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MILAGRE ATRIBU�DO A PADRE DEHON


Geraldo Machado da Silva

P. Umberto Chiarello, scj.

CURA DO SENHOR GERALDO MACHADO DA SILVA
DA ��LCERA DUODENAL PERFURADA
COM PERITONITE DIFUSA�

No dia 30 de maio de 1954, a cidade de Lavras (Brasil) espera a chegada da imagem de Nossa Senhora de F�tima. Entre os fi�is est� Geraldo Machado da Silva, um eletricista de 41 anos. Embora se sinta mal, n�o quer faltar a este importante acontecimento. As dores tornam-se lancinantes e ele acaba desmaiando e � transportado para a sua casa. Isto aconteceu �s 15,00 horas. Ele passa uma noite horr�vel, pedindo a Nossa Senhora de F�tima que o ajude.

Diagn�stico. Na manh� do dia 31 de maio de 1954, �s 09,00 horas, � internado na Santa Casa de Miseric�rdia de Lavras.
De constitui��o f�sica prec�ria, Geraldo Machado est� em tratamento m�dico, h� quase 12 anos, com suspeita de doen�a do f�gado; sofre de constantes c�licas e diarr�ia, com descargas biliares atrav�s do intestino; acusou at� uma crise aguda de s�ndrome disp�ptica ulcerosa.
Atendido imediatamente pelo Dr. Orlando Haddad e S�lvio Menicucci, diagnosticou-se perfura��o do intestino e conseq�ente peritonite; isto exige uma interven��o cir�rgica imediata, mas o doente aceita que fa�am a opera��o. Com o passar das horas, o doente vai piorando sempre mais: dores agudas ou punhaladas, abdome duro (de madeira), condi��es prec�rias do doente, aumento das pulsa��es e queda da temperatura, levam a pensar numa peritonite generalizada. Por isso, inicia-se a interven��o cir�rgica �s 18,00 horas, mais ou menos 21 horas ap�s o in�cio da perfura��o.

Progn�stico. Durante a interven��o, o Dr. Orlando Haddad, cirurgi�o operador, e os tr�s m�dicos assistentes constatam que se trata efetivamente de perfura��o de uma �lcera duodenal com ruptura do intestino delgado, e conseq�ente peritonite generalizada e grav�ssimo estado tox�mico. Na cavidade peritoneal, haviam sido lan�ados res�duos alimentares e l�quido biliar.
Devido a extrema debilidade dos tecidos ao redor da �lcera, n�o foi poss�vel fazer a costura da �lcera perfurada. Limitam-se somente a um tamponamento da perfura��o com o ep�ploo (prega do perit�neo que se estende entre dois �rg�os viscerais abdominais), mantido no local com uma compress�o � Mikulicz; e providencia-se a drenagem da cavidade abdominal.
O estado do Sr Geraldo torna-se grav�ssimo devido ao tardio e incompleto intervento cir�rgico, por causa da toxemia peritoneal, do trauma operat�rio e do choque da anestesia. A equipe m�dica � concorde em dar poucas horas de vida ao paciente, tanto que o Dr. Haddad pede que chamem um sacerdote para administrar os sacramentos ao doente. Ele mesmo permanece no hospital a espera do desenlace do paciente, para fornecer o atestado de �bito.

Invoca��o do Padre Dehon. A Ir.Eug�nia da Sagrada Fam�lia, superiora do hospital, chama o P. Silvestre Muller, dos Padres do Cora��o de Jesus. Este, ao chegar um pouco depois das 19,00 horas, encontra o doente ainda sob o efeito da anestesia, com o rosto coberto pelo suor e em coma. Ap�s administrar-lhe a Un��o-dos-Enfermos, volta � par�quia, para buscar a rel�quia do Padre Dehon. Coloca a rel�quia sobre o peito do doente e reza, juntamente com o Dr. Haddad, a Ir Eug�nia e outras pessoas, pedindo a cura, se fosse esta a vontade de Deus. O sacerdote, neste momento, n�o est� informado sobre a doen�a do enfermo, mas sabe que o caso � grav�ssimo e reza para obter um milagre pela intercess�o do Padre Dehon. O Dr. Haddad, que se associa � ora��o do sacerdote pede ao menos uma melhora do paciente, para realizar em seguida a opera��o cir�rgica em condi��es satisfat�rias. Tamb�m a Ir. Eug�nia pede um melhoramento do doente, para que este possa confessar-se.
Pelas 22,00 horas, algumas horas depois da opera��o, a Ir. Eug�nia faz um controle do doente, nota que o pulso � regular e a temperatura t�o boa como se pode esperar de um p�s-operado normal. O doente j� come�a a compreender alguma coisa e Ir. Eug�nia mostra-lhe a rel�quia do Padre Dehon, pede que a beije e lhe diz que foi o Padre Dehon que o curou.

Cura milagrosa. De madrugada, tendo j� passado totalmente o efeito da anestesia, o doente d� sinais de melhora imediata, n�o sentindo mais nenhuma dor interna; readquire a cor natural e o pulso normal, ele, que na noite anterior, parecia um moribundo. Readquirida a plena consci�ncia, reconhece todas as pessoas e conversa normalmente com elas.
A r�pida melhora n�o foi influenciada por nenhum tratamento especial; ao contr�rio, pela manh�, a encarregada de servir o caf�, por engano, traz p�o e caf� para o paciente, que ele come sem nenhum dano; na noite seguinte, �s escondidas, ele bebe muita �gua e come muitos biscoitos. Ainda mais: somente vinte dias mais tarde, os m�dicos permitiram que ele se alimentasse normalmente; mas, neste meio tempo, sua mulher lhe traz, �s escondidas, muitos alimentos s�lidos, que n�o lhe s�o permitidos comer pelos m�dicos.
A drenagem lhe foi tirada 48 horas ap�s a opera��o; depois de uma semana, a ferida operat�ria estava completamente cicatrizada. Observando a radiografia p�s-operat�ria do paciente, o Dr. Haddad dir� a um outro m�dico que a opera��o que o Padre Dehon tinha feito, eles n�o saberiam faz�-la.
O doente permanece hospitalizado at� o dia 08 de julho. Sendo um �consumidor� de �lcool, era oportuno mant�-lo sob observa��o. Durante a cirurgia fora constatado um processo degenerativo do f�gado, causado pelo �lcool.
Depois da opera��o, Geraldo Machado n�o toma mais rem�dios, nem faz tratamento para o est�mago; come�a a tomar, inclusive, alimentos que lhe faziam mal antes da opera��o. Nas radiografias, feitas posteriormente, n�o aparecem mais sintomas de um processo ulceroso no est�mago e nos intestinos. Retoma, imediatamente, o seu trabalho de eletricista em atividade privada e, terminados os benef�cios da lei, tamb�m o seu emprego junto a Companhia de Eletricidade.
Nascido no dia 13 de junho de 1913, Geraldo Machado morre no dia 08 de setembro de 1977, 23 anos depois da cura milagrosa.

 

 
 

 

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