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�O QUE FA�O � PARA OS OUTROS�
BREVE HIST�RICO DE IR. LUIZ GARTNER SCJ |

A hist�ria do
Semin�rio Sagrado Cora��o de Jesus corre paralela com a vida
religiosa de Ir Luiz Godofredo Gartner. Se o Semin�rio recebeu seus
primeiros alunos em 17 de janeiro de 1932, Ir Luiz chegou ao
Semin�rio alguns dias antes, em 31 de dezembro de 1931. E nunca mais
saiu.
Cerca de quatro
mil alunos passaram pelo Semin�rio, cada qual a seu modo, foi
beneficiado pela a��o e pelo exemplo desse religioso modelar. E, de
praticamente cada um, Ir Luiz lembrava um acontecimento, algum tra�o
da personalidade.
Foi um grande
esportista, praticava futebol e gin�stica. Era o �faz tudo�. Foi
sapateiro por 30 anos no Semin�rio, e muita gente usou as primeiras
chuteiras confeccionadas pelo Ir Luiz. Por igual per�odo, foi
enfermeiro da casa, sendo a atividade que mais lhe marcou, segundo
seu depoimento. Ele pr�prio compunha os rem�dios. Em casos mais
graves, de carro�a, levava o seminarista doente at� o centro de
Corup�, a fim de tomar o trem para Joinville.
O Museu foi
inaugurado em 1933, sendo o primeiro exemplar o de um m�o-pelada (Procyon
crancrivorus). Como o Semin�rio teria dificuldades de arcar com
as despesas de taxidermia, aprendeu, ele pr�prio, a arte de
�empalhar�. Naquela �poca, irm�o Luiz, com a ajuda de um amigo
farmac�utico, aprendeu as formas de conserva��o das peles com
produtos como ars�nico, pedra �men, bicarbonato de s�dio e formol.
Os animais, para serem taxidermizados (empalhados), provinham de
ca�as dele mesmo e outros ca�adores. Alguns eram doados por colonos
da regi�o ou trazido que outras regi�es, ou comprados, ou morriam no
seu pr�prio viveiro e em outros zool�gicos. Tem-se a informa��o de
que para taxidermizar os animais de grande porte, Ir Luiz recebia a
ajuda de um amigo, Sr Hermann, por�m, na sua maioria, eram
realizados sozinhos.
A natureza, os
animais e a cultura inspiraram e motivaram a sensibilidade do
artista, e estimularam a capacidade criadora. Isto pode ser visto
pela forma natural que as pe�as exibem, onde h� muita express�o e
postura, n�o sendo meramente est�tuas de animais taxidermizados.
As horas vagas de
sil�ncio da noite encontram o artista �s voltas com tintas e
pinc�is. Um dos melhores quadros pintados por ele � a Santa Ceia.
�O que fa�o �
para os outros�. Eis
o lema de sua vida no trabalho, na simplicidade e no sil�ncio.
Dentre todas as suas virtudes ressalta, com brilho invulgar, a
fidelidade.
Fonte:
Arquivo do Semin�rio de Corup� � panfleto dos 50 anos de vida
religiosa de Ir Luiz, 1979.