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1.
Princ�pios Teol�gicos
A Igreja
peregrina �, por sua natureza, mission�ria, porque tem a sua
origem, segundo o des�gnio de Deus Pai, na MISS�O do Filho e
do Esp�rito Santo.
Este
des�gnio brota da caridade do Pai que, sendo o princ�pio de
quem � gerado o Filho e de quem procede o Esp�rito Santo
pelo Filho, quis derramar e n�o cessa de derramar ainda a
bondade divina, criando-nos livremente pela sua
extraordin�ria e misericordiosa benignidade, e depois
chamando-nos gratuitamente a partilhar da sua pr�pria vida e
gl�ria.
Quis ser,
assim, n�o s� o Criador de todas as coisas, mas, tamb�m,
�tudo em todas as coisas� (I Cor 15,28), conseguindo,
simultaneamente a sua gl�ria e a nossa felicidade.
No
entanto, Deus quis chamar os homens a esta participa��o na
sua vida, n�o s� de modo individual e sem qualquer
solidariedade m�tua, mas constituindo-os num povo em que os
seus filhos, que estavam dispersos, se congregassem em
unidade (AG 2).
Como o
Filho foi enviado pelo Pai, assim tamb�m ele enviou os
ap�stolos (cf. Jo 20,21), dizendo: �Ide, pois, fazei
disc�pulos de todas as na��es, batizando-as em nome do Pai,
e do Filho e do Esp�rito Santo, ensinando-as a cumprir tudo
quanto vos prescrevi� (Mt 28,19-20).
A Igreja
recebeu dos ap�stolos este mandato solene de Cristo, de
anunciar a verdade da salva��o e de a levar at� os confins
da terra (cf. At 1,8). Faz, portanto, suas as palavras do
Ap�stolo: �Ai de mim, se n�o prego o Evangelho� (1 Cor
9,16), e, por isso, continua a mandar incessantemente os
seus mission�rios, at� que as novas igrejas se formem
plenamente e prossigam, por sua vez, a obra da evangeliza��o
(LG 17).
A Igreja,
enviada por Deus a todas as gentes, para ser sacramento
universal de salva��o, por �ntima exig�ncia da pr�pria
catolicidade, obedecendo a um mandato de Cristo, procura
anunciar o Evangelho a todos os povos.
J�, os
pr�prios ap�stolos, em quem a Igreja se alicer�a, seguindo o
exemplo de Jesus Cristo, �pregaram a palavra da verdade e
geraram igrejas�.
Aos seus
sucessores compete perpetuar esta obra, para que �a palavra
de Deus se propague e seja glorificada� (2 Tes 3,1), e o
Reino de Deus seja pregado e estabelecido em toda a terra (AG
1 cf tb. AG 5).
E, esta
miss�o, a Igreja a realiza mediante a atividade mission�ria,
obedecendo ao mandato de Cristo, movida pela gra�a e pela
caridade do Esp�rito Santo. Assim, a Igreja se torna
presente a todos os homens ou povos para os conduzir � f�, �
liberdade e � paz de Cristo, pelo exemplo de vida * pela
prega��o * pelos sacramentos e outros meios da gra�a, para
conduzi-los, por um caminho seguro, a participarem
plenamente no mist�rio de Cristo (cf. AG 5).
�,
portanto, por um especial mandato do Senhor (�ide e pregai o
Evangelho a toda criatura�) que a Igreja procura dedicar-se
com muito zelo �s miss�es (LG 16).
2.
O que entendemos por miss�es?
O nome de
MISS�ES d�-se, geralmente, �quelas atividades
caracter�sticas com que os anunciadores do Evangelho, indo
pelo mundo inteiro, enviados pela Igreja, realizam o encargo
de pregar o Evangelho e de implantar a mesma Igreja entre os
povos que ainda n�o cr�em no Cristo. Essas MISS�ES s�o
levadas a efeito pela atividade mission�ria e exercem-se,
ordinariamente, em certos territ�rios reconhecidos pela
Santa S�.
O FIM DA
ATIVIDADE MISSION�RIA � a evangeliza��o e a implanta��o da
Igreja nos povos e grupos em que ainda n�o est� radicada.
Assim, a
partir da semente da palavra de Deus, � necess�rio que se
desenvolvam, por toda parte, igrejas aut�ctones
particulares, dotadas de for�as pr�prias e maturidade, com
hierarquia pr�pria, unida ao povo fiel e suficientemente
providas de meios proporcionados a uma vida crist� plena,
contribuindo para a vida e o bem da Igreja Universal (n�o a
do Edir Macedo).
O MEIO
PRINCIPAL DESTA IMPLANTA��O � a prega��o do Evangelho de
Jesus Cristo. Para o anunciar, o Senhor enviou pelo mundo
todo os seus disc�pulos, a fim de que os homens, uma vez
renascidos pela Palavra de Deus, fossem agregados pelo
Batismo � Igreja a qual, como Corpo do Verbo Encarnado, se
nutre e vive da Palavra de Deus e do P�o Eucar�stico (At
2,42).
3.
Situa��es diversas em que se pode exercer a atividade
mission�ria
Na
atividade mission�ria d�o-se, por vezes, situa��es diversas:
a do come�o ou implanta��o, e a do crescimento ou juventude,
depois.
Ultrapassadas essas etapas n�o acaba, contudo, a a��o
mission�ria da Igreja, mas � �s igrejas particulares j�
constitu�das que incumbe o dever de continuar pregando o
Evangelho a todos os que tinham ficado de fora.
Devemos
lembrar ainda que, por diversos motivos, as sociedades entre
as quais a Igreja vive, podem sofrer mudan�as radicais,
podendo, assim, surgir condi��es inteiramente novas
(progresso e bem-estar e materialismo europeu, mudan�as de
regimes, ideologias...).
Ent�o, a
Igreja deve ponderar se estas novas condi��es n�o exigem de
novo a sua atividade mission�ria (Nova Evangeliza��o da
Am�rica Latina, da Europa...).
Al�m
disso, podem ocorrer circunst�ncias que n�o possibilitem,
por algum tempo, a proclama��o direta e imediata da mensagem
evang�lica. Nesse caso, com paci�ncia e prud�ncia e, ao
mesmo tempo, com grande confian�a, os mission�rios (ao
menos) podem testemunhar a caridade e a benefic�ncia de
Cristo e, assim, preparar os caminhos do Senhor e torn�-lo
de algum modo presente (alguns pa�ses da �sia, �frica, entre
os mu�ulmanos, comunistas, em Estados Laicos...) Exemplo:
Teresa de Calcut� no I�men do Sul
Outro
problema que dificulta o trabalho mission�rio � a divis�o
entre n�s e as muitas igrejas crist�s que vivem se
combatendo em nome de Cristo. � preciso tentar superar isto
sempre mais. Se ainda n�o pudermos dar um testemunho de
completo acordo, o testemunho de uma s� f�, precisamos, ao
menos, estar animados de m�tua estima e caridade (pelo menos
estar animados da mesma caridade se ainda n�o podemos
professar a mesma f�).
O
PADRE DEHON E AS MISS�ES
Desde os
in�cios da Congrega��o, as miss�es eram consideradas pelo
Padre Dehon como um campo vast�ssimo, onde se poderia
realizar o esp�rito caracter�stico dos Sacerdotes do Cora��o
de Jesus, ou seja, o AMOR A DEUS E AO PR�XIMO; a repara��o,
levando os homens � salva��o; o apostolado praticado com a
m�xima generosidade, dando a vida, pouco a pouco, dia ap�s
dia; um apostolado vivido, o mais poss�vel,
comunitariamente.
Em 1882, o
Padre Dehon entregou a D. Thibaudier, de partida para Roma,
uma carta, endere�ada a Le�o XIII. Toda a comunidade da Casa
Sagrado Cora��o, de S�o Quintino, havia assinado esta carta.
O Padre Fundador escrevia: �Haurindo do Cora��o de Jesus o
esp�rito de sacrif�cio, sentir-nos-emos felizes de estar, em
breve, presentes nas miss�es� (Projet p. 50).
Numa carta
aos seminaristas (fil�sofos e te�logos) de Lille, o Padre
Dehon escreve que para corresponder ao amor de Cristo �
necess�rio, entre outras coisas, escolher aquelas �formas de
apostolado que exigem maior sacrif�cio, como a assist�ncia
aos oper�rios, o cuidado dos pobres e as long�nquas
miss�es�.
Esta
exig�ncia de generosidade absoluta recorda o belo testemunho
que o Vaticano II deu dos Institutos religiosos que se
dedicam ao apostolado mission�rio: �H� s�culos, estes
Institutos suportam o peso do dia e do calor, devotando-se
ao trabalho mission�rio... Muitas vezes, a Santa S� lhes
confiou a evangeliza��o de imensos territ�rios, nos quais
eles souberam reunir para o Senhor um novo povo, a igreja
local, obediente aos seus pastores pr�prios... A estas
igrejas, que eles fundaram com o seu suor e mesmo com o
pr�prio sangue, eles prestar�o servi�o v�lido baseado no seu
zelo apost�lico e na sua experi�ncia, colaborando
fraternalmente no trabalho pastoral e em todas as
iniciativas que visem o bem comum destes povos� (AG 27).
A hist�ria
da atividade mission�ria da Congrega��o e de tantos outros
prova a exatid�o deste testemunho do Vaticano II. (Cf, tb.
Mensagem XX Cap�tulo Geral � 1997).
A)
O DESEJO
DAS MISS�ES (P. Dehon)
Para
despertar ou aumentar em n�s o esp�rito mission�rio, talvez
seja interessante relembrar os esfor�os do Padre Dehon para
obter uma miss�o da Santa S�.
A
Congrega��o mal sa�ra da tempestade da supress�o (dezembro
de 1883 a mar�o de 1884) e j� o Padre Dehon escreve a D.
Thibaudier (dez. de 1885): �Entre n�s se cultiva sempre o
desejo das miss�es. Poder�eis, talvez, falar sobre isto em
Roma? De fato, as Congrega��es que pedem miss�es s�o muito
bem vistas em Roma� (NHV, XV, p.43-44).
A 07 de
novembro de 1886, escreve a D. Thibaudier: �Ainda que as
miss�es n�o sejam o nosso fim espec�fico, muitos de nossos
confrades est�o ansiosos por levar o amor do divino Cora��o
�s terras pag�s que a Santa S� nos confiar�.
Antes da
fracassada experi�ncia do Equador (1888-1896), o Padre Dehon
recebera uma oferta de uma miss�o em Nova Guin� (outubro de
1887). Era uma col�nia alem� e pediram mission�rios alem�es.
Mas, o Padre Dehon s� tinha SEMINARISTAS alem�es.
No dia 03
de dezembro de 1887, escreve no seu Di�rio: �Pe�o a S�o
Francisco Xavier que nos ajude em todos os nossos projetos
mission�rios�(NQT IV, 5v).
E, no dia
19.02.1888, anota: �Hoje mandei a Roma um pedido para obter
uma miss�o no exterior� (NQT IV, 22v). Cf. Suplemento da
apostila Hist�ria da Congrega��o.
Dois dias
depois chega a proposta do P. J�lio Mantovelle, do Equador
(Oblatos do Divino Amor), de fundir a sua Congrega��o com a
nossa. O Padre Dehon, que pensava numa miss�o, aceita.
Depois, essa fus�o n�o se realizou, apesar de os nossos
padres terem ido ao Equador. L� trabalharam alguns anos, com
muitas dificuldades, e acabaram sendo expulsos (ma�onaria �
P. Blanc � carta do P. Lux).
Depois da
expuls�o do Equador (1896), o Padre Dehon n�o sossegou at�
conseguir uma miss�o (Congo � 25.03.1897). Foi, de in�cio,
confiada �s Prov�ncias Belgo-Luxemburguesa e Holandesa.
E, o Padre
Dehon continuou mandando seus mission�rios:
-
1893: Nordeste do Brasil (j� antes do Congo).
-
1898: Tun�sia (abandonada em 1900)
-
1903: Sul do Brasil
-
1904: Tchecoslov�quia (n�o deu certo)
-
1907: Finl�ndia
-
1910: Canad�
-
1911: Su�cia (depois abandonada)
-
1923: Estados Unidos (peles vermelhas de Dakota do Sul)
-
1923: Miss�o de Gariep (�frica do Sul)
B) UMA
SITUA��O MUITO DIFERENTE
A situa��o
mission�ria atual � muito diferente da situa��o do tempo do
Padre Dehon (+ 1925).
O
colonialismo (ao menos pol�tico) � j� uma recorda��o
long�nqua. Os pa�ses do 3� Mundo conquistaram a sua
independ�ncia, t�m consci�ncia de suas culturas t�picas,
querem valoriz�-las e viv�-las; t�m uma personalidade
pr�pria e exigem o respeito dos seus direitos; v�o
adquirindo um peso sempre maior na hist�ria do mundo.
Tamb�m
diante do cristianismo a sua posi��o � muito variada: vai
desde a oposi��o ou persegui��o � toler�ncia, � conviv�ncia,
� aceita��o.
H� algum
tempo, partiam para as miss�es somente os religiosos e
religiosas. Hoje, v�o tamb�m os padres diocesanos, leigos,
casais...
H� alguns
anos os mission�rios (religiosos) tinham em suas m�os tudo o
que de algum modo estava ligado �s miss�es: catequese,
escolas, dispens�rios e at� as planta��es e cria��o de gado.
Agora, n�o
s� a parte material e administrativa passou para as m�os dos
leigos crist�os, mas � sempre maior a participa��o ativa na
pr�pria evangeliza��o do povo, no seu ambiente pol�tico,
econ�mico, social, e se procura salvaguardar os valores
culturais pr�prios de cada povo.
Cada um
pode imaginar como a evangeliza��o se tornou hoje muito mais
complexa em rela��o ao tempo do Padre Dehon. Basta ler os
documentos do s�nodo dos bispos de 1974: �Evangeliza��o e
mundo contempor�neo� e a espl�ndida enc�clica de Paulo VI,
�Evangelii Nuntiandi� (08.12.1975). Cf. tamb�m a Redemptoris
Missio , Comla 5, etc.
Surgem
sempre novos problemas e eles devem ser resolvidos, ao menos
em grande parte, pelas pr�prias igrejas locais.
Fala-se
muito, hoje, em nova evangeliza��o, novos are�pagos...
H� muitos
Cursos de Missiologia, reciclagens para mission�rios em
f�rias...
C) PADRE
DEHON, MISSION�RIO E M�RTIR.
Com 81
anos completos, o Padre Dehon come�a o 45� caderno de seu
Di�rio: �Este � o �ltimo caderno e, talvez, o �ltimo ano.
Fiat! A minha carreira chega ao fim, � o crep�sculo da minha
vida� (p. 1).
Estamos em
janeiro de 1925. �, de fato, o �ltimo ano de sua vida.
Morrer�, em Bruxelas, no dia 12 de agosto de 1925.
E, ele faz
um balan�o de sua longa exist�ncia, iniciando exatamente
pela sua voca��o mission�ria: �O ideal da minha vida, o voto
que formulava desde a minha juventude, era o de ser
mission�rio e m�rtir. Parece-me que este voto se cumpriu.
Sou mission�rio com os cem e mais mission�rios que tenho em
todas as partes do mundo� (pp. 1-2). M�rtir, ele o foi
atrav�s de suas provas dolorosas, algumas mesmo her�icas, de
sua longa vida.
Embora ele
se considere �o menor e o mais indigno de todos os
fundadores� (p. 2), cada dia une-se aos grandes santos,
especialmente aos fundadores de Ordens e Congrega��es
Religiosas porque, de uma certa forma, se sente unido ao seu
ideal grandioso: �Conquistar o mundo para Jesus Cristo...
Cada dia uno-me a todas estas almas. Gostaria de elevar o
meu ideal a altura do deles. Amo ardentemente a Nosso Senhor
e gostaria de promover o Reino do Sagrado Cora��o� (pp.
2-3).
Lembra, a
seguir, aqueles que fundaram a Procura das Miss�es de
Bruxelas; lembra Mons. Grison e outros mission�rios �v�rios
dos quais deram generosamente a vida pelas miss�es. E lembra
que s� o fato de ir ao Congo mereceria j� a honra do
mart�rio� (L.C. 381). Congo: O caminho da morte.
Durante a
longa viagem ao redor do mundo (1910-1911), o Padre Dehon se
interessa, de modo especial, pelo trabalho mission�rio. Na
audi�ncia particular de 11.04.1911 (Pio X), apresenta ao
Papa um longo relat�rio, ressaltando v�rios problemas do
apostolado mission�rio. Ele fala dos problemas do Canad�,
Estados Unidos, China, Cor�ia, Manch�ria, Filipinas, Ceil�o
(Sri Lan�a) e �ndia (cf. Projet p. 311).
No final
do �ltimo caderno do seu Di�rio (julho de 1925) encontramos
ainda uma nota que recorda as miss�es: �No dia 06 de julho
de 1897 partiam os primeiros mission�rios para o Congo. Esta
miss�o foi a obra mais importante da Congrega��o, entre
todas as obras de nosso apostolado� (p. 64).
Padre
Dehon morreu como tinha vivido: �Por ele (Cristo) vivi, por
ele eu morro. � meu tudo, a minha vida, a minha morte e a
minha eternidade�.
Nosso
Fundador cultivou o ideal mission�rio desde a juventude.
Teve uma verdadeira voca��o mission�ria, que n�o p�de
realizar pessoalmente, mas a realizou nos muitos
mission�rios de sua Congrega��o.
J�, como
menino, costumava ler os Anais da Propaga��o da F� e da
Santa Inf�ncia. Ele escreve: �Sentia-me atra�do para a
miss�o com Nosso Senhor e pelo zelo para a salva��o das
almas... Desejava doar-me completamente; queria ser
religioso e mission�rio� (NHV, I, p. 29).
Como jovem
turista (21 anos), em sua viagem pelo Oriente, alegra-se com
a abertura do Canal de Suez (1865), porque � assim ser� mais
f�cil chegar �s miss�es da �sia� (NHV, III, p.138).
Como
Fundador tem uma grande predile��o pelas miss�es,
especialmente naqueles pa�ses onde o clima � mais
desfavor�vel (por ex. o Congo), para realizar melhor o
esp�rito da voca��o dehoniana: �a profiss�o da imola��o�.
Carregando a Cruz de Jesus, salvam-se as almas (cf. Projet,
pp. 273-274; 362; 415).
��
evidente que o Sagrado Cora��o de Jesus ser� honrado de
forma mais perfeita, se o zelo pela sua gl�ria se exercita
em condi��es dif�ceis, como nas long�nquas miss�es.
Pratica-se, ent�o, um ato de abnega��o que � uma grande
prova de amor para com Nosso Senhor� (LC, p. 163).
Duas
formas de apostolado terminam por prevalecer na Congrega��o:
as miss�es na pr�pria p�tria e no exterior. O Padre Dehon as
aceita e confirma como uma indica��o da Provid�ncia (cf.
Projet, p.303).
Da� o
empenho do Padre Dehon em cultivar muitas voca��es
mission�rias. Em dezembro de 1910, escreve ao P. Adriano
Guillaume: �Poder�amos fazer muito mais para a alegria de
Nosso Senhor, se tiv�ssemos mais mission�rios no Congo, no
Canad�, etc... Procurai muitas voca��es, fazei os nossos
jovens rezar muito para esta finalidade� (Projet, p. 448).
E, um ano
antes (setembro de 1909), pensando nas exig�ncias de pessoal
para incrementar a miss�o no Congo, anota em seu Di�rio:
�Seriam necess�rios vinte sacerdotes a mais� (hoje faltam
muito mais).
Em julho
de 1919, o Padre Dehon publica um notici�rio, no qual
exprime o seu grande sofrimento pela pen�ria das voca��es
mission�rias, devido � primeira Guerra Mundial. Ressalta, no
entanto, que a voca��o mission�ria � muito viva na
Congrega��o: �Um bom n�mero dos nossos deseja levar o amor
do divino Cora��o �s terras de miss�o� (Projet, p. 395).
E, ele faz
tamb�m todos os sacrif�cios poss�veis para enviar
mission�rios ao Congo e Camar�es.
Numa carta
de junho de 1922, ele volta a falar da exig�ncia de pessoal
qualificado para as miss�es: �Rezai pelo nosso recrutamento.
As nossas miss�es exigem tanto pessoal. N�o queremos apenas
o n�mero mas, sobretudo, o fervor e a generosidade� (LC, p.
279).
E, em
dezembro de 1923, repetia ainda: �Trabalhemos corajosamente
pelas nossas miss�es e recrutemos muitos mission�rios� (LC,
p. 285).
� a mesma
preocupa��o de Cristo, e a mesma recomenda��o que fazia aos
seus disc�pulos: �Ent�o disse aos seus disc�pulos: A
colheita � grande, mas os oper�rios s�o poucos. Pedi, pois,
ao Senhor da colheita que envie oper�rios para a sua
colheita� (Mt 9, 37-38).
Corup�, 01
de outubro de 2004.
P.
Francisco Sehnem, scj.
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