Governo da Venezuela tira rádios do ar

by Portal DEHON Brasil 1. agosto 2009 18:52
O governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, cancelou a licença de 34 emissoras de rádio e ameaça tirar do ar outras 200, em meio a uma campanha para acabar com o que chama de "abuso" da liberdade de expressão. As emissoras foram fechadas na manhã deste sábado, por decisão da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), provocando protestos em torno de suas instalações em Caracas e em várias cidades do interior do país.

Entre as emissoras que saíram do ar hoje, as mais importantes pertenciam ao circuito CNB, com rádios em Caracas, Valencia, Maracaibo, San Cristóbal e Coro, que mantinham uma programação informativa e espaços para críticas ao governo Chávez.

A Conatel realizou no mês passado um censo das emissoras de rádio que funcionam na Venezuela e exigiu uma série de documentos para a manutenção das concessões de transmissão. O ministro Diosdado Cabello, diretor da Conatel, garantiu que a decisão não é política e citou como causas para o cancelamento das frequências a morte do titular da concessão, renúncia, vencimento da licença sem o devido processo de renovação e improcedência no pedido de mudança de titularidade. Segundo a Conatel, 240 rádios e 45 TVs não entregaram a documentação exigida e deverão perder a concessão.

Na Venezuela funcionam cerca de 900 emissoras de rádio, incluindo 300 comunitárias.

Para a ministra da Informação e Comunicação, Blanca Eekhout, que denunciou uma "campanha midiática internacional contra a revolução venezuelana", é preciso regular a mídia, "especialmente as emissoras de rádio, que chegam à casa de todos, onde há meninos e meninas".

Na quinta-feira, a procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, apresentou à Assembléia Nacional um projeto de lei que prevê a prisão de jornalistas e outros profissionais da imprensa que cometam os chamados "crimes midiáticos". O projeto prevê que a pessoa que divulgar informação considerada "falsa", "manipulada", que cause "prejuízo aos interesses do Estado" ou atente contra a "moral pública" ou a "saúde mental" estará incorrendo em "crime midiático". Entre os crimes tipificados estão "a negativa de revelar informação" e a "omissão voluntária de fornecer informação", o que viola o direito de proteção da fonte jornalística.

Na semana passada, Chávez propôs a criação de uma "rádio popular" para operar nas frequências das emissoras cujas licenças serão canceladas.

"Estas emissoras, centenas delas, estão trabalhando ilegalmente, e não são pequenas, a maioria opera em rede de alcance nacional, sem permissão", disse o presidente, que prometeu "recuperar as frequências para colocá-las a serviço do país, a serviço do povo (...) e não a serviço da burguesia".

O cancelamento das licenças faz parte do que Chávez chama de "luta contra o latifúndio da mídia", e que inclui ainda o projeto de lei para limitar a formação de redes de rádio com cobertura nacional.

Para Carlos Correa, diretor da ONG de defesa da liberdade de expressão Espaço Público, Chávez quer "quebrar os circuitos de transmissão de alcance nacional com conteúdo crítico e independente".

"Estamos assistindo ao maior dispositivo restritivo à liberdade de expressão já visto na Venezuela, algo sem precedentes na época democrática". Na véspera, a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW) denunciou que o governo Chávez está tentando "limitar seriamente" a liberdade da imprensa na Venezuela. "Estamos diante do maior ataque à liberdade de expressão na Venezuela desde que Chávez assumiu o poder", declarou José Miguel Vivanco, diretor da HRW para as Américas, citado em comunicado.

Texto: Yahoo!Notícias Brasil

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Crise no Senado: duas décadas depois, a história se repete

by Portal DEHON Brasil 28. julho 2009 13:00

Em 1988, o então presidente José Sarney enfrentou a CPI da Corrupção, mas acabou escapando das nove acusações e do pedido de impeachment e continuou no poder

Acusado de comandar um vasto esquema de desvio de verbas públicas, José Sarney (PMDB-AP) corre o risco de ter o mandato cassado. Esse era o tom do noticiário em novembro de 1988, quando o então presidente se tornou alvo da CPI da Corrupção.

Após 11 meses de investigações no Senado, a CPI pedia o impeachment do primeiro presidente civil após duas décadas de ditadura militar. No relatório final, com 24 mil páginas, José Sarney foi acusado de nove crimes. Somente as denúncias de corrupção na Superintendência Nacional da Marinha Mercante alcançavam a cifra de US$ 550 milhões.

Além de pedir o afastamento do presidente, a peça sugeria o indiciamento de quatro ministros e ex-ministros, quatro empreiteiros e cinco escritórios de Brasília.

Boa parte das suspeitas envolveram o Ministério do Planejamento, mas também houve investigação no Banco do Brasil. Os principais ministros tiveram de dar depoimento à CPI, que teve como grande personagem Jorge Murad, genro do presidente que desfrutava de uma sala no 4º andar do Palácio do Planalto. Influente, Murad aconselhava Sarney sobre os rumos da política econômica e interferia na condução de grandes obras, o que levou a CPI a acusá-lo de negociar reajustes com empreiteiras.

Aprovado por unanimidade na CPI, o relatório foi enviado à Câmara, que deveria dar vazão ao pedido de impeachment. Pressionado pelo Planalto, 24 horas depois, o primeiro-vice-presidente, Inocêncio de Oliveira (PMDB-PE), arquivou o pedido sob o argumento de que tal sanção havia sido revogada pela Constituição.

A CPI recorreu ao Supremo Tribunal Federal, que devolveu a responsabilidade ao Congresso. José Sarney continuou no poder.

 

Texto: Jornal AN / Grupo RBS - 28/07/2009 (www.an.com.br)

 

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Artigos

Estudo mostra que casamento estável faz bem para a saúde

by Portal DEHON Brasil 27. julho 2009 16:41

O casamento estável e de longa duração pode ser bom para a saúde, mas o divórcio e a viuvez deixam uma cicatriz perdurável nas pessoas de meia idade ou idosas, afirma um estudo que será publicado na revista "Journal of Health and Social Behavior".

Voltar a se casar, aparentemente, reduz, mas não tira totalmente, o dano causado pela perda de um casamento - seja por divórcio ou por viuvez -, e que ficam sozinhos depois do fim de seu matrimônio são menos saudáveis do que os que voltam a casar, de acordo com esta publicação da Associação Sociológica Americana.O artigo será publicado na edição de setembro, mas a associação divulgou o relatório hoje na internet.

Por outro lado, segundo os pesquisadores, as pessoas que nunca se casaram têm desvantagens em alguns aspectos de saúde comparados aos viúvos ou divorciados, mas estão melhor em outros.

"Chegamos à conclusão de que a perda de um casamento é um acontecimento extremamente estressante, e que um período de estresse elevado tem um preço para a saúde", disse Linda Waite, co-autora do estudo, professora de sociologia e diretora do Centro sobre Envelhecimento na Universidade de Chicago."Imagine que a saúde é dinheiro guardado no banco", acrescentou. "O casamento é um mecanismo de 'poupança', de adição à saúde. Mas o divórcio é um período de despesas muito altas", disse.

O estudo observou quatro aspectos-chave da saúde na meia idade: condições críticas, limitações de mobilidade, percepção própria da condição de saúde, e sintomas de depressão.Waite e seus colegas observaram que um transtorno significativo da estabilidade marital, como o divórcio ou a morte do cônjuge, frequentemente tem um impacto prolongado que afeta negativamente as quatro áreas.Os pesquisadores tomaram seus dados de um estudo de saúde e aposentadoria, uma análise nacional longitudinal e representativa que observa a indivíduos com mais de 50 anos. Eles analisaram os dados de 8,652 mil pessoas com idades entre 51 e 61 anos."

Apesar de o refrão dizer 'é melhor ter amado e perdido', os divórcios múltiplos criam prolongadas condições de estresse e prejudicam a capacidade pessoal de orientar a própria vida, e isso é muito pior do que não ter casado", disse Debbie Mandel, especialista em gestão de estresse. "Um bom casamento é como depósitos repetidos e regulares em sua conta de poupança de saúde para a idade adulta e a velhice", acrescentou.As pessoas que nunca se casaram mostraram uma condição de saúde melhor do que a das pessoas casadas com uma história de divórcio ou perda do cônjuge.Apesar de os pesquisadores não encontrarem diferenças no número de condições crônicas na comparação com pessoas que nunca se casaram e as que eram casadas, observaram um grau significativo de mais sintomas depressivos, limitações de mobilidade e pior percepção da própria saúde entre os que nunca se casaram.

Fonte: Yahoo / Agência EFE

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