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   XX

o fundador e as miss�es
 

1.     Princ�pios Teol�gicos

 A Igreja peregrina �, por sua natureza, mission�ria, porque tem a sua origem, segundo o des�gnio de Deus Pai, na MISS�O do Filho e do Esp�rito Santo.

Este des�gnio brota da caridade do Pai que, sendo o princ�pio de quem � gerado o Filho e de quem procede o Esp�rito Santo pelo Filho, quis derramar e n�o cessa de derramar ainda a bondade divina, criando-nos livremente pela sua extraordin�ria e misericordiosa benignidade, e depois chamando-nos gratuitamente a partilhar da sua pr�pria vida e gl�ria.

Quis ser, assim, n�o s� o Criador de todas as coisas, mas, tamb�m, �tudo em todas as coisas� (I Cor 15,28), conseguindo, simultaneamente a sua gl�ria e a nossa felicidade.

No entanto, Deus quis chamar os homens a esta participa��o na sua vida, n�o s� de modo individual e sem qualquer solidariedade m�tua, mas constituindo-os num povo em que os seus filhos, que estavam dispersos, se congregassem em unidade (AG 2).

Como o Filho foi enviado pelo Pai, assim tamb�m ele enviou os ap�stolos (cf. Jo 20,21), dizendo: �Ide, pois, fazei disc�pulos de todas as na��es, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Esp�rito Santo, ensinando-as a cumprir tudo quanto vos prescrevi� (Mt 28,19-20).

A Igreja recebeu dos ap�stolos este mandato solene de Cristo, de anunciar a verdade da salva��o e de a levar at� os confins da terra (cf. At 1,8). Faz, portanto, suas as palavras do Ap�stolo: �Ai de mim, se n�o prego o Evangelho� (1 Cor 9,16), e, por isso, continua a mandar incessantemente os seus mission�rios, at� que as novas igrejas se formem plenamente e prossigam, por sua vez, a obra da evangeliza��o (LG 17).

A Igreja, enviada por Deus a todas as gentes, para ser sacramento universal de salva��o, por �ntima exig�ncia da pr�pria catolicidade, obedecendo a um mandato de Cristo, procura anunciar o Evangelho a todos os povos.

J�, os pr�prios ap�stolos, em quem a Igreja se alicer�a, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, �pregaram a palavra da verdade e geraram igrejas�.

Aos seus sucessores compete perpetuar esta obra, para que �a palavra de Deus se propague e seja glorificada� (2 Tes 3,1), e o Reino de Deus seja pregado e estabelecido em toda a terra (AG 1 cf tb. AG 5).

E, esta miss�o, a Igreja a realiza mediante a atividade mission�ria, obedecendo ao mandato de Cristo, movida pela gra�a e pela caridade do Esp�rito Santo. Assim, a Igreja se torna presente a todos os homens ou povos para os conduzir � f�, � liberdade e � paz de Cristo, pelo exemplo de vida * pela prega��o * pelos sacramentos e outros meios da gra�a, para conduzi-los, por um caminho seguro, a participarem plenamente no mist�rio de Cristo (cf. AG 5).

�, portanto, por um especial mandato do Senhor (�ide e pregai o Evangelho a toda criatura�) que a Igreja procura dedicar-se com muito zelo �s miss�es (LG 16).

2.     O que entendemos por miss�es?

 O nome de MISS�ES d�-se, geralmente, �quelas atividades caracter�sticas com que os anunciadores do Evangelho, indo pelo mundo inteiro, enviados pela Igreja, realizam o encargo de pregar o Evangelho e de implantar a mesma Igreja entre os povos que ainda n�o cr�em no Cristo. Essas MISS�ES s�o levadas a efeito pela atividade mission�ria e exercem-se, ordinariamente, em certos territ�rios reconhecidos pela Santa S�.

O FIM DA ATIVIDADE MISSION�RIA � a evangeliza��o e a implanta��o da Igreja nos povos e grupos em que ainda n�o est� radicada.

Assim, a partir da semente da palavra de Deus, � necess�rio que se desenvolvam, por toda parte, igrejas aut�ctones particulares, dotadas de for�as pr�prias e maturidade, com hierarquia pr�pria, unida ao povo fiel e  suficientemente providas de meios proporcionados a uma vida crist� plena, contribuindo para a vida e o bem da Igreja Universal (n�o a do Edir Macedo).

O MEIO PRINCIPAL DESTA IMPLANTA��O � a prega��o do Evangelho de Jesus Cristo. Para o anunciar, o Senhor enviou pelo mundo todo os seus disc�pulos, a fim de que os homens, uma vez renascidos pela Palavra de Deus, fossem agregados pelo Batismo � Igreja a qual, como Corpo do Verbo Encarnado, se nutre e vive da Palavra de Deus e do P�o Eucar�stico (At 2,42).

3.     Situa��es diversas em que se pode exercer a atividade mission�ria

 Na atividade mission�ria d�o-se, por vezes, situa��es diversas: a do come�o ou implanta��o, e a do crescimento ou juventude, depois.

Ultrapassadas essas etapas n�o acaba, contudo, a a��o mission�ria da Igreja, mas � �s igrejas particulares j� constitu�das que incumbe o dever de continuar pregando o Evangelho a todos os que tinham ficado de fora.

Devemos lembrar ainda que, por diversos motivos, as sociedades entre as quais a Igreja vive, podem sofrer mudan�as radicais, podendo, assim, surgir condi��es inteiramente novas (progresso e bem-estar e materialismo europeu, mudan�as de regimes, ideologias...).

Ent�o, a Igreja deve ponderar se estas novas condi��es n�o exigem de novo a sua atividade mission�ria (Nova Evangeliza��o da Am�rica Latina, da Europa...).

Al�m disso, podem ocorrer circunst�ncias que n�o possibilitem, por algum tempo, a proclama��o direta e imediata da mensagem evang�lica. Nesse caso, com paci�ncia e prud�ncia e, ao mesmo tempo, com grande confian�a, os mission�rios (ao menos) podem testemunhar a caridade e a benefic�ncia de Cristo e, assim, preparar os caminhos do Senhor e torn�-lo de algum modo presente (alguns pa�ses da �sia, �frica, entre os mu�ulmanos, comunistas, em Estados Laicos...) Exemplo: Teresa de Calcut� no I�men do Sul

Outro problema que dificulta o trabalho mission�rio � a divis�o entre n�s e as muitas igrejas crist�s que vivem se combatendo em nome de Cristo. � preciso tentar superar isto sempre mais. Se ainda n�o pudermos dar um testemunho de completo acordo, o testemunho de uma s� f�, precisamos, ao menos, estar animados de m�tua estima e caridade (pelo menos estar animados da mesma caridade se ainda n�o podemos professar a mesma f�).

O PADRE DEHON E AS MISS�ES

 Desde os in�cios da Congrega��o, as miss�es eram consideradas pelo Padre Dehon como um campo vast�ssimo, onde se poderia realizar o esp�rito caracter�stico dos Sacerdotes do Cora��o de Jesus, ou seja, o AMOR A DEUS E AO PR�XIMO; a repara��o, levando os homens � salva��o; o apostolado praticado com a m�xima generosidade, dando a vida, pouco a pouco, dia ap�s dia; um apostolado vivido, o mais poss�vel, comunitariamente.

Em 1882, o Padre Dehon entregou a D. Thibaudier, de partida para Roma, uma carta, endere�ada a Le�o XIII. Toda a comunidade da Casa Sagrado Cora��o, de S�o Quintino, havia assinado esta carta. O Padre Fundador escrevia: �Haurindo do Cora��o de Jesus o esp�rito de sacrif�cio, sentir-nos-emos felizes de estar, em breve, presentes nas miss�es� (Projet p. 50).

Numa carta aos seminaristas (fil�sofos e te�logos) de Lille, o Padre Dehon escreve que para corresponder ao amor de Cristo � necess�rio, entre outras coisas, escolher aquelas �formas de apostolado que exigem maior sacrif�cio, como a assist�ncia aos oper�rios, o cuidado dos pobres e as long�nquas miss�es�.

Esta exig�ncia de generosidade absoluta recorda o belo testemunho que o Vaticano II deu dos Institutos religiosos que se dedicam ao apostolado mission�rio: �H� s�culos, estes Institutos suportam o peso do dia e do calor, devotando-se ao trabalho mission�rio... Muitas vezes, a Santa S� lhes confiou a evangeliza��o de imensos territ�rios, nos quais eles souberam reunir para o Senhor um novo povo, a igreja local, obediente aos seus pastores pr�prios... A estas igrejas, que eles fundaram com o seu suor e mesmo com o pr�prio sangue, eles prestar�o servi�o v�lido baseado no seu zelo apost�lico e na sua experi�ncia, colaborando fraternalmente no trabalho pastoral e em todas as iniciativas que visem o bem comum destes povos� (AG 27).

A hist�ria da atividade mission�ria da Congrega��o e de tantos outros prova a exatid�o deste testemunho do Vaticano II. (Cf, tb. Mensagem XX Cap�tulo Geral � 1997).

A)   O DESEJO DAS MISS�ES (P. Dehon)

 Para despertar ou aumentar em n�s o esp�rito mission�rio, talvez seja interessante relembrar os esfor�os do Padre Dehon para obter uma miss�o da Santa S�.

A Congrega��o mal sa�ra da tempestade da supress�o (dezembro de 1883 a mar�o de 1884) e j� o Padre Dehon escreve a D. Thibaudier (dez. de 1885): �Entre n�s se cultiva sempre o desejo das miss�es. Poder�eis, talvez, falar sobre isto em Roma? De fato, as Congrega��es que pedem miss�es s�o muito bem vistas em Roma� (NHV, XV, p.43-44).

A 07 de novembro de 1886, escreve a D. Thibaudier: �Ainda que as miss�es n�o sejam o nosso fim espec�fico, muitos de nossos confrades est�o ansiosos por levar o amor do divino Cora��o �s terras pag�s que a Santa S� nos confiar�.

Antes da fracassada experi�ncia do Equador (1888-1896), o Padre Dehon recebera uma oferta de uma miss�o em Nova Guin� (outubro de 1887). Era uma col�nia alem� e pediram mission�rios alem�es. Mas, o Padre Dehon s� tinha SEMINARISTAS alem�es.

No dia 03 de dezembro de 1887, escreve no seu Di�rio: �Pe�o a S�o Francisco Xavier que nos ajude em todos os nossos projetos mission�rios�(NQT IV, 5v).

E, no dia 19.02.1888, anota: �Hoje mandei a Roma um pedido para obter uma miss�o no exterior� (NQT IV, 22v). Cf. Suplemento da apostila Hist�ria da Congrega��o.

Dois dias depois chega a proposta do P. J�lio Mantovelle, do Equador (Oblatos do Divino Amor), de fundir a sua Congrega��o com a nossa. O Padre Dehon, que pensava numa miss�o, aceita. Depois, essa fus�o n�o se realizou, apesar de os nossos padres terem ido ao Equador. L� trabalharam alguns anos, com muitas dificuldades, e acabaram sendo expulsos (ma�onaria � P. Blanc � carta do P. Lux).

Depois da expuls�o do Equador (1896), o Padre Dehon n�o sossegou at� conseguir uma miss�o (Congo � 25.03.1897). Foi, de in�cio, confiada �s Prov�ncias Belgo-Luxemburguesa e Holandesa.

E, o Padre Dehon continuou mandando seus mission�rios:

-         1893: Nordeste do Brasil (j� antes do Congo).

-         1898: Tun�sia (abandonada em 1900)

-         1903: Sul do Brasil

-         1904: Tchecoslov�quia (n�o deu certo)

-         1907: Finl�ndia

-         1910: Canad�

-         1911: Su�cia (depois abandonada)

-         1923: Estados Unidos (peles vermelhas de Dakota do Sul)

-         1923: Miss�o de Gariep (�frica do Sul)

 B)   UMA SITUA��O MUITO DIFERENTE 

A situa��o mission�ria atual � muito diferente da situa��o do tempo do Padre Dehon (+ 1925).

O colonialismo (ao menos pol�tico) � j� uma recorda��o long�nqua. Os pa�ses do 3� Mundo conquistaram a sua independ�ncia, t�m consci�ncia de suas culturas t�picas, querem valoriz�-las e viv�-las; t�m uma personalidade pr�pria e exigem o respeito dos seus direitos; v�o adquirindo um peso sempre maior na hist�ria do mundo.

Tamb�m diante do cristianismo a sua posi��o � muito variada: vai desde a oposi��o ou persegui��o � toler�ncia, � conviv�ncia, � aceita��o.

H� algum tempo, partiam para as miss�es somente os religiosos e religiosas. Hoje, v�o tamb�m os padres diocesanos, leigos, casais...

H� alguns anos os mission�rios (religiosos) tinham em suas m�os tudo o que de algum modo estava ligado �s miss�es: catequese, escolas, dispens�rios e at� as planta��es e cria��o de gado.

Agora, n�o s� a parte material e administrativa passou para as m�os dos leigos crist�os, mas � sempre maior a participa��o ativa na pr�pria evangeliza��o do povo, no seu ambiente pol�tico, econ�mico, social, e se procura salvaguardar os valores culturais pr�prios de cada povo.

Cada um pode imaginar como a evangeliza��o se tornou hoje muito mais complexa em rela��o ao tempo do Padre Dehon. Basta ler os documentos do s�nodo dos bispos de 1974: �Evangeliza��o e mundo contempor�neo� e a espl�ndida enc�clica de Paulo VI, �Evangelii Nuntiandi� (08.12.1975). Cf. tamb�m a Redemptoris Missio , Comla 5, etc.

Surgem sempre novos problemas e eles devem ser resolvidos, ao menos em grande parte, pelas pr�prias igrejas locais.

Fala-se muito, hoje, em nova evangeliza��o, novos are�pagos...

H� muitos Cursos de Missiologia, reciclagens para mission�rios em f�rias... 

C)  PADRE DEHON, MISSION�RIO E M�RTIR. 

Com 81 anos completos, o Padre Dehon come�a o 45� caderno de seu Di�rio: �Este � o �ltimo caderno e, talvez, o �ltimo ano. Fiat! A minha carreira chega ao fim, � o crep�sculo da minha vida� (p. 1).

Estamos em janeiro de 1925. �, de fato, o �ltimo ano de sua vida. Morrer�, em Bruxelas, no dia 12 de agosto de 1925.

E, ele faz um balan�o de sua longa exist�ncia, iniciando exatamente pela sua voca��o mission�ria: �O ideal da minha vida, o voto que formulava desde a minha juventude, era o de ser mission�rio e m�rtir. Parece-me que este voto se cumpriu. Sou mission�rio com os cem e mais mission�rios que tenho em todas as partes do mundo� (pp. 1-2). M�rtir, ele o foi atrav�s de suas provas dolorosas, algumas mesmo her�icas, de sua longa vida.

Embora ele se considere �o menor e o mais indigno de todos os fundadores� (p. 2), cada dia une-se aos grandes santos, especialmente aos fundadores de Ordens e Congrega��es Religiosas porque, de uma certa forma, se sente unido ao seu ideal grandioso: �Conquistar o mundo para Jesus Cristo... Cada dia uno-me a todas estas almas. Gostaria de elevar o meu ideal a altura do deles. Amo ardentemente a Nosso Senhor e gostaria de promover o Reino do Sagrado Cora��o� (pp. 2-3).

Lembra, a seguir, aqueles que fundaram a Procura das Miss�es de Bruxelas; lembra Mons. Grison e outros mission�rios �v�rios dos quais deram generosamente a vida pelas miss�es. E lembra que s� o fato de ir ao Congo mereceria j� a honra do mart�rio� (L.C. 381). Congo: O caminho da morte.

 Durante a longa viagem ao redor do mundo (1910-1911), o Padre Dehon se interessa, de modo especial, pelo trabalho mission�rio. Na audi�ncia particular de 11.04.1911 (Pio X), apresenta ao Papa um longo relat�rio, ressaltando v�rios problemas do apostolado mission�rio. Ele fala dos problemas do Canad�, Estados Unidos, China, Cor�ia, Manch�ria, Filipinas, Ceil�o (Sri Lan�a) e �ndia (cf. Projet p. 311).

No final do �ltimo caderno do seu Di�rio (julho de 1925) encontramos ainda uma nota que recorda as miss�es: �No dia 06 de julho de 1897 partiam os primeiros mission�rios para o Congo. Esta miss�o foi a obra mais importante da Congrega��o, entre todas as obras de nosso apostolado� (p. 64).

Padre Dehon morreu como tinha vivido: �Por ele (Cristo) vivi, por ele eu morro. � meu tudo, a minha vida, a minha morte e a minha eternidade�.

Nosso Fundador cultivou o ideal mission�rio desde a juventude. Teve uma verdadeira voca��o mission�ria, que n�o p�de realizar pessoalmente, mas a realizou nos muitos mission�rios de sua Congrega��o.

J�, como menino, costumava ler os Anais da Propaga��o da F� e da Santa Inf�ncia. Ele escreve: �Sentia-me atra�do para a miss�o com Nosso Senhor e pelo zelo para a salva��o das almas... Desejava doar-me completamente; queria ser religioso e mission�rio� (NHV, I, p. 29).

Como jovem turista (21 anos), em sua viagem pelo Oriente, alegra-se com a abertura do Canal de Suez (1865), porque � assim ser� mais f�cil chegar �s miss�es da �sia� (NHV, III, p.138).

Como Fundador tem uma grande predile��o pelas miss�es, especialmente naqueles pa�ses onde o clima � mais desfavor�vel (por ex. o Congo), para realizar melhor o esp�rito da voca��o dehoniana: �a profiss�o da imola��o�. Carregando a Cruz de Jesus, salvam-se as almas (cf. Projet, pp. 273-274; 362; 415).

�� evidente que o Sagrado Cora��o de Jesus ser� honrado de forma mais perfeita, se o zelo pela sua gl�ria se exercita em condi��es dif�ceis, como nas long�nquas miss�es. Pratica-se, ent�o, um ato de abnega��o que � uma grande prova de amor para com Nosso Senhor� (LC, p. 163).

Duas formas de apostolado terminam por prevalecer na Congrega��o: as miss�es na pr�pria p�tria e no exterior. O Padre Dehon as aceita e confirma como uma indica��o da Provid�ncia (cf. Projet, p.303).

Da� o empenho do Padre Dehon em cultivar muitas voca��es mission�rias. Em dezembro de 1910, escreve ao P. Adriano Guillaume: �Poder�amos fazer muito mais para a alegria de Nosso Senhor, se tiv�ssemos mais mission�rios no Congo, no Canad�, etc... Procurai muitas voca��es, fazei os nossos jovens rezar muito para esta finalidade� (Projet, p. 448).

E, um ano antes (setembro de 1909), pensando nas exig�ncias de pessoal para incrementar a miss�o no Congo, anota em seu Di�rio: �Seriam necess�rios vinte sacerdotes a mais� (hoje faltam muito mais).

Em julho de 1919, o Padre Dehon publica um notici�rio, no qual exprime o seu grande sofrimento pela pen�ria das voca��es mission�rias, devido � primeira Guerra Mundial. Ressalta, no entanto, que a voca��o mission�ria � muito viva na Congrega��o: �Um bom n�mero dos nossos deseja levar o amor do divino Cora��o �s terras de miss�o� (Projet, p. 395).

E, ele faz tamb�m todos os sacrif�cios poss�veis para enviar mission�rios ao Congo e Camar�es.

Numa carta de junho de 1922, ele volta a falar da exig�ncia de pessoal qualificado para as miss�es: �Rezai pelo nosso recrutamento. As nossas miss�es exigem tanto pessoal. N�o queremos apenas o n�mero mas, sobretudo, o fervor e a generosidade� (LC, p. 279).

E, em dezembro de 1923, repetia ainda: �Trabalhemos corajosamente pelas nossas miss�es e recrutemos muitos mission�rios� (LC, p. 285).

� a mesma preocupa��o de Cristo, e a mesma recomenda��o que fazia aos seus disc�pulos: �Ent�o disse aos seus disc�pulos: A colheita � grande, mas os oper�rios s�o poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie oper�rios para a sua colheita� (Mt 9, 37-38).

Corup�, 01 de outubro de 2004.

P. Francisco Sehnem, scj.

 

 
 

 

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