Inicialmente, gostaria de agradecer a tantas pessoas, a começar por meus pais e pela Congregação Religiosa, da qual faço parte, os Padres do Coração de Jesus (SCJ - Dehonianos) pelas oportunidades ímpares de estudo e pesquisa, em nível de pós-graduação (mestrado e doutorado), que me deram e possibilitaram, em meus primeiros anos de sacerdócio, no exterior (estudei na Itália de 1982 a 1986).
Por que digo isso? Porque os estudos de Sociologia e de Ciências Sociais, com ótimos professores da Pontificia Università Gregoriana (PUG), vindos de diversas partes do mundo, obrigaram-me a, no mínimo, 14 horas de estudos e pesquisas, por dia. E, quase nada escrito em português. Eu lia e pesquisava em Italiano, Inglês, Espanhol, Alemão, Francês, um pouco em Português, diversas coisas na língua dos Holandeses ou Romenos e contei com muitas ajudas de colegas da Coréia do Sul, de El Salvador, do México, de Portugal, do Sudão, da Nigéria, da Angola, da Tailândia, da Rússia e da própria Itália, e de tantos outros países. Passamos muitíssimas horas na Biblioteca da Faculdade de Ciências Sociais, assessorados por ótimos e exigentes professores, estudando, discutindo, trocando idéias e experiências de vida. Sonhávamos com o futuro de nossos países! Éramos todos relativamente jovens...
O que aprendemos? O que as Ciências Sociais nos ensinaram? O que aprendemos uns com os outros? Muitas coisas. Entre elas, um ensinamento, eu diria, tipicamente italiano, inspirado em Nicolau MAQUIAVEL: quando há uma notícia muito alvissareira,, quando há um assunto muito comentado, quando há um fato que parece correr o mundo todo, sempre convém perguntar: “Quem tem que tipo de interesse nisso?”.
Com a tal da “gripe suína”, ou “suídea” (suídeo: é sinônimo de suíno ou porco), que alguns já preferem chamar de “gripe porcina”; os médicos preferem “influenza A N1H1” (como foi rápido e fácil identificar esse tipo de vírus!) e os encarregados dos números das estatísticas têm uma rapidez, antes nunca vista, em apresentar, diariamente, novos números... Os medicamentos, antes totalmente desconhecidos pela população, aparecem de uma hora para outra, aos milhares, (o Governo brasileiro anunciou ter um estoque de 11 milhões de comprimidos para combater a “nova gripe”, sobra dos estoques da época da gripe aviária!); o Presidente dos nove dedos vai aos meios de comunicação e anuncia tranquilidade a todos; aqui, segundo o auto-apelidado “Lula”, nunca há crise! ou ele não “sabe de nada”)...
Isso é preocupante. É hora de abrir os olhos. Há, isso sim, parece ser verdade, “Uma pandemia de lucro”. Com a chamada “gripe suína”, alguém está lucrando e alguém querendo esconder outro tanto. Alguém está enganando e alguém “quer ser enganado”. Por isso, olho aberto! Por isso, “vamos abrir os olhos”. Em Roma, já o velho Pacômio dizia: “O povo gosta de ser enganado”. Não vale a pena entrarmos e estarmos nessa.
Então, vejamos alguns dados, façamos algumas reflexões e tiremos algumas conclusões, se for o caso:
1) Economicamente, que interesses há por trás da gripe Porcina ou Suína?
>> A cada ano, no mundo, morrem milhões de pessoas, que são vítimas de Malária, que se poderiam prevenir com um simples mosquiteiro.
>> A cada ano, morrem, no mundo 2 milhões de crianças com diarréia, que se poderiam evitar com um simples soro,que custa 25 centavos.
>> Sabemos que o sarampo, a pneumonia e outras doenças, que poderiam ser evitadas com vacinas baratas, provocam em torno de 10 milhões de mortes de pessoas por ano.
Atenção: disso os noticiários não falam. Por quê? Quem tem interesse nesse silêncio?
Apareceu ou fizeram aparecer, há 10 anos, a gripe das aves. Foi uma correria e quase “loucura coletiva”. Essa gripe, em 10 anos, causou a morte de 250 pessoas. Em média, 10 pessoas mortas por ano. Enquanto isso, a gripe comum (da qual ninguém tem medo!) mata, por ano, meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra vinte e cinco. Parece que alguma coisa não está certa. Algo está podre! Por que esses escândalos em torno da gripe das aves e dos coitados dos suídeos (que parece ser um nome mais bonito para o “porco”!)?
Uma resposta pode estar na indústria das farmácias. Vamos aos números:
>> Quando houve a “gripe das aves”, o galo que cantou alegre, forte e vitorioso foi a Farmacêutica Transnacional Roche, juntamente com a empresa Relenza com seu famoso Tamiflu (do qual o governo brasileiro tinha em estoque 11 milhões de unidades quando apareceu a gripe porcina! Boa ocasião para desovar estoque!). A Roche vendeu milhões de doses aos países asiáticos (lembram as cenas de aves mortas na Ásia, mostradas pelos canais de televisão?).
>> Depois que veio ou inventaram a gripe suína ou porcina ou suídea todos os meios de comunicação esqueceram-se de que existe crise econômica séria e perigosa, de que existe Guantánamo com tantos presos injustamente e em condições piores do que todos os que são levados a contrair a tal gripe...
2) Quem está por trás dessas questões? Quem são os mandantes?
As Ciências Sociais, com seus métodos e suas técnicas de pesquisa, apontam-nos algumas pistas. Vamos a elas:
>> A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflu. O principal acionista desta empresa é um personagem sinistro, responsável pela morte de muitas pessoas: Donald Rumsfeld (nascido em 9 de julho de 1932) . Ele era secretário e defesa dos EUA, no tempo do governo George Bush e inventou a Guerra contra o Iraque. Estejamos atentos porque o nome desse homem está aparecendo novamente nos noticiários, juntamente com o de Dick (apelido de Richard Bruce) Cheney (nascido em 30 de janeiro de 1941). Quem sabe o que se dirá deles no futuro, já que Hitler não mais poderá responder por todas as chacinas...
>> A verdadeira pandemia não parece ser a gripe, da qual sempre se diz não haver tanto perigo assim! Mas, a pandemia é a dos lucros dos mercenários da saúde. Assim como os alimentos estão, praticamente, em mãos de cinco empresas, no mundo todo, assim os medicamentos estão em mão de pouquíssimos. E, se os medicamentos não têm procura, não têm saída, acabam ficando no estoque. Então, inventa-se uma demanda artificial, inventa-se uma doença e espalha-se o terror e os problemas mais sérios e graves que há no mundo são esquecidos.
>> As empresas Roche e Relenza, de fabricantes de remédios, para manter a vida das pessoas, passam a ser agências de morte, fortalecendo a “cultura da morte”, de que falava o papa polonês, João Paulo II.
O que fazer? Precauções contra gripes e doenças são necessárias.
Se a gripe é tão séria e perigosa, por que a Organização Mundial da Saúde não autoriza a fabricação de remédios genéricos, já que eles estão em mãos de quem não quer que as pessoas se curem.
Poderia, quem sabe, até haver interesse em que menos gente viva no mundo!
Parece que até vale a pena ter cuidado com a tal gripe. Por quê? Porque pode haver alguém que quer a nossa morte. E nós não sabemos quem é... Poderia até ser o farmacêutico! Tomara que não seja o nosso!
pe. Nestor Adolfo Eckert scj – naeckert@terra.com.br