No próximo domingo, 7 de setembro, milhares de pessoas vão às ruas convocadas pelo Grito dos Excluídos
“O Grito deste ano quer questionar o modelo econômico que privilegia os grandes negócios em detrimento do pequeno e médio empreendimento e das iniciativas comunitárias”, explica o secretário nacional do Grito, Ari Alberti. Segundo Alberti, o Grito questiona também as ações “que não colocam o ser humano em primeiro lugar e destroem a biodiversidade”. Além disso, será um protesto contra as “políticas compensatórias que substituem a implantação de políticas sociais públicas”.
O presidente da Comissão Episcopal para a Justiça, a Caridade e a Paz da CNBB, dom Pedro Luiz Stringhini, em carta data de junho, manifestou o apoio ao Grito, que surgiu como fruto da Campanha da Fraternidade da CNBB, em 1995. “O compromisso com esta causa [defendida pelo Grito] nos compromete no esforço de superação da exclusão em nosso País, participando da construção de uma sociedade justa e solidária”, lembra dom Pedro.
Em sua 14ª edição, o Grito deste ano repercute a Campanha da Fraternidade-2008 ao adotar o tema “Vida em primeiro lugar, com direitos e participação popular”. “O Grito dos Excluídos protesta veementemente contra as chacinas e a limpeza urbana, contra a repressão policial e a falta de liberdade para os moradores de rua nas grandes cidades”, lembra o secretário.