de cumprir a sua promessa, e levá-lo para a casa do Pai. Quando se fala em morte, há sempre alguma repulsa e temor. Essa vinda de Jesus, na sua morte, não deveria intimidar. O exame das palavras de Jesus referentes à morte deveria iluminar profundamente esse advento, e deveria eliminar os temores. Ele diz: “Não se perturbe o seu coração. Você crê em Deus. Creia também em mim! Na casa de meu Pai há muitas moradas. E quando eu tiver ido e tiver preparado um lugar, voltarei para tomá-lo comigo, a fim de que lá onde Eu estou, você esteja comigo também”(Cf Jo 14,1-3).
Você não deseja muito ir para o céu? Pois bem, para que isto ocorra é preciso que aconteça este terceiro Advento; é preciso que haja a sua páscoa pessoal, isto é, a sua morte. Ou seja, é preciso que Jesus venha buscar você. Este Advento – esta vinda de Jesus – precisa acontecer na vida de todo ser humano.

Quarto Advento
O quarto Advento vai ocorrer no fim dos tempos, na parusia. Jesus voltará glorioso para “julgar os vivos e os mortos”(Cf. Credo). Este evento universal ocorrerá para a glorificação de Deus Pai, de Jesus ressuscitado e do Espírito Santo. Tal glorificação universal acontecerá por causa de sua ação, não apenas na história pessoal de cada ser humano, salvo ou condenado, mas na história de todos os povos e de toda a humanidade.
Neste Advento final, os salvos e os condenados, ou seja, a humanidade toda, reunida diante do Deus Uno e Trino, ficará convencida da justiça, da santidade, da glória, da grande misericórdia, da paciência, bem como, de forma especial, das providências divinas no intuito de procurar salvar a todos. Diante dessas evidências do esforço divino para salvar o ser humano, todos glorificarão a Deus.
Este Advento manifestará toda a glória de Deus e, segundo a promessa divina, a partir do mesmo, iniciar-se-á um “novo céu e uma nova terra”(Cf 2Pd 3,13).
Os três Adventos anteriores, em última análise, desembocam neste quarto, o qual coroará a obra da Santíssima Trindade na humanidade.

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18 de novembro de 2009

JESUS CRISTO REI


CRISTO REI
(3ª Parte)
Jesus reina
Onde está o reino de Jesus? Onde Jesus reina de fato? - Jesus reina onde a vida das pessoas é vivida de acordo com seus ensinamentos, e onde essas pessoas “organizam, orientam, dão a direção correta” a todas as coisas, na família, no trabalho, na profissão, na comunidade, na sociedade. Ali Jesus reina, ali Ele é rei.
Quando alguém pode dizer que Jesus é “seu” rei e que reina em “sua” vida? – Quando essa pessoa crê em Jesus vivo, procura viver de acordo com seus mandamentos, ensinamentos e conselhos, quer em sua vida pessoal, quer na família e na comunidade. Essa pessoa, então, procura orientar seu modo de pensar, de falar, de julgar, de agir, de trabalhar, enfim, de viver, sempre de acordo com as orientações de Jesus. Essa pessoa tem o “Reino de Deus dentro de si”, como disse Jesus. Jesus reina em sua vida. Jesus é seu rei.
Quando Jesus é rei e reina em uma família? – Quando os membros da mesma crêem em Jesus, vivem de acordo com Seus ensinamentos e organizam a vida familiar conforme as orientações de Jesus. Quando os esposos se amam, são fiéis, sabem perdoar-se, procuram educar seus filhos nos caminhos de Jesus, da verdade, do bem, numa hierarquia de valores cristãos. Quando os filhos amam, honram, são obedientes e bons colaboradores para o bem da família. Quando os irmãos se amam, respeitam e se promovem na caminho do bem. Quando nessa família se cultivam os valores cristãos em relação aos estudos, à profissão, à comunidade, aos empregados etc. Essa família está no reino de Deus, porque ali Jesus é rei e reina.
Quando Jesus é rei e reina em um colégio católico? – Quando ali há uma estrutura organizada de evangelização, a fim de que Jesus seja conhecido, acreditado, obedecido e seguido pela direção do colégio, ao menos pela maioria dos professores, dos funcionários e dos alunos. Quando ali se procura criar um ambiente favorável à hierarquia dos valores e dos costumes cristãos. Quando o colégio procura estender sua ação evangelizadora aos pais dos alunos e às famílias dos professores e funcionários. Quando se cumprem as leis civis e os direitos de todos. Onde, além da justiça, se cumpre a caridade para com os que dela tem necessidade. Ali está o reino de Deus, e Jesus é rei e reina por seus ensinamentos e mandamentos acolhidos e cumpridos.
Poderíamos nos perguntar: quando Jesus é rei, reina, e o reino de Deus está numa loja?... Numa fábrica?... Num clube social?... numa associação?... Num movimento de Igreja?... Numa câmara de vereadores, de deputados estaduais ou federais?... Num tribunal de justiça?...
O reino de Deus, o reino dos Céus está onde Jesus é conhecido, acreditado, obedecido, seguido, e onde toda a vida das pessoas e todos os relacionamentos com Deus, com as pessoas e com as coisas criadas são organizadas, orientadas, direcionadas de acordo com os ensinamentos do Divino Mestre. Ali Jesus é rei e reina. E é por isso que ali está presente o Reino.
O reino de Deus sempre começa dentro do coração das pessoas. Aliás, Jesus disse:”O reino de Deus está dentro de vós!”(Lc 17,21) Objetivamente falando, nos cristãos o reino de Deus se inicia no Santo Batismo, quando, pela in-habitação do Espírito Santo, a Trindade vem ali morar. Mas ele se inicia em “gérmen”, como uma semente de uma fruta que é plantada e que precisa desabrochar e crescer até produzir frutos. O gérmen do reino dos céus desabrocha quando a família é religiosa, transmite o dom da fé aos filhos, evangeliza, catequiza e forma seus membros de acordo com os mandamentos e ensinamentos de Jesus. Ali nesses coração está presente o reino de Deus, Jesus é rei e reina de fato.
O reino de Deus se inicia aqui na terra, enquanto vivemos nossa vida cristã. Mas ele continua e “se consuma” na vida eterna, no Reino dos Céus. Quem vive no reino de Deus aqui, vai continuar a viver no reino dos Céus, na eternidade.

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JESUS CRISTO REI


CRISTO REI
(2ª Parte)

O Reino de Deus – O Reino dos Céus
Nas suas pregações que temos nos Evangelhos, Jesus se empenha muito para fazer com que os seus ouvintes compreendessem com clareza o que é o Reino de Deus ou o Reino dos Céus. Ele usou muitas parábolas e comparações, tiradas da natureza, da vida, do trabalho, dos usos e costumes do seu povo, a fim de explicar as realidades do Reino. Ele falou: do semeador e da semente, do joio no trigo, do grão de mostarda, do fermento na massa, do tesouro escondido no campo, da pérola preciosa, da rede lançada ao mar, e de muitas outras.
Para Jesus era importante que as pessoas entendessem muito bem aquilo do qual Ele estava falando, quando se referia ao “Reino de Deus”, ao “Reino dos Céus”. Ainda mais que aquele povo estava esperando um rei terreno, muito poderoso, que expulsasse os dominadores romanos, dando a liberdade a seu povo, a seu país.
Jesus veio para junto de nós, na humanidade, exatamente para “inaugurar”, para “iniciar” o reino de Deus entre nós. Jesus veio como “Salvador” para nos “tirar do reino de satanás”, que é o “reino das trevas, do pecado”, onde ele – satanás – reina. Tirando-nos daquele reino de condenação, Jesus nos “introduz no reino da luz”, “no reino de Deus”, onde Ele – Jesus – reina para a glória de Deus Pai e do no Espírito Santo.

O Rei reina
As palavras “rei, reinar, reger” vêm de “rex, régere”, da língua latina. Rei, em seu sentido original, é aquele homem, chefe de um país e de um povo, que procura “reger, dirigir, orientar, dar a direção correta” a todas as coisas, para o bem, para a felicidade e a realização de seus subordinados. Os reis terrenos quase sempre fizeram o contrário: subjugaram, dominaram e exploraram os seus povos em bem pessoal próprio.
O pecado original, com suas conseqüências no coração de todo ser humano, e por causa dele, a presença de todos os pecados pessoais, familiares e sociais, criaram uma “desordem generalizada” nas pessoas, nas famílias, na sociedade e no mundo. Criou-se o “reino das trevas”, da confusão, da mentira, da falsidade, dos vícios, do pecado.
Por meio de toda a sabedoria divina que encontramos nos ensinamentos evangélicos, Jesus veio para nos ensinar a “dirigir, a orientar, a organizar” a nossa vida no melhor relacionamento com o Deus verdadeiro, por meio da religião cristã; a “dirigir, a orientar, a organizar” a nossa vida pessoal de acordo com a melhor hierarquia de valores para o nosso bem; a “dirigir, a orientar, a organizar” a nossa vida familiar, a nossa vida de comunidade e de sociedade.

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JESUS CRISTO REI


JESUS CRISTO REI
(1ª Parte)
O ano litúrgico da Igreja é coroado com a solenidade de Jesus Cristo, Rei do universo. Esta solenidade ocorre no último domingo do tempo comum, antes de se iniciar o tempo do Advento.
Quando se fala num personagem que é rei, logo vem à nossa mente a imagem de um homem muito rico e poderoso, que vive em grandes e suntuosos palácios, que sempre está cercado por muitas pessoas importantes, que se regala de freqüentes festas e banquetes, que é a pessoa mais importante de um país, que é governado por ele.
Ao falarmos de Jesus Cristo, rei do universo, poderíamos nos imaginar algo semelhante aos reis terrenos. Aliás, nós temos pinturas afamadas, quadros lindos e santinhos que retratam Jesus sentado num trono, com coroa de rei, com um cetro real em sua mãos.
Essas imagens de Cristo Rei são reais mas também simbólicas. Primeiro, são reais porque de fato Jesus Cristo é rei, não de um país e de um povo, mas da humanidade e do universo todo. Perguntado pelo governador Pôncio Pilatos se Ele era rei, Jesus foi categórico em sua resposta. Pilatos perguntou: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é deste mundo. Perguntou-lhe então Pilatos: És, portanto, rei? Respondeu Jesus: Sim, eu sou rei (Jo 18, 35-37). Jesus é rei, e por ter dado sua vida até a morte de cruz pela redenção da humanidade, Ele conquistou o “direito de soberania e de julgamento” sobre ela. Ele a julgará no fim dos tempos, aprovando os bons e reprovando os que fizeram o mal.
Em segundo lugar, aquelas imagens de Jesus num trono, com coroa e cetro de rei, são, acima de tudo, simbólicas, pois Jesus não é um rei terreno. Na resposta a Pilatos acima referida, Jesus deixa claro: “Eu sou rei, mas o meu reino não é deste mundo”. Portanto, Jesus é rei, mas de outra ordem e realidade.

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6 de novembro de 2009

AS CARÊNCIAS AFETIVAS


Que são as carências afetivas?
As carências afetivas são aquele vazio que ficou no coração de uma pessoa por não ter recebido bastante amor afetivo no decurso de sua vida. É um vazio de amor. É uma carência de amor. É uma falta de amor. A carência afetiva é como uma fome. É uma fome de amor. Por exemplo: um jovem tem vinte anos de idade, mas seu coração pode ter apenas treze anos. Uma jovem pode ter 25 anos, mas seu coração pode ter apenas 12 ou 15 anos, porque não recebeu bastante amor na caminhada de sua vida, em família. Porque a pessoa não recebeu bastante amor, criou-se esse vazio no coração. A este vazio damos o nome de carência afetiva. As carências afetivas podem gerar uma série de problemas na caminhada da vida de uma pessoa, como também na vida de um casal.
As carências afetivas podem ser um problema importante no matrimônio. Elas também podem criar muitos problemas no relacionamento humano familiar. Encontramos filhos muito rebeldes com o pai e com a mãe. Essa rebeldia pode ser causada pelas carências afetivas. Eles esperam receber muito amor do pai e da mãe, mas porque não o recebem, sentem um vazio profundo e, inconscientemente, reclamam, pedem e exigem o amor esperado, manifestando-se sob forma de queixas, de desobediências, de rebeliões, de desgosto e de críticas constantes dentro da família. Seu comportamento tem jeito de vingança contra os pais, exatamente por não receberem o amor que esperam receber.
Da mesma forma, as carências afetivas também criam muitos problemas no casal. O marido e a esposa carentes, não casaram “para amar”, mas para “serem amados”. Seus corações carentes esperam só receber, receber muito amor do cônjuge. Quando o cônjuge não lhe dá tanto amor quanto o esperado, sem se dar conta, começa a fazer exigências, reclamações, críticas, chantagens, até por bobagens e ninharias. As discussões acontecem por qualquer coisa. As cobranças se sucedem cada dia mais. Com isso, decaem as manifestações afetivas, agravando ainda mais o problema. Muitíssimos casais jovens entram em crise matrimonial muito depressa, e tantos chegam a separações, exatamente por causa das carências afetivas e de suas manifestações.
As carências afetivas de um casal podem ter vindo de sua infância, meninice, adolescência ou juventude. Ou porque viveram numa família muito numerosa, com muitos irmãos, onde os pais precisavam trabalhar muito, e por isso não tiveram tempo de se dedicar ao amor afetivo para com os filhos; ou porque em sua família não havia o hábito da comunicação afetiva, amorosa, carinhosa; ou porque, talvez, houve graves problemas de relacionamento entre os pais. Por essa falta de amor em família, pode ter ocorrido que um marido ou uma esposa, ou ambos, não tenham recebido bastante amor afetivo, tornaram-se carentes, e essas carências afetivas acabaram entrando no casamento, criando, depois, muitos problemas matrimonias e familiares.
É muito importante, portanto, amadurecer o coração no amor, como também, curar as carências afetivas. Saibam que, tanto o amadurecimento afetivo, como a cura das carências afetivas, acontecem exatamente na troca, no intercâmbio de amor afetivo entre marido e mulher, e entre pais e filhos.

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